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Reunião Pública Ordinária dia 4 de junho, às 16h30. Assista aqui em direto







Aqui encontra alguns edifícios históricos e monumentos aos quais vale a pena dedicar atenção quando se percorre a ruas de Setúbal.
Baluarte de nossa Senhora da Conceição
Banco de Portugal
Biblioteca Pública Municipal de Setúbal
Casa da Baía
Casa das Quatro Cabeças
Casa do Corpo Santo
Chafariz do Sapal
Club Setubalense
Convento de Jesus
Coreto da Avenida Luísa Todi
Estátua de Bocage
Fábrica Romana de Preparados de Peixe
Forte de Albarquel
Forte de São Filipe
Glorieta a Luísa Todi
Grande Salão Recreio do Povo
Igreja de Santa Maria da Graça
Igreja de São Julião
Igreja de São Sebastião e Convento de São Domingos
Largo Dr. Francisco Soveral
Mercado do Livramento
Paços do Concelho
Palácio Fryxell | Miradouro de S. Sebastião | Museu do Trabalho
Pelourinho
Portal da Gafaria
Praça Machado dos Santos
Baluarte de Nossa Senhora da Conceição
(Antigo Quartel do Regimento de Infantaria 11)
Séc. XVII


Concluído em 1697 e edificado por ordem do Duque de Cadaval, para segurança de Setúbal face aos ataques inimigos e para que os produtos passassem pela Fazenda Pública para pagar impostos.
O nome por que é conhecido ficou a dever-se a D. João IV, monarca que tomou Nossa Senhora da Conceição como protetora do reino.
Atualmente acolhe a Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal.
Banco de Portugal
(antigo edifício da agência de Setúbal)
Séc. XX


INFORMAÇÃO
A Galeria Municipal do Banco de Portugal encontra-se temporariamente encerrada ao público. A data de reabertura está agendada para dezembro de 2026
Edifício projetado pelo arquiteto Arnaldo Redondo Adães Bermudes, em 1922, dentro dos cânones revivalistas.
Construído ao gosto eclético da época, reúne características de diferentes estilos artísticos.
Destaca-se por uma qualidade expressa no desenho e no volume de duas opulentas colunas de cantaria que marcam a entrada do edifício.
Biblioteca Pública Municipal de Setúbal
Séc. XVII

Antigo edifício da Alfândega. Ostenta um brasão com as insígnias das Ordens de Cristo e de Santiago.
Acolhe, desde 1948, a Biblioteca Municipal, criada em 1873, a qual funcionara nos Paços do Concelho até ao incêndio ocorrido naquele edifício aquando da proclamação da República, em Setúbal, na noite de 4 para 5 de Outubro de 1910.
Casa da Baía
(Antigo Recolhimento da Soledade)
Séc. XVIII
Imóvel de Interesse Municipal

Trata-se de uma edificação de tipo conventual, concluída durante o reinado de D. João V e inaugurada em junho de 1750 pelo seu fundador, o padre D. António Domingos de Sousa.
O Recolhimento da Soledade funcionou, durante mais de 250 anos, como casa de acolhimento dos órfãos e das viúvas da vila salineira e, depois, da cidade fabril.
Atualmente, na Casa da Baía está instalado um Centro de Promoção Turística e o Centro Interpretativo do Roaz do Estuário do Sado; a Casa do Moscatel de Setúbal; o Espaço de Difusão de Informação online e a Associação da Baía de Setúbal – “Uma das Mais Belas Baías do Mundo”.
Casa das Quatro Cabeças
Imóvel de Interesse Municipal
Séc. XV

Salientam-se no respetivo cunhai, sob a imposta de pedra que separa o rés do chão do piso superior, três cabeças esculpidas.
A maior apresenta-se como que sublinhada por um listel no qual está a seguinte inscrição latina: “ESPER ATHE DEO” [Espero em Deus].
No dintel da porta com o número de polícia 44 da Rua Fran Pacheco está outra cabeça com inscrição, igualmente em latim medieval: “SI DEUS PRO NOBIS QUIS CONTRA NOS” [Se Deus está connosco, quem poderá ser contra nós].
O conjunto escultórico de interpretação controversa vem ligado, tradicionalmente, à tentativa de assassinato de D. João II (rei entre 1481 e 1495), quando este caminhava na procissão do Corpus Christi, a 22 de agosto de 1484.
O atentado fora urdido por seu cunhado D. Diogo, Duque de Viseu, o qual, após descoberto, foi morto pelo próprio monarca.
Casa do Corpo Santo
Séc. XVIII

