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Simulacro Dia Internacional da Proteção Civil - EB dos Arcos

A terra tremeu na manhã de dia 2 num simulacro realizado nas escolas públicas de ensino básico de teste a medidas de autoproteção em caso de sismo, no âmbito do Dia Internacional da Proteção Civil.


É mais um dia de aulas normal na na EB do Montalvão, escola das Laranjeiras. À medida que vão chegando à escola, as crianças procuram as salas respetivas e sentam-se nos devidos lugares para iniciarem as atividades de aprendizagem.

10h28. O sinal de alarme toca. De imediato, os adultos lembram que há medidas de segurança a tomar. Professores e crianças colocam-se debaixo das mesas, em posição de segurança, com as mãos sobre a cabeça. Em uníssono, as crianças contam até cinquenta. É assim em todas as salas.

O alarme volta a tocar passados alguns segundos. O grupo organiza-se junto da saída de emergência e ao sinal de um professor saem todos das instalações em fila.

“Não corras!”, ordena um aluno para outro. “Eu sei, a professora já disse no outro dia”, responde-lhe o colega.

Ao lado, os mais novos, crianças do pré-escolar, dirigem-se ao ponto de encontro de mãos dadas, com semblantes tranquilos mas curiosos.

Em menos de um minuto, todas as crianças estão reunidas na rua. Os professores organizam as turmas em filas e fazem a chamada. À resposta afirmativa das duas centenas de crianças, é dado por terminado o exercício e todas regressam às salas de aula.

“Correu muito bem. As crianças souberam como agir. Percebemos aqui hoje [dia 2] a importância da prática destes simulacros. Os alunos já tinham feito o exercício anteriormente, já sabem as regras. Souberam agir”, explica Jorge Parrulas, técnico do Serviço Municipal de Proteção Civil e Bombeiros (SMPCB).

A EB dos Arcos foi um dos estabelecimentos de ensino do concelho onde decorreu o exercício da manhã de dia 2, conduzido pelo SMPCB, e que teve a duração de pouco mais de dez minutos.

A ocorrência de um sismo deu cenário ao simulacro dinamizado com o objetivo de testar e criar rotinas de comportamento na comunidade educativa face a situações de catástrofe ou de acidente grave.