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O Arquivo Municipal de Setúbal tem um novo tesouro no seu acervo, um livro do século XVII, salvo por sorte das chamas que destruíram os Paços do Concelho em 1910, e que traz um novo olhar sobre a história.


O livro de atas de vereações, acórdãos e deliberações da autarquia sadina que escapou ao atentado ao edifício-sede da Câmara Municipal de Setúbal ocorrido na noite de 4 para 5 de outubro de 1910, por ter sido levado em data incerta por um tabelião, foi devolvido a Setúbal em cerimónia realizada no dia 8 em Grândola.

A publicação, de leitura paleográfica e constituída por oito cadernos cosidos numa capa de pergaminho, com datas compreendidas entre 1618 e 1802, importante para compreender a evolução social e económica nas idades Moderna e Contemporânea, integrava, por engano, o acervo do município de Grândola.

A Câmara Municipal de Grândola, após detetar que os assuntos versados respeitavam a Setúbal, decidiu devolver o livro à autarquia sadina, através de um protocolo de doação estabelecido, na tarde de dia 8, entre os dois municípios, no âmbito do Dia Internacional dos Arquivos, celebrado a 9.

A preciosidade histórica, pertencente à memoria coletiva de Setúbal e já conservada na sala do Arquivo Municipal, não apresenta termos de abertura e de encerramento, iniciando-se no fólio 25 e terminando no 208.

“O estado de conservação não é mau tendo em conta a data da obra. São visíveis diversas bactérias e há uma migração da tinta ferrolítica para os outros fólios”, nota o coordenador do Setor de Arquivo e Documentação da Câmara Municipal de Setúbal, Joaquim Lázaro Moreira.

Ainda de acordo com o técnico, este livro de atas de vereações e posturas municipais complementa a documentação do fundo “Arquivo Pessoal de Almeida Carvalho”, disponível no Arquivo Distrital de Setúbal.

 

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