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História

 

O “Luísa Todi”, inaugurado em 24 de Julho de 1960 e desde 1990 propriedade da Câmara Municipal, prepara-se para viver uma nova vida, depois de um percurso histórico conturbado.

O espaço sucedeu ao Cine-Teatro Luísa Todi que, por sua vez, substituiu o Teatro Rainha D. Amélia, edifício do final do século XIX, considerado uma jóia da arquitectura de interiores e um marco da história teatral local e nacional.

Após a implantação da República, o Teatro D. Amélia, em 1911, passou a designar-se Teatro Avenida. O edifício degradou-se e, em 1915, a Academia Sinfónica de Setúbal, instalada no equipamento, rebaptizou-o de “Luísa Todi”.

Em Maio de 1918, depois de um período de encerramento, o “Luísa Todi” reabriu modernizado com electricidade, e transformou-se, desse modo, num equipamento adaptado a cinema, um cine-teatro.

O espaço entrou em fase de decadência e passou por diferentes proprietários, até que, adquirido pela Companhia União Fabril, foi demolido para se construir o edifício actual, de traça modernista por oposição à antiga sala, de inspiração italiana.

O imóvel, desenhado pelo arquitecto Fernando Silva, começou a ser erguido em 1958. Foi inaugurado dois anos depois numa cerimónia com a presença de duas figuras cimeiras do Estado Novo – Américo Tomás, então chefe de Estado, que presidiu ao acto, e o cardeal Cerejeira.

Trinta anos depois, o equipamento cultural foi adquirido pela Câmara Municipal. Hoje, é palco de uma actividade cultural intensa e diversificada.

 

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