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Reunião Pública Ordinária dia 1 de abril, às 16h30. Assista aqui em direto
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Reunião Pública Ordinária dia 4 de junho, às 16h30. Assista aqui em direto
Novembro de 2024
Segundo semestre de 2025
285 867,97 € (IVA incluído)
Empreitada.
Obra adjudicada a PROJESET-MEI, Lda.
Continuar a expansão das áreas verdes no concelho, promovendo o acréscimo do espaço público pedonal e de zonas de lazer e de fruição da natureza.
A proposta de requalificação desta área verde atualmente remanescente na estrutura urbana passa pelo trabalho e integração no projeto e nas suas diversas vertentes (desenho, plano de comunicação, atividades e materiais), da relação com a área urbana envolvente, da utilização atual do espaço pela população bem como as expectativas expressas pelos munícipes nas diversas reuniões realizadas.
O parque assumirá um caráter naturalizado, tirando partido da relação com a estrutura urbana envolvente, mas também da morfologia do terreno, relações funcionais e visuais com a envolvente. Pretende-se potenciar uma rede de percursos na zona verde (partindo da utilização atual do espaço como área de conexão pedonal) com uma área central de recreio e estadia para todos. A recuperação do solo a instalação de uma estrutura verde com as 3 componentes – herbácea, arbustiva e arbórea, bem como a requalificação da estrutura urbana em termos de mobilidade e acessibilidade são fatores determinantes do desenho proposto.
Todo o projeto terá como referência a sustentabilidade do espaço, com especial enfoque para:
i) Minimização dos consumos de água
Optou-se por manter na sua maioria os prados sequeiro existentes (nomeadamente nas zonas de encosta e talude) e proceder ao enriquecimento destes com a hidrosementeira de nova mistura composta por espécies herbáceas resistentes á secura e adaptadas ao nosso clima. Os prados regados são exclusivos das áreas de estadia e recreio ativo (núcleos de estadia), e permitem durante o período estival a pratica de diversas atividades de recreio e desporto informal pela população e em boas condições de conforto.
ii) Drenagem urbana sustentável com a potenciação da infiltração natural
Uma vez que as áreas impermeabilizadas são mínimas, a drenagem irá realizar-se de forma natural, recorrendo-se à instalação de tipologias de recolha e de infiltração das águas do modelo WSUD (drenagem urna sustentável) como trincheiras de infiltração, poços drenantes, pequenas bacias de recolha e infiltração.
iii) Promoção da biodiversidade – flora com manutenção da vegetação autóctone
A mata mediterrânica existente será o suporte da estrutura arbóreo-arbustiva do parque. Pretende-se promover a preservação dos maciços existentes, o seu enriquecimento florístico, controlo de infestantes e a plantação de novos maciços nomeadamente nas zonas instáveis (taludes) e nas zonas de estadia no sentido de criar áreas de ensombramento e assim.
iv) Promoção da biodiversidade – fauna
Através do estabelecimento de novos habitats por forma a fomentar a regeneração natural. Promoção da vida animal (nomeadamente aves, pequenos maníferos, anfíbios, abelhas) através da instalação de zonas húmidas naturais, quer através da introdução de machas de arbustivas da flora autóctone com produção de flores e bagas, ou mesmo plena instalação de abrigos que poderão passar por ninhos a instalar nas árvores, pequenas pilhas de ramos ou estruturas conhecidas como “hotéis de anfíbios e abelhas.”
v) Iluminação do espaço com luminárias LED e alimentação do parque com painéis fotovoltaicos
É proposta a iluminação com luminárias LED, cuja implantação e horário de funcionamento deverá respeitar a preservação da fauna e flora. A alimentação de todo o sistema (iluminação e rede de rega) deveria ser estudada com painéis fotovoltaicos.
vi) Opção por materiais naturais e/ou reciclados e/ou resilientes
Em termos de opções de materiais para pavimentos e revestimentos optou-se por materiais naturais, de fácil acesso no mercado e fácil manutenção. Saibro, estilha, mulch, sulipas de madeira, godo do rio.
vii) Gestão e manutenção ecológica e sustentável
Propõem-se que a manutenção do parque assente nos princípios de um Espaço Verde Ecológico, cuja classificação se pretende obter oficialmente. Neste sentido toda a gestão do espaço será orientada para maximizar a sua biodiversidade, dentro de um habitat tipicamente mediterrânico, devendo ser seguidos os princípios de proteção integrada e agricultura biológica nas tarefas de manutenção e processos fitossanitários e de fertilização. Todo o projeto foi pensado de forma a potenciar os recursos naturais existentes e permitir não só a sustentabilidade ambiental como financeira. As soluções para a drenagem, pavimentos, equipamentos, são exemplos concretos que permitiram reduzir os custos de manutenção. Da mesma forma a opção por vegetação de clima mediterrânico e de harmonia com a vegetação existente representará também uma vantagem no que respeita aos consumos de água de rega.