Sede da Confraria dos Navegantes e Pescadores da Vila de Setúbal, encostada a uma parte da muralha trecentista, é um monumento importante da Arte Barroca pela sua capela.
O pátio apresenta-se ornado por um silhar de azulejos, sendo o vestíbulo e a sala de despacho decorados com azulejos azuis e brancos.
Destaque, ainda, para os tetos de “caixotões”, que apresentam decoração com motivos fitomórficos estilizados e pintura na abóbada com cenas alusivas ao orago da casa, São Pedro Gonçalves Telmo (ou Santelmo), protetor dos pescadores.
Chafariz do Sapal
Imóvel de Interesse Público
Séc. XVII

Mandado fazer pelo Senado da Câmara da Vila de Setúbal em 1697, provavelmente segundo traço do arquiteto Francisco da Silva Tinoco, com o objetivo de integrar o plano para abastecer a vila de água.
Foi deslocado em 1937 da antiga Praça do Sapal (atual Praça de Bocage) para a Praça Teófilo Braga.
Compõem atualmente o chafariz do Sapal – construído em mármore branco e rosa – três principais corpos: o tanque, em cinco semicírculos justapostos, para onde cai a água, através das bocas de cinco mascarões esculpidos, em baixo relevo. No plano superior a estas composições, estão dispostas, sobre uma base triangular segmentada, três esferas armilares sustentadas por outros tantos balaústres. As esferas rodeiam uma espécie de templete fechado, de secção prismática, ladeado por duas volutas. Remata o referido templo, o escudo português, coroado.
Sustentam o escudo, à esquerda e à direita, dois putti.
Na sua atual orientação, na face sul do templete, pode ler-se a seguinte inscrição: “Reinando El-rei D. Pedro II”. Na face oposta lê-se: “O Senado da Câmara desta notável e sempre leal villa de Setúbal mandou fazer esta obra na era de 1697”.
Deste mesmo lado, estão esculpidos dois relevos, figurando navios da época.
Enquanto localizado na Praça de Bocage, deste lado existia, anexo ao chafariz, um bebedouro para animais.
Club Setubalense
Imóvel de Interesse Municipal
Séc. XX

A 12 de novembro de 1855, fundou-se o Club Setubalense, que logo se estabeleceu nos Paços do Duque, atuais instalações do Governo Civil. Após 30 de janeiro de 1926, instalou-se no atual edifício, construído para o acolher.
Terá sido concebido pelo desenhador Jorge Paiva Diniz, funcionário municipal e autor dos projetos de muitos outros edifícios construídos na cidade por aquela época.
Este imóvel caracteriza-se pela volumetria simples e rígida, pela fachada de desenho marcada e profusamente decorativa, testemunho de arquitetura eclética e revivalista, ao gosto da burguesia contemporânea.
Apresenta elementos ornamentais de cariz neoclássico e fachadas diferentes entre si, ainda que igualmente exuberantes, pela decoração e pelos trabalhos em massa, de inspiração barroca.
Convento de Jesus
(séculos XV e XVI)
Monumento Nacional


Começado a construir a 17 de agosto de 1490, por iniciativa de Justa Rodrigues Pereira, ama de D. Manuel I, e concluído por volta de 1500. Símbolo do Manuelino, constitui o primeiro ensaio de “igreja-salão”.
Destaque para o portal, em brecha da Arrábida, e para a Capela-Mor.
O primeiro apresenta-se repleto de elementos de forte significação litúrgica e de outros representando atributos do franciscanismo. A capela está revestida de azulejos de caixilho, tendo acolhido, em 1520/30, um retábulo de pintura, constituído por catorze painéis, conhecidos pela denominação de “Primitivos de Setúbal”, um dos mais notáveis conjuntos de Arte do Renascimento em Portugal.
Atribui-se a Mestre Boitaca – também arquiteto do Mosteiro de Santa Maria de Belém (Jerónimos, Lisboa) – o Cruzeiro, erguido no lado fronteiro à Igreja de Jesus, mandado construir por D. Jorge de Lencastre, Duque de Aveiro e de Coimbra e Mestre da Ordem de Santiago.
Coreto da Avenida Luísa Todi
Séc. XIX

Inaugurado a 29 de junho de 1899, na Avenida Luísa Todi (antiga Rua da Praia).
A artéria fora já assumida como passeio público e tornara-se polo de atividades comerciais, sociais e culturais, com edifícios de grande valor arquitetónico.
O coreto surgiu como resultado do florescimento das bandas filarmónicas locais. As formas rendilhadas moldadas em ferro que o ornamentam são expressão da arte popular nacional.
Estátua de Bocage
Localizada na Praça de Bocage
(antiga Praça do Sapal)


A praça homenageia, com uma estátua, Manuel Maria Barbosa du Bocage, natural de Setúbal, um dos maiores poetas portugueses.
O monumento foi inaugurado a 21 de dezembro de 1871, assinalando a data da morte daquele poeta, que viveu entre 15 de setembro de 1765 e 21 de dezembro de 1805.
A cerimónia de inauguração contou com a presença, entre outros, de individualidades como Eça de Queirós. O monumento, de mármore branco, mede 12 metros de altura e é formado por uma coluna coríntia em cima de quatro degraus oitavados, tendo sobre o capitel a estátua do poeta, com dois metros de alto.
Ladeando a praça, encontram-se alguns edifícios com valor histórico, como a Casa do Corpo da Guarda, posteriormente designada como Clube Militar de Oficiais de Setúbal (finais do séc. XVII); o Palácio Salema, com um brasão da família Miranda Henriques; a casa do morgado Bandeira (Visconde de Montalvo), também brasonada; o edifício dos Paços do Concelho; a Igreja de São Julião.
Fábrica Romana de Preparados de Peixe
Sítio Arqueológico de Interesse Público
Séc. I/V


Tanques de salga de peixe do período da ocupação romana, descobertos em 1979.
À semelhança do que sucedia noutros pontos da área atualmente ocupada pela Baixa setubalense (e, igualmente, em Troia), destinavam-se à manipulação de diversos preparados de peixe, avultando entre estes o garum (pasta de peixe salgada), que na época constituía valioso produto de exportação.
Setúbal, a Cetóbriga romana, era um importante entreposto comercial, baseado em grande parte na pesca, na conservação do pescado e na comercialização das conservas. Este espaço fabril romano foi abandonado ao longo do século IV, passando a ser utilizado como lixeira até à data da respetiva musealização.
Forte de Albarquel
Séc. XVII



Por ordem do rei D. João IV (1640-1656), começa a ser projetada, em 1642, a construção do Forte de Albarquel, iniciando-se a obra no ano seguinte (1643) a qual terminou já no reinado de Pedro II de Portugal (1683-1706).
Este forte visava o reforço da capacidade de fogo da Fortaleza de S. Filipe e, estava integrado na estratégia de defesa militar do reino na proteção da barra de Setúbal.
O Forte de Albarquel foi desartilhado em 1883. Na primeira metade do século XX veio a ser construída nos terrenos adjacentes, uma fortificação subterrânea, dotada de casernas, depósito de água, paióis e central elétrica, com dispositivo de camuflagem e três canhões Krupp, de 150mm. A unidade incorporava até 1999, a 8.ª Bataria do extinto Regimento de Artilharia da Costa, do Exército Português.
A 21 de junho de 2001, inicia-se o processo de desafetação do domínio público militar do Forte de Albarquel, bem como de uma parcela de terreno inserida no domínio público hídrico, permitindo a posterior cedência de utilização do imóvel à Câmara Municipal de Setúbal que dele tomou posse, em 2015.
Seguiu-se a respetiva recuperação e requalificação como núcleo museológico, adequando-o igualmente à realização de atividades culturais, de apoio turístico e de sensibilização ambiental.
ARQUITETURA
O Forte de Albarquel, corresponde ao paradigma de arquitetura militar seiscentista portuguesa do período. Trata-se de uma construção fortificada de planta trapezoidal, com um edifício de dois andares. Esta edificação possuía ainda um pequeno baluarte no vértice a sudeste e uma guarita a sul.
O forte apresenta-se com “estilo chão”, que se caracteriza pelo despojo decorativo, tipo de construção sóbria e imponente, de feição militar. Dos poucos adornos do edifício destacam-se os frisos, os entablamentos, as gárgulas e o pormenor da escadaria exterior.
No interior, as coberturas são em abóbada e em plano direito.
Forte de São Filipe
Séc. XVI
Monumento Nacional


Construída por ordem de Filipe I (1527-1598), segundo traçado dos arquitetos Filipe Terzi e, após a morte deste (1598?), Francisco Turriano. Do cerro sobranceiro ao mar onde foi erguida, esta soberba estrutura militar domina por completo a entrada do Sado e, em simultâneo, subjuga a própria cidade, outrora ao alcance dos seus canhões. Já se vê que a fortaleza de São Filipe cumpria uma dupla função defensiva: enquanto se mantinha alerta para os perigos que as águas traziam, vigiava, atenta, os movimentos do burgo!
Do mar vinham os já tradicionais ataques da pirataria norte-africana e francesa. A esta juntavam-se, então, os ataques de ingleses e de holandeses, que em finais do século XVI estavam em guerra com Espanha. Por outro lado, o ocupante espanhol, se tinha como seguro o apoio das elites portuguesas, devia recear as classes populares, que lhe eram adversas.
Os maciços, imponentes, inamistosos e ameaçadores baluartes, as entradas austeras e as guaridas contribuem, decisivamente, para reforçar essa vocação da fortaleza filipina.
Os trabalhos de construção de São Filipe tiveram início em 1582, com a presença do próprio rei.
A planta da fortaleza desenha uma estrela de seis pontas, traçado sinuoso a que não é alheio o acidentado do terreno onde lança profundos alicerces.
Na fortaleza há, ainda, a destacar uma pequena capela joanina, de planta retangular. As paredes interiores e a abóbada estão completamente forradas de ricos azulejos, parte dos quais narram a vida de São Filipe. Na abóbada admira-se, em intensa composição barroca, o escudo real. Na capela-mor, muito discreta, com altar em talha dourada, destacam-se pequenos painéis de temática mariana, datados de 1736 e assinados pelo mestre Policarpo de Oliveira Bernardes.
Glorieta a Luísa Todi
Séc. XX

A Glorieta a Luísa Todi foi inaugurada por ocasião do centenário da morte da cantora lírica setubalense, a 1 de outubro de 1933, no antigo Parque das Escolas, que posteriormente recebeu o nome da homenageada.
Foi desenhada pelo arquiteto Abel Pascoal e construída por Abílio Salreu. Integra um busto da autoria do escultor Leopoldo de Almeida. Em 1938, o monumento foi transferido para a atual localizaçã o, na Avenida Luísa Todi.
Grande Salão Recreio do Povo
Imóvel de Interesse Público
Séc. XX

Representativo da arquitetura eclética portuguesa.
Casa sobretudo vocacionada para atividades cinematográficas, geralmente muito concorridas, mas também para o teatro e para a dança, foi inaugurada em julho de 1907, por José Andrade Piteira.
O imóvel foi restaurado em 1916 e então considerado a sala mais chie de Setúbal.
Foi adornado no interior com trabalhos do pintor-decorador setubalense José Maria Pereira Júnior (conhecido por Pereira Cão), num conjunto genericamente denominado “Um sonho verde”.
A designação da casa inspira-se no salão recreativo que esteve instalado no local da Feira de Sant’Iago, em 1903, então referenciado como animatógrafo.
Devido à grande recessão nos espetáculos, em finais dos anos setenta o imóvel foi adquirido por uma entidade bancária, que se comprometeu a preservar toda a estrutura e forma arquitetural exterior.
Igreja de Santa Maria da Graça
SÉ DE SETÚBAL
Imóvel de Interesse Público
Séculos XIII | XVI | XVIII



Construída em estilo romano-gótico, remonta ao séc. XIII.
Foi reconstruída na segunda metade do século XVI, segundo traçado de António Rodrigues.
De sublinhar a fachada imponente, em que duas robustas torres ladeiam a entrada num portal serliano.
No interior, destacam-se as colunas da ordem toscana, com frescos de finais do século XVIII.
O teto é da segunda metade do século XVIII.
A Capela-Mor em “Estilo Nacional”, obra de talha dourada, é do mestre José Rodrigues Ramalho (com escritura de 3 de fevereiro de 1697). Os azulejos são dos finais de setecentos.
Igreja de São Julião
Monumento Nacional
Séc. XII | XVI | XVIII

Admite-se que remonte a finais do século XIII, devendo a fundação à comunidade piscatória setubalense.
Foi reconstruída nos séculos XVI e XVIII, após os estragos sofridos durante os vários terramotos que ocorreram na região, tendo sido alterada a sua aparência original.
Conserva os dois portais manuelinos, sendo o mais notável aquele que se apresenta virado a norte.
Destaque para a capela-mor, com uma pintura de Pedro Alexandrino de Carvalho, e para os painéis de azulejos com moldura policromada, narrando episódios da vida de S. Julião e de Santa Vasilissa.
Igreja de São Sebastião e Convento de São Domingos
Imóvel de Interesse Público
Séculos XVI | XVII | XVIII


A paróquia de São Sebastião, criada em 1553, foi transferida em 1835 para a igreja do extinto Convento de S. Domingos, da Ordem Dominicana dos Pregadores, construída entre os anos de 1564 e 1566.
Muito danificada pelo terramoto de 1755, mantém a estrutura original.
No interior, em estilo Rococó e Neoclássico, destacam-se a talha e as pinturas que ornam o altar e as capelas laterais.
Largo Dr. Francisco Soveral
(antigo Largo da Ribeira Velha)

Neste largo, até ao séc. XVI, esteve instalado o centro administrativo local, o mercado de peixe e, até 1774, o pelourinho da vila.
Comunica com a Avenida Luísa Todi através do Postigo da Ribeira, aberto na muralha medieval.
A 4 de outubro de 1911, por decisão municipal, foi aprovado, por unanimidade, “que ao Largo da Ribeira Velha se desse o nome de Largo do Dr. Francisco Soveral”, em homenagem à memória do Dr. Francisco Joaquim Aires do Soveral, o qual deixou o nome ligado a importantes atos de benemerência nesta cidade.
Os edifícios circundantes apresentam uma linguagem simbólica com uma identidade própria do espaço. Num dos edifícios existe a pedra d’armas da família Sardinha.
Mercado do Livramento
Séc. XX


Construído para substituir um outro mercado, demolido em 1876, foi inaugurado em 1930.
O interior foi integralmente remodelado após obras de requalificação das instalações realizadas entre 2010 e 2011.
Destacam-se os painéis de azulejos no interior, retratando as várias atividades económicas da cidade, da autoria do gravador e pintor português Pedro Pinto, datados de 1929.
Na entrada norte encontram-se, ainda, de ambos os lados, dois outros painéis da autoria de Rosa Rodrigues, com imagens da cidade, datados de 1944.
Em junho de 2014, a revista norte-americana USA Today reconheceu o Mercado do Livramento como um dos melhores mercados de peixe do mundo.
Paços do Concelho
Séc. XX



Construído no reinado de D. João III, entre 1526 e 1533, sob orientação de Gil Fernandes.
Sofreu várias alterações após os terramotos de 1680, 1755, 1858 e 1876. Na noite de 4 para 5 de outubro de 1910, na alvorada da República e na sequência da agitação política, foi incendiado.
Ficou em ruínas por mais de vinte anos. Naquele fogo perdeu-se, ainda, toda a documentação municipal, o acervo da Biblioteca Pública Municipal, que ali funcionava, e algumas obras de arte.
A reconstrução ficou concluída em 1938, segundo projeto da autoria do arquiteto Raul Lino.
Palácio Fryxell
Miradouro de S. Sebastião
Museu do Trabalho




