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Execução do Parque Verde da Quinta da Amizade

Criação de parque urbano, com área total de cerca de 4 hectares
Execução do Parque Verde da Quinta da Amizade

CONSIGNAÇÃO

Dezembro de 2024

CONCLUSÃO

Outubro de 2025

INVESTIMENTO

291 438,62 € (IVA incluído)

GÉNERO

Empreitada.
Obra adjudicada a Decoverdi, S.A

Vantagens
da Intervenção

Continuação do desenvolvimento da Rede Ecológica Municipal e da Rede de Corredores Verdes. Expansão das zonas verdes do concelho, contribuindo para a captação de carbono. Este equipamento proporciona a transição entre a intervenção humana no habitar e a intervenção que ao longo dos tempos o Homem teve na zona mais rural e agrícola da localidade.

Resumo
da Intervenção

Criação do Parque Verde da Quinta da Amizade, na freguesia de Gâmbia-Pontes-Alto da Guerra.

O objeto da intervenção, constituindo uma área total de cerca de 4 hectares, apresenta um conjunto de subunidades projetuais com características marcadamente distintas resultantes da proposta e organização física e paisagística que o suporte territorial oferece.

Neste contexto, podem estabelecer-se previamente e para uma maior facilidade de explanação da obra, as seguintes subunidades de intervenção:

• A linha de água e zona imediatamente envolvente que se assume como grande foco, e como espaço de lazer que efetua a transição entre o urbano e o espaço rural, apesar de ligeiramente antropizado;
• Com a devida modelação de terreno procurar-se-á criar plataformas com possibilidades de uso de recreio, conjugado com a função de curso de água, auxiliando na gestão do incremento dos caudais gerados pela urbanização e a jusante do parque;
• As espécies existentes, algumas de origem espontânea e outras de implantação antrópica, onde predomina o Sobreiro e o Choupo, em conjunto com um estrato arbustivo de grande riqueza, permitirão criar um enquadramento cénico ao espaço, que se pretende de maior uso do parque.

Todo este espaço é unificado pela linha de água, que, em virtude das necessidades de intervenção no vale, é regularizada. Esta situação criou uma mais-valia no espaço, ao adicionar uma zona de usufruto do parque, dando à linha de água uma possibilidade de contenção de fluxos, sem ser uma fronteira indesejável. Uma rede de caminhos enriquece o parque, como que em oposição à ribeira, e estabelece um conjunto de subsidiários, que dos núcleos urbanos trazem os fluxos pedonais para o parque. Esta obra vive em grande proximidade com a linha de água e drenagem das águas pluviais da urbanização, pelo que a materialização do mesmo implica um certo cuidado.

Estrutura de circulações
As circulações do parque dividem-se essencialmente em dois níveis. Um primeiro que se encontra na zona norte da linha de água, cujo uso é o de um circuito de manutenção e que segue a linha do vale, adoçando-se ao espaço, vivendo das várias plataformas de equipamentos desportivos, assentes junto a esse percurso e pontualmente procurando a sombra dos novos maciços arbóreos. Um segundo nível, que se destaca do terreno e surge do espaço urbano, cruzando o parque para melhor usufruto do mesmo, avançando sobre a linha de água através de passadiços, ligando todos os caminhos, criando pontos de encontro, e tendo uma situação particularmente importante na estadia sobre a linha de água.

Estrutura verde
A utilização de material vegetal inscreve-se num conjunto de preocupações e objetivos que extravasam a abordagem global de trabalho com elencos florísticos climácicos e respondem a particularidades localizadas que se passam a expor. Os maciços arbustivos, com a função de enquadramento do parque e de preservação das espécies autóctones, reforçarão as orlas do parque criando margens de sombra passíveis de utilização. Na envolvente da linha de água surge a plantação de árvores e arbustos típicos da galeria ripícola, tais como Salix albaPopulus nigraPopulus alba e Salix purpurea. A densidade de arborização estabelece um corredor generosamente ensombrado. O alteamento das copas permite uma utilização direta da totalidade da superfície e garante corredores visuais profundos. As espécies arbustivas inserem-se na vegetação climácica da zona, revestindo as margens da linha de água, sobre a estrutura em gabiões. As sementeiras procuram uma sustentabilidade do espaço, concentrando as áreas de prado nas zonas de maior carga, tais como a envolvente da linha de água e os espaços relvados e regados, imediatamente adjacentes. Nas restantes zonas é dada primazia aos prados de sequeiro, com dominância das gramíneas nos espaços de utilização junto ao campo de futebol e do laranjal, com mistura florida na sementeira, auxiliando a separação do carácter dos dois espaços, espaço desportivo e espaço de implantação dos restantes equipamentos.

Sistema de irrigação
No relvado e os prados regados, a água é distribuída ao solo por aspersão, tendo como emissores aspersores de turbina e pulverizadores, ambos são escamoteáveis, para não desvirtuar a estética do espaço e para estarem menos sujeitos a danos. Nos maciços arbustivos a água é distribuída ao solo, por gota a gota superficial, tendo como emissores gotejadores auto compensantes integrados em tubo de PEBD de cor castanha, também esta para não desvirtuar a estética do espaço. O sistema será de comando automático (possibilitando a rega noturna e economia de mão de obra), programadores a pilhas, comandam o funcionamento das válvulas de comando (electroválvulas) do sistema de rega em causa, uma por cada setor. As eletroválvulas deverão funcionar em sequencia uma de cada vez, em que os programadores deverão ser programados para que as eletroválvulas funcionem ao mesmo tempo. Os programadores a pilhas deverão comandar uma ou duas eletroválvulas, sendo esta de natureza económica, de forma a baixar custos.

Mobiliário urbano e outro equipamento
O mobiliário urbano surge em resposta às necessidades que a utilização dos espaços criarão, em especial ao nível das papeleiras, dos bancos e bebedouros, dado este ser um espaço com exigências hídricas associadas à prática desportiva. Nestes a opção será por bancos simples em madeira, com costas, de forma a serem espaços de passagem, e procurando também as estadias mais prolongadas se realizem em contacto próximo com os usos próprios do espaço. Nas zonas onde os passadiços em madeira se assumam sobre as águas, existirão guardas nos mesmos, constituídas por varões de madeira.

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