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Rede de drenagem de águas pluviais da Avenida D.Pedro V até à Avenida de Moçambique | Troço P6 a P13

A presente intervenção resulta de uma decisão do Município de Setúbal no sentido de resolver o problema das inundações frequentes na Avenida D. Pedro V e envolvente a jusante
Melhoria da rede de drenagem pluvial entre as avenidas D. Pedro V e de Moçambique

CONSIGNAÇÃO

Março de 2022

CONCLUSÃO

Junho de 2022

INVESTIMENTO

80 429,14 € (IVA incluído)

GÉNERO

Empreitada.
Obra adjudicada a Eduardo Pires – Construções, Lda.

Vantagens
da Intervenção

A presente intervenção resulta da decisão da Câmara Municipal de Setúbal de resolver o problema das inundações frequentes na Avenida D. Pedro V e envolvente a jusante, nomeadamente as garagens voltadas para a Rua José Gregório, e não menos grave, as inundações na Quinta do Quadrado provocadas pela falta de capacidade de vazão do coletor da Avenida Eng. Henrique Cabeçadas.

Resumo
da Intervenção

PREÂMBULO

A presente intervenção resulta de uma decisão do Município de Setúbal no sentido de resolver o problema das inundações frequentes na Avenida D. Pedro V e envolvente a jusante, nomeadamente as garagens voltadas para a Rua José Gregório e, não menos grave, as inundações na Quinta do Quadrado provocadas pela falta de capacidade de vazão do coletor da Avenida Eng. Henrique Cabeçadas.
A oportunidade desta intervenção não pode ser desligada da facilidade criada com o estudo da bacia hidrográfica do Barranco do Forte Velho, cujas águas descarregadas no coletor da Avenida de Moçambique, com seguimento pela Avenida Eng. Henrique Cabeçadas, passarão a ser drenadas diretamente para a Ribeira do Livramento, a partir do restabelecimento da vala da Azinhaga de S. Joaquim.
Por outro lado, a implementação do projeto de prolongamento da Avenida de Moçambique até à Estrada dos Ciprestes, com atravessamento da Ribeira do Livramento, conduzirá à necessidade de instalar um coletor nesta via, com descarga na Ribeira do Livramento. No Projeto de Regularização da Ribeira do Livramento foi prevista a instalação de uma descarga, DN1000, no talude da margem direita da Ribeira para receber esta infraestrutura.
A rede de drenagem de águas pluviais a montante da Avenida D. Pedro V, correspondendo a uma área urbana muito impermeabilizada e de pendentes acentuadas, está na generalidade servida por coletores de 300 mm de diâmetro, ou inferior, os quais são insuficientes para drenar normalmente os caudais inerentes às sub-bacias respetivas.
Não espanta, por isso, que seja significativo o caudal afluente em escoamento superficial ao ponto mais baixo da Av. D. Pedro V, com risco de inundação em toda a largura do vasto passeio envolvente, e consequente impedimento de acesso aos edifícios coletivos contíguos, apesar de há já largos anos ter sido instalado um coletor pluvial de reforço neste troço da via para recolha de águas pluviais, através de um conjunto de sargetas e sumidouros instalados de ambos os lados do arruamento.

2 – ESTADO ATUAL DA REDE DE DRENAGEM PLUVIAL A INTERVENCIONAR

2.1 – Coletores de Drenagem Pluvial da Av. D. Pedro V
Para drenar a vasta área de 81 444 m2 da bacia drenante com afluência à Av. D. Pedro V, estão instalados dois coletores de betão com 400 mm e 600 mm de diâmetro, este numa pequena extensão na parte final desta via, na extremidade sul.
Se o coletor de 600 mm de diâmetro apenas recebe as águas pluviais de algumas sargetas de lancil e sumidouros instalados na parte inferior do arruamento, o coletor de 400 mm está conectado para montante a uma vasta rede de coletores a que afluem não só águas pluviais, mas também águas residuais domésticas, como se pôde constatar durante uma visita de campo com tempo seco. Trata-se por isso de um coletor unitário, com uma parcela significativa de caudal de águas residuais domésticas. O aspeto de maior relevância na avaliação do estado do coletor de betão de 600 mm, é o facto de o mesmo estar instalado em contra pendente, isto é, comparando as cotas de soleira da primeira câmara de visita, a montante, com a terceira a jusante, a cota sobe, passando de 11.94 m, para 12.11 m. Por consulta ao Plano de Drenagem Pluvial das Bacias do Concelho de Setúbal, 2ª fase – Relatório Final, este troço da bacia gera um caudal pluvial de 1 006 l/s para T5, e 1 310,5 l/s para T10. Atendendo ao estado do coletor de 600 mm, anteriormente descrito, nem sequer faz sentido comparar estes valores com a capacidade de vazão expectável do mesmo, dada a situação irregular em que o mesmo se encontra instalado. Uma consequência da insuficiência e irregularidade da rede de drenagem de águas pluviais é desde logo o expressivo caudal em escoamento superficial cujas águas galgam o lancil da Av. D. Pedro V, arrastando as areias da rampa não revestida de ligação à Rua José Gregório e inundando as garagens de ambos os lados desse arruamento.

