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Reunião Pública Ordinária dia 4 de junho, às 16h30. Assista aqui em direto
Novembro de 2025
90 dias
Empreitada adjudicada a ESTRELA DO NORTE, S.A.
178 040,35 € (IVA incluído)
A presente intervenção, localiza-se na zona no Bairro Dias, na Freguesia de S. Sebastião, abrangendo uma área de 2925,64 m2. O local é delimitado por edifícios de habitação a nascente e poente, um terreno particular a sul e, a norte, pela Rua Dr. António Forjaz.
É utilizado sobretudo como local de estacionamento informal e alguma circulação pedonal. Maioritariamente, a área de intervenção encontra-se em terra batida, sem qualquer tratamento, abrangendo também as áreas de passeio das ruas Dr. António Forjaz e Pulido Valente, em calçada miúda de cubos de vidraço, e três pequenas zonas de betonilha que, presume-se, foram executadas pelos moradores.
O terreno apresenta um desnível de 2,50 metros, com as cotas altimétricas do terreno a variarem entre os 51,96 e os 49,46 metros, sendo mais elevado no extremo sudeste, atingindo as cotas mais baixas no limite nordeste, no passeio da Rua Dr. António Forjaz.
Após análise da situação existente, foi elaborada a presente proposta, que procurou atingir os seguintes objetivos principais:
A ideia desenvolvida para esta área tem como objetivo garantir, através do desenho urbano, uma orientação clara, disciplinando o uso pedonal e rodoviário. Pretende-se que a intervenção venha a facilitar a mobilidade pedonal e o reforço da acessibilidade pedonal, quer na área de intervenção quer na ligação ao espaço envolvente.
Preveem-se 37 lugares de estacionamento transversal no interior do quarteirão e dois lugares na rua Pulido Valente.
O acesso ao estacionamento interior compreende a faixa viária com dois sentidos de tráfego, com 5,50 m de largura, nivelada com o passeio e partilhada com os peões.
A zona de estacionamento interior, com 4,50 m de comprimento e 2,50 m de largura, é transversal à faixa de rodagem, com 5,50 m de largura e um sentido de tráfego.
Os espaços verdes são constituídos pelas árvores em caldeira e nos canteiros, zonas arbustivas e prado regado.
Adjacente à zona verde interior, está prevista uma área de lazer e desportiva com equipamento multifitness sob árvores de médio porte.
Foi dada prioridade à acessibilidade pedonal através da utilização de pavimentos lisos, seguros e confortáveis que asseguram a continuidade da rede de percursos, sem barreiras urbanísticas, em conformidade com o Decreto-Lei 163/2006, de 8 de agosto e a norma portuguesa NP004564 – 2019 – “Trajectos para Pessoas Invisuais”.
Os percursos pedonais acessíveis têm um canal de circulação contínuo e desimpedido de obstruções (mobiliário urbano, árvores, placas de sinalização, bocas-de-incêndio, caixas de infraestruturas, etc.) com uma largura não inferior a 1,20 m, medida ao nível do solo e uma altura não inferior a 2,40 m.
Os pavimentos apresentam uma pequena inclinação transversal não superior a 2%, devendo ser garantida qualidade construtiva nos remates, transição de materiais e juntas.
As escadas têm cobertores com 35 cm de largura e espelhos de 15 cm de altura, e pavimento podotátil de cautela, de cor contrastante com o pavimento envolvente, nos patamares superior e inferior.
A passagem de peões existente é requalificada, assinalada com tinta termoplástica na cor branca (RAL 9016), com o passeio rampeado transversalmente, sem ressalto e com pavimentos podotáteis (alerta e direcional) preto.
Por forma a compensar a área impermeabilizada resultante das zonas pavimentadas impermeáveis, as zonas de estacionamento são em pavimento permeável (grelhas de betão), com base também permeável, promovendo a infiltração da água das chuvas no terreno. A zona verde interior recebe as águas pluviais provenientes do escorrimento superficial do pavimento envolvente, infiltrando-se no mesmo. Ambas as áreas permitem a infiltração, absorção, armazenamento e, até mesmo, a purificação das águas superficiais.
Complementarmente, poderá verificar-se a necessidade de construção de uma rede de drenagem com sumidouros, caixas de visita e coletores para assegurar a drenagem no caso de ocorrência de chuvadas muito intensas nas zonas mais baixas do estacionamento, solução a definir no projeto de águas residuais pluviais.
A solução de rega proposta promove uma eficaz utilização da água e minimiza as suas perdas. A rega é essencial apenas nos primeiros 3 a 5 anos após a instalação das zonas verdes, entre abril e outubro, dependente da temperatura e precipitação. Após esse período poderá ser gradualmente reduzida ou mesmo suspensa porque as espécies propostas têm baixa necessidade de rega.
A rega será totalmente automática recorrendo-se para o efeito a um sistema que integra um programador de rega com um sensor de chuva, o qual interrompe as regas no caso de ocorrência de precipitação.
A rega deve ocorrer em horários de menor evaporação, depois das 20h00 no período de verão e das 17h00 no período de inverno.
A rega é feita com recurso a aspersores no caso do prado, gotejadores nas zonas arbustivas e borbulhadores nas árvores em caldeira.
Procurou-se implantar soluções de pavimentos que sejam consentâneas com a utilização do espaço exterior.
Os lancis previstos são de betão de 8 cm na transição entre a faixa de rodagem e o estacionamento; de 12/15 cm de largura entre a faixa de rodagem e os passeios e na transição entre o estacionamento e o passeio. O limite das caldeiras é formalizado com uma guia de aço corten de 100 X 3 mm.
As zonas de estacionamento são permeáveis, em grelhas de betão assentes sobre uma camada de brita 2/5 mm e preenchidas com o mesmo material, sobre base permeável de brita de granulometria extensa, entre 20 e 40 mm, sobre solo bem compactado. A marcação dos lugares de estacionamento assinalada com tinta termoplástica branca.
Os pavimentos pedonais são em pavê vibro-prensado de dupla camada, sem bisel, maioritariamente de cor creme. Uma “artéria” de pavê preto liga a zona de entrada, no entroncamento entre as Ruas Pulido Valente e Dr. António Forjaz ao “coração” interior, em homenagem ao cardiologista António Forjaz, antigo diretor clínico do Hospital de S. Bernardo.
A faixa de rodagem será em pavimento betuminoso. Na zona desportiva prevê-se piso amortecedor de EPDM, azul, com 45 mm de altura.
As caldeiras das árvores serão revestidas com pavimento permeável composto de areão de 2 a 5 mm e resina bicomponente, do tipo “Terraway”.
Os muretes propostos serão executados em alvenaria de blocos de betão rebocada e pintada a tinta plástica.
O acesso pedonal a nordeste é feito por escadas em lajetas pré-fabricadas de betão com faixas de aproximação de piso podotátil de cautela, preto, nos patamares inferior e superior.
Em todas as situações em que for necessário proceder ao nivelamento das caixas de infraestruturas (caixas de esgotos, águas, EDP, PT, sumidouros, etc.) resultantes da implantação dos pavimentos, há que incluir o arranque dos aros, acrescento das caixas, execução de nova base de betão, fixação dos aros e remates com os pavimentos contíguos.
As zonas de estadia e desportiva são dotadas de bancos curvos de betão.
De forma a evitar o estacionamento nos passeios são colocados vários pilaretes, fixos e rebatíveis, com Ø76 e 800 mm visíveis, lacados à cor cinza forja.
Está prevista uma zona com equipamento desportivo multifitness, com volantes, extensão de pernas, elevador e esqui simples.
Na seleção das espécies foram consideradas as características edafoclimáticas do local de implantação, dando preferência à utilização de espécies autóctones ou muito bem adaptadas, com baixa necessidade de rega e manutenção em geral.
Será preservado o pinheiro-manso existente, a dotar de uma caldeira de grande dimensão, que permite o seu crescimento e desenvolvimento sem afetar os pavimentos envolventes.
As árvores propostas estão presentes nas zonas verdes e em caldeiras. Recorreu-se a espécies caducifólias e perenifólias de forma a melhorar as condições de conforto climático, garantindo sombra e diminuição da temperatura no verão e a passagem dos raios solares no inverno.
As zonas arbustivas integram plantas aromáticas, medicinais e fitoterapêuticas bem adaptadas às condições do local (e.g. murta, alecrim, alfazema), o que permite reduzir o consumo de água e de fitofármacos, potenciando a sustentabilidade e resiliência destas áreas.
O prado florido biodiverso será constituído por uma mistura baixa de espécies anuais, bianuais e perenes, de reduzida manutenção (baixa necessidade de rega e 2/3 cortes anuais), revestindo as zonas de talude.
Nas zonas arbustivas o revestimento do solo é também assegurado com recurso a casca de pinheiro, sobre manta de polipropileno.
A terra a utilizar nas plantações e sementeiras deverá ser proveniente da decapagem da camada superficial de solos de melhor qualidade, depois de devidamente limpa e cirandada