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Vidas Íntimas

“Vidas Íntimas”, de Noël Coward, uma peça cómica e trágica sobre as vicissitudes do casamento e do divórcio, apresenta-se no dia 11, às 21h30, no Fórum Municipal Luísa Todi.


Jorge Silva Melo encena a peça de 1929, escrita em apenas quatro dias pelo ator, dramaturgo e compositor britânico Noël Coward, que é um retrato feroz sobre o lado brilhante e o lado sombrio do amor, as alegrias e os malefícios do casamento e do divórcio e sobre os casais que não são felizes juntos nem separados.

Com ação passada num apartamento parisiense, “Vidas Íntimas”, uma coprodução dos Artistas Unidos, do Centro Cultural de Belém e do Teatro Nacional São João, traduzida por Miguel Esteves Cardoso, gira em torno de Amanda e Elyot, divorciados há cinco anos após um casamento explosivo.

O casal reencontra-se num hotel em Côte d’Azur, no litoral sul de França, cada um na sua lua de mel, com os seus novos cônjuges. Amanda e Victor estão a começar a sua vida juntos e, na suite ao lado, Elyot e Sybil celebram o primeiro mês de casamento.

No espetáculo teatral de dia 11, com interpretação de Rúben Gomes, Rita Durão, Tiago Matias, Vânia Rodrigues e Isabel Muñoz Cardoso, é possível admirar muito da atmosfera dos loucos anos 20. O glamour nas poses, nos vestidos compridos das mulheres e nos smokings dos homens.

“Vidas Íntimas” tem assistência de encenação de Nuno Gonçalo Rodrigues, cenografia e figurinos de Rita Lopes Alves e José Manuel Reis, luz de Pedro Domingos, desenho de som de André Pires e apoio musical de Rui Rebelo.

Os ingressos, com o custo de nove euros para a plateia e sete para o balcão, estão à venda no Fórum Municipal Luísa Todi e em www.bol.pt.

Sir Noël Pierce Coward nasceu num subúrbio de Londres e estreou-se como ator profissional aos 11 anos. Foi diretor, compositor, cantor, autor de mais de cinco dezenas de peças, centenas de canções, argumentos para filmes, de um romance e de uma autobiografia.

“Devem ser muito raras as pessoas que são completamente normais, lá no fundo das vidas íntimas de cada um”, disse sobre a peça que escreveu em 1929, numa altura em que se instalava a Grande Depressão, que se seguiu ao crash bolsista de 24 de outubro de 1929.

“Private Lies”, no original, estreou-se em 1930 no Phoenix Theatre, em Londres, sob a direção do autor, depois de uma digressão pela Grã-Bretanha. Do elenco faziam parte o próprio Noël Coward, Gertrude Lawrence, Adrianne Allen e Laurence Olivier.