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Construção de espaço público no interior do quarteirão definido pela Av. Infante D.Henrique e Ruas Dr. António Forjaz, Pulido Valente e Bairro Afonso Costa

Reorganização do espaço com estacionamento ordenado, acessibilidade pedonal e zonas verdes sustentáveis.
Plano geral

CONSIGNAÇÃO

Novembro de 2025

PREVISÃO PARA CONCLUSÃO

90 dias

INVESTIMENTO

178 040,35 € (IVA incluído)

GÉNERO

Empreitada.
Obra adjudicada a ESTRELA DO NORTE, S.A.

Vantagens
da Intervenção

Continuar a expansão da requalificação dos espaços exteriores do concelho e promovendo o acréscimo do espaço público pedonal e de zonas de lazer.

Plano Geral
Plano geral | Clique para ampliar

Resumo
da Intervenção

A presente intervenção, localiza-se na zona no Bairro Dias, na Freguesia de S. Sebastião, abrangendo uma área de 2925,64 m2.

O local é delimitado por edifícios de habitação a nascente e poente, um terreno particular a sul e, a norte, pela Rua Dr. António Forjaz.

É utilizado sobretudo como local de estacionamento informal e alguma circulação pedonal.

Maioritariamente, a área de intervenção encontra-se em terra batida, sem qualquer tratamento, abrangendo também as áreas de passeio das ruas Dr. António Forjaz e Pulido Valente, em calçada miúda de cubos de vidraço, e três pequenas zonas de betonilha que, presume-se, foram executadas pelos moradores.

O terreno apresenta um desnível de 2,50 metros, com as cotas altimétricas do terreno a variarem entre os 51,96 e os 49,46 metros, sendo mais elevado no extremo sudeste, atingindo as cotas mais baixas no limite nordeste, no passeio da Rua Dr. António Forjaz.

PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

Após análise da situação existente, foi elaborada a presente proposta, que procurou atingir os seguintes objetivos principais:

  • Criar estacionamento organizado, com adequado tratamento paisagístico, assegurando a sua perfeita integração urbana;
  • Assegurar a acessibilidade a todo o espaço e conforto na sua utilização;
  • Criar zonas de lazer e desporto informal;
  • Aumentar a biodiversidade do local através utilização de várias espécies de árvores, arbustos, herbáceas vivazes e prados com baixa necessidade de rega;
  • Diminuir a temperatura no verão através da sombra das árvores e da capacidade de retirarem calor do ar, das superfícies verdes e da utilização os pavimentos de cor clara que refletem a radiação solar”;
  • Promover a infiltração da água da chuva através da utilização de pavimentos permeáveis, que aumentam a capacidade natural do solo de infiltração de água, evitando a descarga na rede pluvial;
  • Garantir a manutenção simples e económica dos pavimentos e zonas verdes.

A ideia desenvolvida para esta área tem como objetivo garantir, através do desenho urbano, uma orientação clara, disciplinando o uso pedonal e rodoviário.

Pretende-se que a intervenção venha a facilitar a mobilidade pedonal e o reforço da acessibilidade pedonal, quer na área de intervenção quer na ligação ao espaço envolvente.

Prevêem-se 37 lugares de estacionamento transversal no interior do quarteirão e dois lugares na rua Pulido Valente.

O acesso ao estacionamento interior compreende a faixa viária com dois sentidos de tráfego, com 5,50 m de largura, nivelada com o passeio e partilhada com os peões.

A zona de estacionamento interior, com 4,50 m de comprimento e 2,50 m de largura, é transversal à faixa de rodagem, com 5,50 m de largura e um sentido de tráfego.

Os espaços verdes são constituídos pelas árvores em caldeira e nos canteiros, zonas arbustivas e prado regado.

Adjacente à zona verde interior, está prevista uma área de lazer e desportiva com equipamento multifitness sob árvores de médio porte.

ACESSIBILIDADE PEDONAL

Foi dada prioridade à acessibilidade pedonal através da utilização de pavimentos lisos, seguros e confortáveis que asseguram a continuidade da rede de percursos, sem barreiras urbanísticas, em conformidade com o Decreto-Lei 163/2006, de 8 de agosto e a norma portuguesa NP004564 – 2019 – “Trajectos para Pessoas Invisuais”.

Os percursos pedonais acessíveis têm um canal de circulação contínuo e desimpedido de obstruções (mobiliário urbano, árvores, placas de sinalização, bocas-de-incêndio, caixas de infraestruturas, etc.) com uma largura não inferior a 1,20 m, medida ao nível do solo e uma altura não inferior a 2,40 m.

Os pavimentos apresentam uma pequena inclinação transversal não superior a 2%, devendo ser garantida qualidade construtiva nos remates, transição de materiais e juntas.

As escadas têm cobertores com 35 cm de largura e espelhos de 15 cm de altura, e pavimento podotátil de cautela, de cor contrastante com o pavimento envolvente, nos patamares superior e inferior.

A passagem de peões existente é requalificada, assinalada com tinta termoplástica na cor branca (RAL 9016), com o passeio rampeado transversalmente, sem ressalto e com pavimentos podotáteis (alerta e direcional) preto.

DRENAGEM

Por forma a compensar a área impermeabilizada resultante das zonas pavimentadas impermeáveis, as zonas de estacionamento são em pavimento permeável (grelhas de betão), com base também permeável, promovendo a infiltração da água das chuvas no terreno. A zona verde interior recebe as águas pluviais provenientes do escorrimento superficial do pavimento envolvente, infiltrando-se no mesmo. Ambas as áreas permitem a infiltração, absorção, armazenamento e, até mesmo, a purificação das águas superficiais.

Complementarmente, poderá verificar-se a necessidade de construção de uma rede de drenagem com sumidouros, caixas de visita e coletores para assegurar a drenagem no caso de ocorrência de chuvadas muito intensas nas zonas mais baixas do estacionamento, solução a definir no projeto de águas residuais pluviais.

REDE DE REGA

A solução de rega proposta promove uma eficaz utilização da água e minimiza as suas perdas.

A rega é essencial apenas nos primeiros 3 a 5 anos após a instalação das zonas verdes, entre abril e outubro, dependente da temperatura e precipitação. Após esse período poderá ser gradualmente reduzida ou mesmo suspensa porque as espécies propostas têm baixa necessidade de rega.

A rega será totalmente automática recorrendo-se para o efeito a um sistema que integra um programador de rega com um sensor de chuva, o qual interrompe as regas no caso de ocorrência de precipitação. A rega deve ocorrer em horários de menor evaporação, depois das 20h00 no período de verão e das 17h00 no período de inverno.

A rega é feita com recurso a aspersores no caso do prado, gotejadores nas zonas arbustivas e borbulhadores nas árvores em caldeira.

PAVIMENTOS

Procurou-se implantar soluções de pavimentos que sejam consentâneas com a utilização do espaço exterior.

Os lancis previstos são de betão de 8 cm na transição entre a faixa de rodagem e o estacionamento; de 12/15 cm de largura entre a faixa de rodagem e os passeios e na transição entre o estacionamento e o passeio.

O limite das caldeiras é formalizado com uma guia de aço corten de 100 X 3 mm

As zonas de estacionamento são permeáveis, em grelhas de betão assentes sobre uma camada de brita 2/5 mm e preenchidas com o mesmo material, sobre base permeável de brita de granulometria extensa, entre 20 e 40 mm, sobre solo bem compactado. A marcação dos lugares de estacionamento assinalada com tinta termoplástica branca.

Os pavimentos pedonais são em pavê vibro-prensado de dupla camada, sem bisel, maioritariamente de cor creme. Uma “artéria” de pavê preto liga a zona de entrada, no entroncamento entre as Ruas Pulido Valente e Dr. António Forjaz ao “coração” interior, em homenagem ao cardiologista António Forjaz, antigo diretor clínico do Hospital de S. Bernardo.

A faixa de rodagem será em pavimento betuminoso.

Na zona desportiva prevê-se piso amortecedor de EPDM, azul, com 45 mm de altura.

As caldeiras das árvores serão revestidas com pavimento permeável composto de areão de 2 a 5 mm e resina bicomponente, do tipo “Terraway”.

Os muretes propostos serão executados em alvenaria de blocos de betão rebocada e pintada a tinta plástica.

O acesso pedonal a nordeste é feito por escadas em lajetas pré-fabricadas de betão com faixas de aproximação de piso podotátil de cautela, preto, nos patamares inferior e superior.

Em todas as situações em que for necessário proceder ao nivelamento das caixas de infraestruturas (caixas de esgotos, águas, EDP, PT, sumidouros, etc.) resultantes da implantação dos pavimentos, há que incluir o arranque dos aros, acrescento das caixas, execução de nova base de betão, fixação dos aros e remates com os pavimentos contíguos.

EQUIPAMENTO E MOBILIÁRIO URBANO

As zonas de estadia e desportiva são dotadas de bancos curvos de betão.

De forma a evitar o estacionamento nos passeios são colocados vários pilaretes, fixos e rebatíveis, com Ø76 e 800 mm visíveis, lacados à cor cinza forja.

Está prevista uma zona com equipamento desportivo multifitness, com volantes, extensão de pernas, elevador e esqui simples.

ESTRUTURA VERDE

Na seleção das espécies foram consideradas as características edafoclimáticas do local de implantação, dando preferência à utilização de espécies autóctones ou muito bem adaptadas, com baixa necessidade de rega e manutenção em geral.

Será preservado o pinheiro-manso existente, a dotar de uma caldeira de grande dimensão, que permite o seu crescimento e desenvolvimento sem afetar os pavimentos envolventes.

As árvores propostas estão presentes nas zonas verdes e em caldeiras. Recorreu-se a espécies caducifólias e perenifólias de forma a melhorar as condições de conforto climático, garantindo sombra e diminuição da temperatura no verão e a passagem dos raios solares no inverno.

As zonas arbustivas integram plantas aromáticas, medicinais e fitoterapêuticas bem adaptadas às condições do local (e.g. murta, alecrim, alfazema), o que permite reduzir o consumo de água e de fitofármacos, potenciando a sustentabilidade e resiliência destas áreas.

O prado florido biodiverso será constituído por uma mistura baixa de espécies anuais, bianuais e perenes, de reduzida manutenção (baixa necessidade de rega e 2/3 cortes anuais), revestindo as zonas de talude.

Nas zonas arbustivas o revestimento do solo é também assegurado com recurso a casca de pinheiro, sobre manta de polipropileno.

A terra a utilizar nas plantações e sementeiras deverá ser proveniente da decapagem da camada superficial de solos de melhor qualidade, depois de devidamente limpa e cirandada.

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