O conceito base de projeto desenvolveu-se depois nas áreas especificas de intervenção
1.1. Acessibilidade e Mobilidade – Conexão com Envolvente
De acordo com as características urbanas desta área é proposto um desenho em zona 30, que permite o acesso pedonal e rodoviário, nomeadamente de emergência e serviço, bem como o estacionamento das pessoas que visitem e frequentem este espaço verde. Atualmente a praceta Joaquina Guerreiro e a Rua das Gaivotas não têm continuidade rematando no espaço expectante, o que determina uma utilização indevida pelos automobilistas de todo o espaço interior de quarteirão. Desta forma em trabalho conjunto com a Divisão de Mobilidade e Transportes (DURB/DIMOT) é proposta a implantação de uma zona 30, unindo a Praceta Joaquina à Rua das Gaivotas, com estacionamento, percursos pedonais. As áreas de estacionamento existentes serão ampliadas e reformuladas, aumentando a oferta de estacionamento desta área urbana e ordenar o estacionamento atual. Na zona expectante não existem percursos pedonais estáveis e acessíveis, pelo que a principal mais valia será a definição de percursos pedonais de atravessamento e acesso a todas as zonas desta área, nomeadamente o acesso à escola.
Formalização das áreas de estacionamento informais existentes, aumentando a oferta de estacionamento desta área urbana e ordenar o estacionamento atual.
› Em termos de percursos pedonais são formalizados, não apenas os acessos a esta área, mas também assegurada a acessibilidade, segurança e conforto dos caminhos em-pé-posto existentes.
› É proposta a requalificação das atuais pracetas, assumindo-se como Zona 30, com velocidade reduzida e prioridade á mobilidade pedonal e ciclável.
› São formalizados 57 novos lugares, perfazendo um total de 78 novos lugares de estacionamento, dos quais 6 são para pessoas com mobilidade reduzida.
· Praceta Joaquim Guerreiro, existiam 18 lugares, são instalados 05 novos lugares
· Nova Praceta ou extensão da Joaquina Guerreiro –instalados 41 novos lugares
· Praceta Libânio Braga – instalados 11 novos lugares.
› É proposta a requalificação das atuais escadas por forma a melhorar as condições de acessibilidade em segurança a todos, instalado pavimento de alerta, corrimão e recuperação dos degraus
Os restantes percursos apresentam declives suaves nunca superiores a 6%.
1.2. Acessibilidade, Estadia, Recreio e Desporto Informal
Foi definida uma hierarquia de percursos principais e secundários, criando-se assim alternativas de circulação e usufruto do espaço, tendo como base os percursos pedonais em-pé-posto existentes, mas também a necessidade de implementar um espaço verde de utilização comunitária pela população. Na continuidade da praceta existente é proposta uma nova praceta de acesso a esta área, criando-se assim um novo acesso ao espaço interior de quarteirão, fundamental em termos de segurança, acessibilidade e visibilidade. O desenho proposto permite, de acordo com as necessidades da população e mediante processo participativo, a implementação na zona central do espaço (área de ampla relvada) de diversos equipamentos e áreas de acordo com o definido no referido processo participativo: EJR infantil e/ou zona de estadia e recreio ativo para todos e/ou zonas de jogo informal, entre muitas outras hipóteses. Pretende-se que este espaço de interior de quarteirão, outrora uma zona esquecida de traseiras assuma-se como uma nova área urbana de recreio, estadia, conexão e identidade de toda a freguesia, mas paralelamente como um novo pulmão verde da freguesia, área de recarga do aquífero, proteção do solo, purificador do ar e núcleo de biodiversidade urbana.
Conceitos gerais base da intervenção:
› Melhorar a Qualidade Visual do espaço, recuperando as suas diferentes áreas e respetivas funcionalidades e clarificando a leitura e perceção para todos os utilizadores _ circulação pedonal, rodoviária, zona verde de enquadramento, etc. Garantir a continuidade e inserção deste espaço na área urbana envolvente em termos de identidade urbana do espaço.
