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Qualidade do Ar Qualidade do Ar
OBRA | Construção envolvente do Auditório Municipal

Data de consignação

Outubro de 2025

Prazo previsto de execução

120 dias

Género

Empreitada adjudicada a Thames, Lda

Investimento

473 755,94 € (IVA incluído)

Este projeto reponde às necessidades crescentes da comunidade ao disponibilizar um espaço cultural versátil e moderno. Este equipamento enquadrará uma variedade de eventos culturais, como apresentações musicais, teatrais, conferencias, projeções de filmes e outros, tendo em vista o enriquecimento do panorama cultural e artístico

A área de intervenção, com uma superfície de 4110, localiza-se em Brejos de Azeitão, delimitada pela Rua de S. Gonçalo, a norte; as ruas dos Morangueiros e dos Pomares, a sul; a oeste edifícios de comércio com o acesso principal pela EN 10; e a este a Rua Papa João Paulo II.

Futuramente, quando da construção da igreja prevista será executada a restante área a sul.

Nos limite sul, existe um arruamento com uma pequena bolsa de estacionamento; nos limites restantes existem o passeio da Rua de S. Gonçalo, a norte; da Rua João Paulo II, a nascente; e um caminho no tardoz dos edifícios existentes, a poente.

O terreno apresenta um desnível máximo inferior a dois metros, sendo mais elevado na zona sudeste, atingindo as cotas mais baixas na zona norte, junto à Rua de S. Gonçalo.

Este empreendimento está em linha essencialmente com os seguintes objetivos de desenvolvimento sustentável, aprovados pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2015:

03 – Saúde e bem-estar: assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.

04 – Educação de qualidade: assegurar a educação inclusiva, e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.

10 – Redução das desigualdades: reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles.

13 – Ação contra a mudança global do clima: tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos.

A proposta proporciona espaço multifuncional, acessível a todos, que promove a estadia informal e socialização, estando garantida a acessibilidade a todos os espaços de forma segura, contínua e confortável. O acesso principal ao auditório é feito a nascente, a partir de uma grande praça multiusos, arborizada com árvores em caldeiras com 1,60 x 1,60, a expandir futuramente para sul. O acesso de artistas e para descargas e descargas está previsto a sul, sendo os acessos de emergência a poente e norte. Todos os acessos ao auditório são feitos, no máximo com um desnível de 0,02 m. Foi assegurada a ligação pedonal a toda a área envolvente do auditório em pavimento de pavê de betão, sempre que possível, mantendo o pavimento existente (pavê). Preveem-se “ilhas” de vegetação biodiversas com árvores, arbustos e herbáceas e árvores em caldeira, que amenizam os volumes construídos e desempenham um papel crucial na melhoria do clima urbano, constituindo também um habitat para insetos polinizadores e pequenas aves. O estacionamento proposto inclui dois lugares para pessoas com mobilidade condicionada e um lugar para cargas e descargas, sendo o acesso ao mesmo a partir das Ruas dos Morangueiros e dos Pomares. Será mantida a ”ilha” para um molok de resíduos sólidos indiferenciados e um ecoponto para papel, plástico, metais e vidro, parcialmente circundada por uma zona verde.

A solução adotada leva ao acréscimo da impermeabilização do terreno, devido ao auditório e aos pavimentos (impermeáveis).

No entanto, o escorrimento superficial faz-se em grande parte para as zonas verdes, onde a água é retida e infiltrada no terreno, recarregando os lençóis freáticos, evitando-se a descarga na rede existente.

Os órgãos de recolha a executar, as caixas de visita e os coletores constam do projeto de drenagem de águas residuais pluviais.

A modelação do terreno inclui fundamentalmente a abertura de caixa dos pavimentos e a modelação do terreno nas zonas verdes, criando-se pequenas “colinas” com vegetação e depressões que retêm a água da chuva, promovendo a sua infiltração no terreno.

O escoamento superficial faz-se maioritariamente no sentido sul-norte.

Procurou-se implantar soluções de pavimentos que sejam consentâneas com a utilização do espaço exterior.

Os lancis previstos são de betão de 8 cm, na transição entre espaços verdes e passeios e 12/15 cm de largura no limite da faixa de rodagem e estacionamento.

Os lugares de estacionamento são marcados com linhas brancas, contínuas, com 10 cm de largura, sendo adotada a cor amarela nos lugares de estacionamento para pessoas com mobilidade condicionada.

O pavimento das zonas pedonais é em pavê vibro-prensado com mistura de cores cinza e preto, numa proporção de 90% e 10%, respetivamente.

No estacionamento e na faixa de rodagem preconiza-se pavimento betuminoso, à exceção da zona partilhada por peões e veículos no acesso ao estacionamento na zona sul. Todas as áreas são acessíveis aos peões.

