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Maio de 2025
210 dias
952 657,91 € (IVA incluído)
Empreitada.
Obra adjudicada a COLICAPELA 2 – Construções, Lda.
Responde às necessidades crescentes da comunidade, disponibilizando um espaço cultural versátil e moderno, passível de enquadrar uma variedade de eventos culturais, como apresentações musicais, teatrais, conferências, projeções de filmes e outros, tendo em vista o enriquecimento do panorama cultural e artístico da região em particular e do Município em geral.
Execução da edificação de um auditório na freguesia de Azeitão.
O terreno tem uma morfologia plana e confina a norte com a Rua de São Gonçalo, a sul com um loteamento habitacional em construção, a oeste com as traseiras de áreas comerciais da EN10 e a este com uma área habitacional já construída.
CARACTERIZAÇÃO DA OPERAÇÃO URBANÍSTICA
A área de intervenção encontra-se abrangida pelo Plano Diretor Municipal de Setúbal. Trata-se de uma construção nova, constituindo, por isso, uma “Obra de Edificação”, tendo-se desenvolvido o respetivo licenciamento.
ENQUADRAMENTO NOS PLANOS TERRITORIAIS APLICÁVEIS
A área da intervenção encontra-se abrangida pelo Plano Diretor Municipal de Setúbal (PDM94).
A área em questão está classificada como “Espaço de Equipamento e Serviços Públicos (Proposto)”, tendo sido respeitados todos os parâmetros urbanísticos previstos para esta classe de espaço.
INTEGRAÇÃO URBANA E PAISAGÍSTICA DA OPERAÇÃO | RELACIONAMENTO FUNCIONAL COM A ENVOLVENTE
A área de intervenção, um terreno com morfologia plana, está circundada por áreas habitacionais, funcionando atualmente como zona de estacionamento não formal.
Esta intervenção é complementada por um projeto de arranjos exteriores, também a cargo da Câmara Municipal de Setúbal, que introduz uma faixa de pavé em redor de todo o edifício, uma praça de dimensões consideráveis junto da entrada de público e uma bolsa de estacionamento nas traseiras. O edifício é implantado sensivelmente de nível com o terreno circundante, abrindo-o livremente para a área em seu redor, garantindo de forma simples a acessibilidade a pessoas – tanto funcionários e artistas, como utentes – e a cargas e descargas, salvaguardando ainda as necessidades de pessoas de mobilidade reduzida.
Com o intuito de harmonizar a solução desenvolvida com a zona maioritariamente habitacional onde se insere, apostou-se em volumes simples e claros, procurando criar-se uma coerência de linguagem arquitetónica que se transpõe para os materiais usados e as suas cores, como é possível verificar nas imagens tridimensionais em anexo. Ainda assim, marcou-se a entrada principal do edifício com a introdução de um elemento dissonante em forro de madeira, que cria uma antecâmara exterior coberta para o público – como pretendido pelo Programa Preliminar do Concurso.
Considera-se que, globalmente, as soluções encontradas permitem que a edificação proposta, com uma imagem forte e marcante que é um reflexo da sua identidade, se estabeleça como um ponto de interesse preponderante na sua envolvente, contribuindo para a valorização de toda a área circundante.
PROGRAMA DE UTILIZAÇÃO DA EDIFICAÇÃO
Para o desenvolvimento da solução foi tomado como ponto de partida a necessidade de separação das circulações entre os diferentes tipos de utilizadores do edifício, nomeadamente o público e os artistas, equipas técnicas e funcionários, respondendo às necessidades apontadas no Programa Preliminar do concurso.
Desta forma, criaram-se duas entradas distintas, localizadas em fachadas opostas do edifício, com acesso perpendicular à Rua de São Gonçalo através de duas faixas de pavé.
Ao nos dirigirmos à entrada principal do público, localizada na fachada este, encontramos inicialmente uma área exterior coberta, que nos dá acesso ao interior do edifício, onde somos recebidos num foyer de dimensões generosas e com entrada de luz zenital, no qual se encontra o balcão/bilheteira, apoiado pelo bengaleiro e uma área de backoffice, e um corredor de acesso às instalações sanitárias do público, com separação por sexo. É ainda a partir deste espaço que é feita a entrada principal no auditório/sala multiusos, através de um vão com as medidas estipuladas pelo Programa Preliminar. Esta sala, de configuração simples, com 400m2 de área, um pé-direito livre de 6.1m e capacidade para 250 a 300 pessoas, assume-se como o “coração” desta intervenção, tendo-se respeitado todas as indicações do Programa Funcional, nomeadamente o que diz respeito às características técnicas do gradil, estruturas de suporte e palco. Tanto no foyer, como na sala multiusos, apostou-se numa imagem arquitetónica marcante, com paredes, pisos e tetos escuros, facilitando o funcionamento destes espaços de acordo com a vocação artística preponderante deste edifício, e focando a atenção do público para o que verdadeiramente importa: os espetáculos.
Por outro lado, na fachada sul do edifício, encontramos a entrada de serviço, destinada aos artistas e pessoal técnico, através da qual acedemos uma pequena copa, a uma área de acesso à sala/preparação de artistas, com ligação à oficina, e a um corredor, que desemboca na entrada principal, como estipulado pelo Programa Preliminar. Este corredor interliga os diversos espaços de cariz mais técnico, nomeadamente três camarins com instalações sanitárias F/M, um camarim de uso generalista, duas instalações sanitárias com duche, o gabinete técnico, a área de arrumos e o polo técnico. Foram previstas entradas de luz zenital nos espaços onde se espera permanência de pessoas. Ainda na fachada sul encontra-se o cais de cargas e descargas, com ligação à entrada de serviço e com acesso direto à sala multiusos, possibilitando o acesso automóvel ao interior deste espaço.
Desta forma, considera-se que a solução atende às necessidades de espaço e funcionamento geral apontadas pelo Programa Preliminar, assegurando que, com este edifício, se responderá às necessidades crescentes da comunidade, disponibilizando um espaço cultural versátil e moderno, passível de enquadrar uma variedade de eventos culturais, artísticos e sociais.
Toda a área útil de público, assim como o corredor de circulação de artistas, e a copa, é acessível e de franca mobilidade, segundo os termos definidos no Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de agosto.
Os materiais de revestimento a empregar internamente serão os seguintes:
Pavimentos
Paredes
Tetos
| QUADRO SINÓTICO | |
| Área total de implantação | 759.96 m² |
| Área total de construção | 759.96 m² |
| N.º de pisos acima do solo | 1 |
| N.º de pisos abaixo do solo | 0 |
| Altura da edificação | 9.50 m |
| Cota de Soleira | 66.32 m |