2.2 – Coletores Pluviais de Ligação da Av. D. Pedro V com a Av. de Moçambique
Um troço coletor de betão de 600 mm liga a Av. D. Pedro V com a Rua José Gregório, recebendo, entretanto, a meio da rampa o coletor de 400 mm, agora em tubagem de PVC.
Se o coletor de betão de 600 mm estava isento de águas residuais no troço da Av. D. Pedro V, com a ligação do coletor de 400 mm, passa a drenar também a parcela de caudal de águas residuais domésticas transportadas por este coletor, proveniente da bacia drenante atrás definida. Da Rua José Gregório para a Av. de Moçambique, o coletor aumenta de secção, passa de 600 mm para 1 000 mm de diâmetro, mantendo este diâmetro ao longo da Avenida, até à câmara de visita de grandes dimensões, a partir da qual partem dois coletores, a cotas diferentes, um de DN 600 à cota de 10.42 m e outro de DN 700 à cota de 9.57 m. Dito isto, na prática, só com a secção do coletor de 700 mm preenchida, entra em funcionamento o coletor de 600 mm.
Entretanto, estes dois coletores interligam no final da Av. de Moçambique e descarregam no coletor de 700 mm de diâmetro da Av. Eng. Henrique Cabeçadas. Um pouco mais a jusante, este coletor muda de secção e passa a 1 000 mm de diâmetro. Continua, todavia, a transportar águas residuais domésticas provenientes da bacia drenante correspondente à Av. D. Pedro V.
Embora não tenha diretamente a ver com a drenagem de águas pluviais da Av. D. Pedro V, existe um outro coletor DN700, instalado na Rua José Gregório e que conflui à mesma caixa de visita que o coletor pluvial daquela avenida. Este coletor desempenha atualmente a função de drenagem da vala do Barranco do Forte Velho, a qual atravessa a Quinta de S. Joaquim. Com a implementação da obra de restabelecimento do traçado da vala, paralelo à Azinhaga de S. Joaquim e subsequente descarga na Ribeira do Livramento, este coletor será normalmente desativado.

3 – SOLUÇÕES PROJETADAS. VERIFICAÇÃO HIDRÁULICA

3.1 – Descrição Geral
Na generalidade existem dois aspetos principais que há que atender na abordagem à solução do projetada:
A acumulação de águas da chuva, na parte inferior da Av. D. Pedro V a ponto de perturbar o acesso aos edifícios residenciais do lado nascente;
O escoamento superficial ao longo da rampa não revestida de ligação à Rua José Gregório, e o subsequente arrastamento de areias, implicam a deposição de inertes e a inundação das garagens (em cave) neste arruamento.

3.2 – Coletor de Drenagem Pluvial entre a Av. D. Pedro V e a Rua José Gregório
A descrição do estado da rede de drenagem apresentada no capítulo anterior, é bem demonstrativa dos problemas em equação, em que as duas principais variáveis são sem dúvida a falta de capacidade da rede para transportar o caudal afluente à Av. D. Pedro V e a presença de águas residuais domésticas no coletor pluvial.
Pretendendo-se resolver a questão da inundação da parte inferior da Av. D. Pedro V e isentar a rede pluvial de águas residuais domésticas tendo em vista a descarga na linha de água natural, constituída pela Ribeira do Livramento, a solução encontrada passa normalmente pela instalação de um coletor com secção suficiente, DN 800, para recolher o caudal de projeto, por um lado, e por outro, pela instalação de órgãos de recolha especiais, de grandes dimensões, com entrada franca a partir do arruamento, e sem ligação à rede pluvial existente, a qual se encontra contaminada.
Na ligação à Rua José Gregório, o coletor de DN 800, ligará à caixa de visita P6, que atualmente faz parte do coletor de DN 700 proveniente da vala da bacia hidrográfica do Barranco do Forte Velho, e cujo caudal será desviado diretamente para a Ribeira do Livramento. Entretanto este coletor de DN 700, continuará a existir para jusante.
O problema da rampa não revestida de ligação à Rua José Gregório, deverá ser convenientemente tratado no estudo de Paisagismo que a CM Setúbal está a levar a efeito, recomendando-se que exista uma faixa central descendente na rampa ao longo da qual ocorra preferencialmente o escoamento superficial, com a devida recolha das águas pluviais na parte inferior antes de se atingir o arruamento. Será da maior importância afastar as linhas principais de escoamento das faixas laterais contíguas às empenas dos edifícios e/ou logradouros.

3.3 – Coletor de Drenagem Pluvial entre a Rua José Gregório e Ribeira do Livramento
Quer o troço sul da Rua José Gregório, quer o troço nascente da Av. de Moçambique, contêm as plataformas ocupadas com vários coletores e outras infraestruturas, que dificultam em muito a instalação de mais um coletor com secção suficiente para drenar a bacia drenante afluente à Av. D. Pedro V. Foi por isso que se equacionou e se apresentou aos Serviços Técnicos da CM Setúbal a hipótese de desenvolver o coletor de transporte de águas pluviais da Av. D. Pedro V, pelo lado norte da Rua José Gregório, até à Av. de Moçambique, e atingida esta, seguir então a diretriz do futuro prolongamento desta via até à Ribeira do Livramento, onde se fará a descarga na Ribeira, através de uma boca de betão de DN 1000 mm, a qual já está prevista no Projeto de Regularização da Ribeira do Livramento, obra atualmente em concurso público. Esta solução acabou por receber a aceitação dos Serviços Técnicos da CM Setúbal, tendo-se passado à sua implementação a partir da base cartográfica georreferenciada fornecida pela CM Setúbal.
Deste modo este troço de coletor DN 800, a partir da caixa de visita P6 e até à caixa de visita P7, seguirá o traçado do atual coletor DN 700, que será removido. Para jusante não haverá alteração do diâmetro até à caixa de visita P13, localizada já na Av. de Moçambique. A partir desta caixa, o diâmetro do coletor passará a DN 1 000, ao longo do traçado da futura via, até à descarga na Ribeira do Livramento.

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