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Inauguração: Estátua D. Manuel Martins – Largo de Santa Maria

 O largo da Igreja de Santa Maria tem desde o dia 26 uma nova peça escultórica com a figura de D. Manuel Martins, uma homenagem do município que visa perpetuar a memória do primeiro bispo da cidade, ordenado há 45 anos.


No mesmo dia e à mesma hora em que, em 1975, D. Manuel Martins foi ordenado bispo de Setúbal, 45 anos depois a cidade prestou-lhe homenagem com a elevação de uma estátua no Largo de Santa Maria, que pretende perpetuar a memória de um homem recordado pelo cariz humano e cujo mandato foi marcado pela presença ativa junto da comunidade.

A estátua de bronze, da autoria da escultora Maria José Nunes Brito, foi inaugurada pela presidente da autarquia, Maria da Dores Meira, pelo bispo de Setúbal, D. José Ornelas Carvalho, pelo bispo auxiliar de Lisboa D. Américo Aguiar e pelo secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa.

A cerimónia contou igualmente com as presenças do Executivo municipal, de presidentes de junta e de dirigentes das principais instituições locais e de responsáveis da Diocese de Setúbal.

Em 2018, por iniciativa da Câmara Municipal de Setúbal, já havido sido inaugurado na cidade um largo com o nome de D. Manuel Martins. “Concordámos quando nos disseram que o nosso bispo merecia algo maior e mais importante”, afirmou Maria das Dores Meira, no discurso de inauguração da obra escultórica.

A peça escultórica, com perto de dois metros de altura e assente no chão, mostra D. Manuel Martins, homem “que em tempos exigentes se fez setubalense”, de braços abertos e defronte para as ruas.

“Foi naquelas ruas que podem parecer periféricas, de bairros que alguns pensam não ser importantes, que ele se movimentou. Foi naquelas zonas distantes do centro e dos poderes, distantes da vista, que ele mais se fez e que foi o homem que hoje recordamos”, salientou a presidente da Câmara Municipal de Setúbal.

A autarca recordou ainda o antigo bispo como “um homem generoso, sempre disponível para ajudar os que mais precisava e que, naquelas aparentemente distantes ruas, mais esquecidos estavam”.

 Maria das Dores Meira fez ainda questão de agradecer ao “bispo vermelho”, como D. Manuel Martins era apelidado, “sinónimo da luta contra as desigualdades, a miséria e o capitalismo”, por tudo aquilo que fez por Setúbal e os valores e o legado que deixou na cidade, após o seu falecimento em 2018.

A mesma cidade “que recordará sempre o trabalho por ele feito num período complexo” e que lembrará sempre o seu entusiasmo quando aqui chegou e, perante todos, quis assumir ser um dos que trabalham e lutam para que o homem seja mais homem, numa sociedade mais justa”, como o próprio escreveu naqueles tempos.

A cerimónia de inauguração da estátua de D. Manuel Martins foi precedida por uma eucaristia na Igreja de Santa Maria, a Sé de Setúbal, acompanhada pelo Coral Luísa Todi, na qual o bispo D. José Ornelas Carvalho falou de gratidão e apelou à conservação da memória “de alguém que contribuiu para a cidade e o seu povo, num tempo de grandes mudanças”.

 

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