› Melhorar a Qualidade Funcional deste espaço em termos de segurança, saúde, bem-estar, garantindo o equilíbrio entre diferentes utilizadores da rua (peão, ciclista, automobilista), introduzir o conceito de vigilância natural do espaço.
› Instalação de áreas diferenciadas em pavimento e estrutura e equipadas para permitir a estadia e recreio bem como com funções de requalificação ambiental do espaço.
› Instalação de estrutura verde coerente e recuperação dos espaços verdes atuais.
› Áreas dedicadas à brincadeira e desporto _ instalação de áreas dedicadas á brincadeira infantil e ao desporto familiar com instalação de pavimentos de amortecimento. Escolha de equipamentos adequados às idades, multifuncionais que permitam uma maior diversidade de idades e tipos de brincadeira de acordo com as limitações e característica base do espaço.
› Instalação de equipamentos de desporto informal adequados à utilização por crianças e adultos, promovendo assim o convívio e oferecendo às crianças equipamentos adequados ás suas características motoras.
› Áreas de estadia para todos: instalação de cadeiras e bancos com costas e braços para utilização por todas as idades e de um banco ou conjunto de bancos diferenciado que funcione como elemento de estadia, mas também de brincadeira infantil e espaço para os jovens.
1.3. Estadia e Recreio de Crianças e Jovens – Recreio Infantil
Proximidade e usufruto diário
Propõem-se a instalação de áreas de brincadeira infantil para o usufruto diário principalmente das crianças que vivem na envolvente e que frequentam a escola vizinha. Recorrendo a equipamentos infantis com oferta de brincadeiras sensoriais e físicas, mas abertas a diferentes idades e possibilidades de jogo e recreio de acordo com a imaginação das crianças. A integração da área de jogo e recreio com equipamento na zona verde e a ligação visual e funcional com a zona de relvado e canteiros arbustivos pretende aumentar a interação das crianças com o espaço natural, aumentando as possibilidades de jogo e brincadeira e em que estas desafiadas ao nível do desenvolvimento das suas competências de motricidade, integração sensorial, jogo simbólico e cooperativo.
Diversidade brincadeiras
Pretende-se aproveitando o caracter de proximidade das habitações e da escola, explorando as três áreas de brincadeira (social + física + sensorial) e numa perspetiva de inclusão de todas as crianças. Numa componente de brincadeira diária e/ou semanal, com pais e amigos, privilegiando o contacto com a Natureza no desenho dos espaços, na inserção no espaço do Parque e na escolha de equipamentos e materiais. Pretende-se, através da escolha dos equipamentos e do desenho do espaço, potenciar o convívio entre diferentes idades e capacidades físicas e cognitivas.
Motricidade e Brincadeiras de Exploração
Áreas de experimentação e convívio para todas as idades e todas as capacidades cognitivas e físicas: exploração da motricidade grossa, equilíbrio, coordenação motora de acordo com as suas capacidades. A escolha dos equipamentos, bem como dos restantes elementos foi realizada no sentido de incluir todos, dos bebés aos adolescentes, com especial cuidado na escolha de materiais e equipamentos que permitam a utilização do espaço todas as crianças, mas sem as discriminar, incluindo-as nas brincadeiras e espaços onde estão os outros, mas com pequenos detalhes de desenho que as ajudam a também usufruir e brincar.
Experimentação sensorial e brincadeira social
Estas áreas foram desenhadas no sentindo de possibilitar a sua utilização por diferentes idades e com diferentes níveis de desafio de acordo com cada idade. Pretendeu-se utilizar essencialmente materiais naturais trabalhados de forma a permitirem a brincadeira e desafio.
› Equipamentos para o desenvolvimento do equilíbrio e da motricidade grossa;
› Zona de materiais e estruturas naturais para manipulação e brincadeiras sensoriais e sociais;
› Zona de pavimento e materiais sensoriais para estimular a motricidade grossa e fina;
Modelos e tipos de equipamento infantil
Como se trata de um parque/jardim de proximidade destinado principalmente às crianças que vivem na envolvente, pretendeu-se com um investimento em equipamento controlado, potenciar a imaginação, interação permitindo em cada dia brincar de forma diferente e descobrir sempre novas possibilidades.