Nas passagens de peões de superfície são instalados pavimentos podotáteis de cor contrastante com a do pavimento envolvente ou requalificados os existentes.

As caldeiras, niveladas com o pavimento circundante, são delimitadas com lancil de betão e revestidas com pavê poroso. 

Em todas as situações em que for necessário proceder ao nivelamento das caixas de infraestruturas (caixas de esgotos, águas, EDP, PT, sumidouros, etc.) resultantes da implantação dos pavimentos, há que incluir o arranque dos aros, acrescento das caixas, execução de nova base de betão, fixação dos aros e remates com os pavimentos contíguos.

As zonas pedonais serão dotadas de bancos e papeleiras, a fixar aos sinais de trânsito e aos candeeiros.

 

O mobiliário urbano é um elemento essencial para a utilização dos espaços criados.

Prevê-se a colocação de bancos sob as árvores propostas, em locais desafogados, bem como papeleiras junto às passagens de peões e outros pontos de passagem e estadia.

De forma a evitar o estacionamento e o atravessamento automóvel das zonas pedonais previu-se a colocação de vários pilaretes.

A solução de rega proposta promove uma eficaz utilização da água e minimiza as suas perdas recorrendo-se para o efeito a um sistema que integra um programador de rega e setores de gotejadores.

A rega será essencial, no período estival, de abril a outubro, na fase de instalação da vegetação, sobretudo nos primeiros 2/3 anos após a plantações.

Após esse período, as necessidades de água serão menores, podendo mesmo anular-se no caso das árvores e reduzidas ao mínimo necessário para garantir a sobrevivência das plantas no caso dos arbustos e herbáceas, uma vez que foram selecionadas espécies resistentes ou, pelo menos, tolerantes à falta de água no verão.

A rede de rega será abastecida a partir da rede pública de água existente.

A adução de água aos setores é controlada por eletroválvulas instaladas em caixas de proteção.

As eletroválvulas estão ligadas a solenóides que recebem por um cabo elétrico as informações do controlador de rega, no que respeita à abertura e fecho.

O dimensionamento dos tubos dos setores de rega foi sujeito à regra de eficiência de Christiansen, de modo que a diferença de pressão de funcionamento entre os aparelhos de rega colocados nas posições mais favorável e mais desfavorável, dentro do mesmo setor, não ultrapasse 20% da pressão nominal.

Os ramais de rega serão constituídos por tubo PEAD PN 1,0 MPa.

A rega das zonas verdes é feita com recurso a linhas de tubo com gotejadores espaçados de 50 cm paralelas com 50 cm de afastamento.

A rega das árvores em caldeira é assegurada por um brotador em cada uma.

Previram-se também bocas de rega para acoplamento de mangueira, destinada à rega no caso de avaria do sistema automático e à lavagem dos pavimentos.

O sistema de programação terá com tecnologia bluetooth.

A automatização de rega funciona com um solenóide que aciona as eletroválvulas por impulsos produzidos pelo programador de rega, instalado na caixa das eletroválvulas.

A rega será efetuada preferencialmente durante o período noturno, de modo a minorar as perdas de água por evaporação e quando os consumos são menores.

A vegetação é um dos elementos mais importantes da proposta.

Preconizam-se árvores e arbustos bem adaptados às condições climáticas e do solo, promovendo a biodiversidade, com reduzidos custos de manutenção.

Propõe-se uma estrutura arbórea relativamente densa, plantando-se árvores, caducifólias e perenifólias, em caldeira e nas zonas verdes, de forma a melhorar as condições de conforto climático, garantindo sombra e diminuição da temperatura no verão e a passagem dos raios solares no inverno, amenizando também os volumes construídos e captando o CO2.

Entre as espécies a plantar destacam-se as mélias, os lódãos, os ciprestes-de-florença, as macieiras-bravas, as oliveiras, as pereiras-de-jardim, as tipuanas e os sobreiros.

A plantação das árvores terá em consideração a localização dos candeeiros de iluminação pública de forma para que não exista conflito entre a arborização e a iluminação.

O estrato arbustivo e herbáceo assume também destaque, com uma elevada diversidade de texturas, formas, cores e aroma, privilegiando-se as espécies autóctones ou bem-adaptadas às condições edafoclimáticas do local, diminuindo as necessidades de rega e os tratamentos fitossanitários.

A iluminação pública será tratada no respetivo projeto de especialidade, tendo como objetivo a harmonização da iluminação existente com a nova iluminação dos espaços previstos, criando condições para a utilização durante a noite, em conforto e segurança.

Obra | Plano geral relativo à construção envolvente do Auditório Municipal
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