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COVID-19 - Linha de Apoio 800 212 216

Dezenas de voluntários percorrem, diariamente, o concelho para levar bens essenciais e medicamentos a pessoas pertencentes a grupos de risco, no âmbito de uma linha de emergência criada pela Comissão Municipal de Proteção Civil de Setúbal.


À janela ou à porta de casa. É assim, por estes dias, que muitos setubalenses têm recebido os bens de que mais necessitam para evitar saídas à rua que podem colocar em risco a sua saúde.

Os pedidos são feitos através de uma linha de emergência gratuita criada a 24 de março pela Comissão Municipal de Proteção Civil de Setúbal e que conta com voluntários da Câmara Municipal, das juntas de freguesia do concelho e de diversas entidades com responsabilidades na área da intervenção social.

O 800 212 216 está disponível, à distância de uma chamada telefónica, para os munícipes identificados como pertencentes a grupos de risco neste cenário de pandemia Covid-19.

Perto de três centenas de pessoas, entre idosos com mais de 70 anos, doentes oncológicos, portadores de deficiência ou em quarentena por Covid-19 e até algumas pessoas com insuficiência económica, já ligaram para esta linha a pedirem ajuda para que lhes levem a casa o que mais precisam.

Os voluntários anotam a lista de compras e inicia-se uma rede de apoio que passa pela aquisição de produtos alimentares ou de higiene nos supermercados e de medicamentos nas farmácias e termina à porta ou à janela de quem solicitou ajuda.

“Protejam-se e avisem se precisarem de alguma coisa”, diz uma voluntária que entrega as compras, sobretudo bens alimentares, a uma idosa acompanhada pelo filho.

A mulher sorri e o homem responde. “Obrigado. É que não podemos sair de casa, sobretudo por ela, e isto é uma grande ajuda”, diz, enquanto carrega o cesto de compras.

Está concluída mais uma entrega. Segue-se a próxima paragem. A janela de alguém que está doente e não pode sair. Os voluntários entregam os medicamentos e alguns produtos essenciais e, de volta, recebem um sorriso e um agradecimento.

É assim, todos os dias, que esta rede de solidariedade se move por todo o concelho.

Até à data, foram recebidos perto de três centenas pedidos de ajuda, sobretudo de grupos de risco, mas também já foram identificadas e integradas na rede situações de grande fragilidade económica, decorrente dos problemas gerados pelas situações de perda de emprego ou da capacidade de autofinanciamento.

Para que ninguém fique de fora, é, igualmente, possível que outras pessoas que não se enquadrem nos grupos de risco solicitem apoio através da linha de emergência.

O pedido é analisado pela DISOC – Divisão dos Direitos Sociais, Rede de Apoio Social e junta de freguesia do requerente para eventual integração em redes de apoio de distribuição de alimentos e medicamentos.

O banco de alimentos criado para dar resposta à distribuição de bens essenciais fica instalado na Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal.