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Maio de 2025
365 dias
2.302.771,70 € (IVA incluído)
Empreitada.
Obra adjudicada a Recreare, Lda.
A presente proposta de utilização e funcionalidade "Palácio do Cabedo: Apartamentos de Alojamento Temporário para Pessoas Sem Abrigo" visa reforçar as estruturas de integração das mesmas, priorizando o acolhimento/habitação, bem como a prevenção de situações de exclusão e desfiliação social. O Palácio do Cabedo encontra-se atualmente devoluto e em avançado estado de degradação, pelo que é urgente uma intervenção com vista a requalificar e devolver à cidade o edifício.
CARACTERIZAÇÃO ARQUITETÓNICA EXISTENTE
Muralha Medieval
O edifício localiza-se no topo Noroeste da antiga muralha de Setúbal, pertencente ao traçado da primeira linha de muralhas erguidas entre 1325-1360 durante reinados de D. Afonso IV e de D. Pedro I.
Apesar do Palácio do Cabedo original ter sido erguido sobe a base das muralhas, estes paramentos são claramente identificáveis devido à sua espessura superior a um metro.
Ao longo da história do edifício, vários vãos foram abertos na muralha (exteriormente – Fachada Principal Nascente, bem como interiormente – vãos de passagem, circulação), no entanto as paredes da muralha original conservam enorme portabilidade, bom estado de conservação, constituindo um património de elevada relevância que deverá e será preservado.
Palácio do Cabedo – Contextualização Histórica do Imóvel
De acordo com estudos desenvolvidos pelos serviços do património histórico e arqueológico da Câmara de Setúbal, existem informações que indicam o seguinte:
“A Família Cabedo, que se instalou em Setúbal ainda no século XIV ou inícios do XV, terá adquirido casa em Setúbal. Provavelmente a família adquiriu inicialmente um primeiro conjunto que foi alargando conforme foi obtendo mais casas no local. As fontes documentais referem que Jorge de Cabedo de Vasconcelos da Cunha (1662-1730) realizou melhoramentos nas suas casas de Setúbal e Lisboa.”
“O ‘palácio’ resulta do que foi a articulação de um conjunto de corpos, de que persiste um de forma quadrangular, mais antigo e os restantes retangulares, de características seiscentistas e articulados entre si. Este conjunto foi se transformando consoante o alargamento da propriedade. É importante reter que as designadas “casas de morada” da Família Cabedo são a articulação de um conjunto de corpos, com um quadrangular mais antigo e outros retangulares, que foram regularizados nos finais do século XVII.”
“Entre os séculos XV e XVIII ou mesmo no XIX, a entrada para este conjunto seria realizada pelo seu lado poente.”
Através de registos fotográficos (foto de 1908), é claramente identificável que o edifício se desenvolvia num único piso térreo, tendo o alçado “principal” Nascente (virado para a Praça do Quebedo) uma forma longitudinal, de formas e proporções equilibradas e perfeita simetria de vãos com molduras e varandas de pedra de grande valor, que ainda hoje se consegue verificar no local.
A Porta de S. Jorge
De acordo com o mesmo estudo histórico:
Em 1697 é aberta na muralha uma entrada para melhor servir a cidade pelo seu lado nascente. É a Porta de S. Jorge, que ligava o Largo do Poço do Concelho à atual Praça do Quebedo.
(…) na parede para o seu lado interior, que pertence ao antigo palácio Cabedo, existe ainda um grande painel em azulejo onde se lê o dístico “Porta de S. Jorge” (…).
O referido painel de azulejos foi retirado do local entre os anos 60-70 e entregue no Museu de Setúbal/ Convento de Jesus.
Fontes documentais referem que a porta de S. Jorge dava passagem por baixo do palácio. Esta passagem só foi fechada em 1924.
Palácio do Cabedo – Construções Adicionais
Durante o século XX, o Palácio do Cabedo sofreu várias intervenções que foram adulterando a sua arquitetura original, nomeadamente:
É notória e contrastante a diferença de qualidade de construção e arquitetura tanto da muralha medieval bem como do palácio original de um único piso (ambos de elevado valor patrimonial), comparado com as sucessivas construções e adulterações que foram realizadas já durante o século XX.
A presente iniciativa/ projeto levado a cabo pela Câmara de Setúbal é uma oportunidade única para tentar repor a dignidade e o valor do edifício original.
Palácio do Cabedo – Atualmente
Após sucessivas ocupações, tendo sido a última de serviços administrativos, o Palácio do Cabedo encontra-se atualmente devoluto e em avançado estado de degradação, pelo que é urgente uma intervenção com vista a requalificar e devolver à cidade o edifício.
PROPOSTA
Programa – Alojamento temporário para pessoas em situação de sem abrigo
A presente proposta de utilização e funcionalidade do Palácio do Cabedo: Apartamentos de Alojamento Temporário para Pessoas Sem Abrigo, assenta no Estudo Prévio de Reabilitação e Adaptação do Palácio Cabedo, tendo subjacente as reuniões conjuntas entre a Câmara Municipal, entidade promotora, e as entidades que desenvolvem trabalho nessa área, nomeadamente a Cáritas Diocesana de Setúbal e o NPISA (Núcleo de Planeamento e Intervenção com a Pessoa em Situação de Sem Abrigo) de Setúbal.
A candidatura da Câmara Municipal ao Plano Nacional de Alojamento Urgente e Temporário 2021-2026 para Apartamentos de Alojamento Urgente e Temporário para Pessoas em Situação Sem Abrigo, visa reforçar as estruturas de integração das mesmas, priorizando o acolhimento/habitação, bem como a prevenção de situações de exclusão e desfiliação social.
No caso concreto da proposta do referido Estudo Prévio de funcionalidade, reabilitação e adaptação do “O Palácio do Cabedo”, foi considerado um equipamento, estruturado em unidades autónomas residenciais que agrega um conjunto de valências de suporte de utilização comum (cozinha/sala polivalente, lavandaria c/área ventilada, despensa, zona de arrumos, área exterior para animais de estimação, receção c/área de estar, etc.) bem como instalações e espaços de trabalho para equipa técnica de suporte (sala de trabalho/reuniões, gabinete técnico de atendimento e sala de isolamento c/ quarto de banho).
Programa – Ocupação e funcionamento
O modelo do presente projeto visa proporcionar à pessoa em situação de sem-abrigo uma habitação temporária, apoiada por um conjunto diversificado de serviços básicos e de apoio social, em estreita ligação com outros recursos da comunidade e com o apoio técnico adequado, no sentido de promover a inserção social e a autonomização.
No presente modelo contempla-se a utilização/implantação de apartamentos de tipologias T1 e T0 a serem utilizados como apartamentos de alojamento temporário.
A integração/permanência no alojamento é definida em função da avaliação técnica de cada situação em concreto, mas tendencialmente, entre 3/6 meses.
A capacidade/ocupação dos apartamentos varia entre o mínimo de uma pessoa e o máximo de duas pessoas, considerando o número de quartos disponíveis, sendo definida/permitida mediante avaliação fundamentada da situação, e respeitando as normas de habitação e as condições de higiene e segurança em vigor.
Programa – Áreas de Funcionalidade
Caracterização da intervenção proposta
Tendo em conta o edificado existente e o complexo programa ao qual o novo edifício procura responder, a intervenção proposta procura seguir os seguintes princípios: