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Paços do Concelho

Paços do Concelho

Erguida há cinco séculos, a casa da cidade viveu debaixo de mudanças, de uma reconstrução, de episódios. Vários rostos por aqui passaram. Local de funcionamento de vários serviços municipais, é, simultaneamente, um espaço renovado e de cariz museológico “No século XV o ‘Paço’ que o coselho mandara fazer (…) situava-se na Praça do Castelo ou da Ribeira e era propriedade da Ordem de Santiago”, conta Maria Conceição Quintas, na “Monografia de S. Julião”. Com a elevação de Setúbal a vila, D. João III manda construir uma nova casa destinada a albergar os Paços Municipais e outros organismos administrativos. A versão inicial do edifício, que abre portas em 1533 na Praça do Sapal, atual Praça de Bocage, tem vida curta, sofrendo modificações motivadas por terramotos, temporais e pelo peso do tempo. Na sequência do violento incêndio de 1910, eclodido com a revolta que deu origem à implantação da República, o edifício reabre em 1938, após obras que seguem o projeto de Raúl Lino e que resultam na configuração que apresenta atualmente. Ao longo de vários séculos passaram por aqui inúmeras figuras de dimensão nacional e internacional, como presidentes da República, os reis de Espanha e madre Teresa de Calcutá. Antes, em 1640, João Gomes da Silva, capitão-mor e governador das armas da vila, empunhara o estandarte real na varanda para dar vivas a “D. João IV, rei de Portugal”, na sequência da restauração da indepêndia do país. Em 2015, os Paços do Concelho ganham novo fôlego, com intervenções de valorização e que foram apresentadas à população por ocasião das Comemorações dos 250 Anos do Nascimento de Bocage. A casa-mãe da Câmara Municipal, além de contar com as habituais funções comuns a este tipo de edifício, rejuvenesce a sua relação com a cidade, acumulando, a partir desse momento, características museológicas. O projeto […]

Personalidades

Setúbal, terra de cores, de sabores, de sensações que brotam tanto da constante efervescência da vida urbana, como da beleza do mundo rural, vive, na sua essência, das suas gentes, tendo ou não nascido à beira-Sado. Nesta página apresentamos algumas – entre muitas possíveis – das personalidades que virtuosamente marcaram as páginas da história do concelho. Américo Ribeiro(1906-1992) Ana de Castro Osório(1872-1935) Bocage(1765-1805) Calafate(1819-1911) José Afonso(1929-1987) Luísa Todi(1753-1833) Luciano dos Santos(1911-2006) Michel Giacometti(1929-1990) Lima de Freitas(1927-1998) Olga Moraes Sarmento(1881-1948) Sebastião da Gama(1924-1952) Durante 65 anos, Setúbal posou para a objetiva de Américo Ribeiro, fotógrafo que viu e viveu o concelho como poucos Entre 1927, altura em que, com 21 anos, comprou por 60 escudos a primeira máquina fotográfica, e 1992, ano do seu falecimento, realizou mais de 100 mil instantâneos, adquiridos, quase todos, pela Câmara Municipal. Carpinteiro e empregado de balcão antes de se dedicar por completo àquela que seria a paixão da sua vida, foi graças ao apoio oferecido pelo proprietário da tabacaria onde trabalhava na época que Américo Ribeiro pôde iniciar a carreira de fotógrafo. A mudança para repórter-fotográfico deu-se naturalmente, primeiro por intermédio dos jornais O Setubalense e Diário de Notícias, do qual era correspondente já em 1929, a que se seguiram O Século, A Bola, Correio da Manhã, Diário Popular, Diário de Lisboa e Indústria, entre muitos outros. A íntima ligação com Setúbal, onde nasceu no dia 1 de janeiro de 1906, reflete-se através da proximidade com o povo e, por exemplo, com diferentes coletividades locais, como o Grupo Dramático Juvenil de Setúbal e o Orfeão Cetóbriga. Ultrapassou os 50 anos de sócio do Vitória Futebol Clube e foi um dos mais antigos da Sociedade Musical Capricho Setubalense, da qual chegou a ser diretor. Momentos da história do Concelho ficaram registados em imagem graças ao olhar […]