Palácio Fryxell
Neste local fundou-se, em 1655, a Capela de São Francisco Xavier e o Colégio dos Jesuítas. Após a extinção da Companhia de Jesus passou a ser ocupado, em 1758, pelas Freiras Bernardas. Seria adaptado a palácio burguês nos séculos XIX e XX.
Miradouro de S. Sebastião
Construído no início do séc. XX, decorado com azulejos e uma romântica pérgula.
Museu do Trabalho Michel Giacometti
Assim designado em homenagem àquele etnólogo, ocupa as instalações de uma antiga fábrica de conservas – a Fábrica Perienes – e alberga parte da coleção etnográfica reunida em 1975 por jovens alunos do Serviço Cívico Estudantil, sob a orientação de Michel Giacometti e, ainda, instrumentos e máquinas que são testemunho das atividades industriais que caracterizaram Setúbal após meados do século XIX, da pesca às conservas, passando pela litografia, pela latoaria e pelo comércio.
Pelourinho
Monumento Nacional
Séc. XVIII

O pelourinho de Setúbal é constituído por uma coluna coríntia de mármore branco com veios escuros, proveniente de escavações levadas a cabo em Troia.
O plinto é de forma clássica, com capitel também coríntio, rematado por uma pirâmide quadrangular.
Apresenta um espigão de ferro a cuja parte inferior se prendem peças metálicas semelhando esferas golpeadas.
Inscrições em cada uma das quatro faces do pedestal contam a história da construção deste símbolo, concluída em 1774.
Substituiu o primitivo Pelourinho da Vila, o qual se erguia no antigo Largo da Ribeira Velha e que entretanto fora derrubado.
Mais se lê que o encomendador foi o Marquês de Pombal, tendo a despesa sido suportada pela Câmara da então vila de Setúbal.
Portal da Gafaria
Monumento Nacional
Finais séc. XV ou início séc. XVI

Pórtico da antiga gafaria de Nossa Senhora da Saúde, que se erguera em terrenos posteriormente designados por Horta do Rio ou, ainda, por Horta sem Portas.
Note-se o robusto lintel, em calcário, no qual se aprecia um despojado arco polilobado. O arco central, em carena, enquadra um escudete muito erodido. Sobre os arcos decorativos, lê-se, em caractéres góticos, a inscrição latina, tirada dos textos bíblicos (primeiro capítulo, versículo segundo do Livro do Eclesiastes): “Vanitas vanitatum et omnia vanitas” (Vaidade das vaidades é tudo vaidade). A inscrição é reveladora da atitude perante a morte inscrita na consciência coletiva da sociedade medieval. Morte que múltiplos flagelos tornavam uma realidade constantemente presente no quotidiano dos homens e das mulheres de então.
A gafaria foi construída em data indeterminada, entre os séculos XIII e XV, para além (ainda que não muito afastada) do perímetro do burgo setubalense.
O escudete que figura no lintel apresenta as armas dos Costa, o que permite datar a construção do período de 1482 a 1484, quando Nuno da Costa, juiz de fora com presença e atividade documentada em Setúbal, ordenou, não sem oposição, que os doentes de peste fossem expulsos da vila. Fê-lo em face da epidemia que grassava no país desde 1480 e que continuaria a fustigá-lo por mais dezassete anos.
A gafaria de Setúbal estaria já abandonada em 1504, quando a infanta D. Beatriz, mãe de D. Manuel I (1469-1521), mandou erguer, em Cacilhas, a gafaria de São Lázaro. A esta deviam recolher-se os gafos de Setúbal, entre outros provenientes de localidades do sul do Tejo.
Praça Machado dos Santos
(Largo da Fonte Nova)

As tradições populares do Bairro de Troino refletem-se na organização espacial e no enquadramento arquitetónico desta praça, conferindo-lhe um significado urbano e social marcante.
Dos vários edifícios que enquadram esta praça, destacam-se o Palácio Feu Guião, casa brasonada, dos finais do século XVIII, ostentando a pedra d’armas da família Feu Guião, e a Fonte Nova, do séc. XVI, que era abastecida por uma nascente do Outeiro da Saúde.