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Os municípios que integram a Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis, incluindo Setúbal, estão a desenvolver uma nova plataforma para avaliar o estado de saúde e o bem-estar da população, de forma a orientar políticas públicas a implementar.


O projeto, resultante de um protocolo de colaboração entre a Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis e o Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Coimbra, pretende caracterizar a saúde e o bem-estar da população, identificar os principais problemas e definir estratégias locais a implementar.

Ao detetar, por exemplo, se num determinado concelho há um índice de obesidade infantil elevado, a nova plataforma, designada Atlas da Saúde, permitirá ao município envolvido implementar medidas para prevenir esses resultados com base em dados estatísticos georreferenciados e atualizáveis ao longo dos anos.

A nova plataforma assume-se, por isso, como uma ferramenta de suporte à elaboração do Perfil de Saúde Municipal e, ao mesmo tempo, de apoio à decisão política no âmbito da promoção da saúde dos municípios que integram a Rede de Municípios Saudáveis, incluindo Setúbal.

Sendo esta rede composta por 57 autarquias, a metodologia criada tem em conta as especificidades de cada território.

A par da recolha e análise de indicadores estatísticos, está a ser desenvolvido um questionário online aos munícipes, de forma a servir de ferramenta complementar na identificação de problemas, necessidades e expectativas em relação às condições do lugar de residência e à forma como estas influenciam o bem-estar e a qualidade de vida.

O inquérito destina-se a todos os munícipes que tenham idade igual ou superior a 15 anos, incluindo imigrantes e trabalhadores deslocados que se encontrem neste momento a residir no concelho.

Tendo em conta a pandemia de Covid-19, este inquérito, disponível previsivelmente até ao final de agosto, integra ainda questões relacionadas com a doença, tais como o impacte do estado de emergência e do isolamento social na vida dos munícipes e a resposta local à crise provocada pela pandemia.

O Atlas da Saúde é financiado pelos 57 municípios que integram a Rede Portuguesa e de Municípios Saudáveis e conta com a coordenação científica de Paula Santana e a participação de um grupo de investigadores do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Coimbra.