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Intervenção de natureza estrutural para evitar derrocadas na encosta do Forte de São Filipe | Fase 2

Implementação de soluções de estabilização do monumento e da encosta onde se localiza
Consolidação da encosta do Forte de São Filipe

CONSIGNAÇÃO

Outubro de 2022

CONCLUSÃO

Agosto de 2025

INVESTIMENTO

4 179 983,98 €
(acresce o IVA à taxa legal em vigor)

GÉNERO

Empreitada

Vantagens
da Intervenção

Esta intervenção pretende dar continuidade à salvaguarda e valorização de todo o conjunto edificado do imóvel denominado Forte de São Filipe, classificado como Monumento Nacional, implementando soluções de estabilização de forma a garantir a segurança e a estabilidade global do local e da encosta.

Resumo
da Intervenção

O forte de São Filipe foi mandado construir pelo rei Filipe I (Filipe II de Espanha), em 1582, com o objetivo de constituir uma fortaleza para defesa da costa que protege Setúbal e a foz do rio Sado. Esta estratégia causou aparentemente polémica pois havia quem considerava que a fortificação pretendia apenas controlar a população. Por não ser consensual a sua importância como posto de defesa, ao longo dos séculos, esta fortaleza não foi objeto de melhoramentos e inovações estratégicas, por oposição ao forte do Outão, esse sim a principal fortaleza defensiva da zona. O seu espaço interior, que originalmente incluía a Casa do Governador e demais edifícios militares, foi substancialmente transformado a partir de 1964, com o objetivo de aí se instalar uma das Pousadas de Portugal. A ocorrência de um violento incêndio em 1868, tinha destruído praticamente todas as estruturas interiores.

Segundo os registos militares, até 1755, não se observaram anomalias no forte.

Com o sismo de 1755, ocorreram inúmeras fissuras, que, apesar de as suas abóbodas internas terem sofrido danos sem pôr em causa a estabilidade do forte, não impediram a continuação da sua utilização.

No entanto, com o passar do tempo, o estado de fissuração da estrutura do forte aumentou muito provavelmente devido à infiltração de águas nos seus terrenos de fundação. Esta infiltração provinha não só das fendas já existentes, mas também de uma cisterna de água posicionada no interior do castelo, com anomalias ao nível do seu fundo. O sismo de 1969 voltou a agravar a situação, tendo ocorrido nessa época um deslizamento de terras na escarpa Sudeste.

Em 1970, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) propôs uma campanha de prospeção e um sistema de observação para o local.

Contudo, só em 1979, se implementou uma campanha de prospeção (diferente da inicial), realizada pela empresa Sondagens RODIO. Em 1986, foram finalmente executadas as obras de estabilização associadas à estabilidade ocorrida, cujo projeto, elaborado no espaço temporal 1982 e 1983, foi desenvolvido pela empresa GEOPLANO.

O projeto consistia na execução de uma parede de betão armado, com 50 centímetros de espessura, ancorada definitivamente (tração instalada em cada ancoragem de aproximadamente 335 kN, comprimento livre de 15 m e bolbo de selagem de 6 m) realizada sensivelmente entre as cotas +90,5 m e +57,5 m.

Contudo, no local, foi apenas implementada parte desta solução, em particular, a correspondente à fase designada por prioritária, entre as cotas +90,5 m e +81,0 m. Abaixo dessa cota foi executada uma solução de betão projetado, armado com rede electrosoldada e pregagens.

O LNEC participou na fase de obra através da realização dos ensaios prévios e dos ensaios de receção das ancoragens, incluindo instrumentação destes elementos e ainda na colocação de tubos inclinométricos. Esta entidade emitiu ainda um parecer mencionando que a solução executada era aligeirada.

Nos anos seguintes e até à presente data, ainda que com alguns interregnos, o LNEC tem vindo a acompanhar a evolução do comportamento da zona de intervenção através do sistema de monitorização existente, procedendo sempre que possível à sua substituição/incremento do tipo e número de dispositivos.

Também realizou ensaios de verificação da tração instalada e ensaios de receção detalhada nas ancoragens definitivas da solução de estabilização da escarpa Sudeste. Estes indicaram que as perdas de tração detetadas nas células não eram reais, constatando que estes dispositivos apresentavam deficiências de funcionamento, tendo-se procedido à sua substituição em finais de 2003.

Com base nas observações realizadas no último trimestre de 2011, o LNEC identifica um cenário de elevado risco, salientando a “necessidade de realização de obras de estabilização e a reposição e reforço do sistema de monitorização”.

Outro espeto referido diz respeito ao estado de fissuração de uma parte do piso do pátio do forte e de algumas das suas paredes/muralhas, assim como a inoperacionalidade dos sistemas de drenagem superficial. No ano de 2014, foram executadas obras de estabilização ao nível das galerias subterrâneas do forte, através da colocação de escoramentos metálicos e fecho das fendas, bem como, impermeabilização dos pátios e selagem das fendas exteriores.

1.2 CANDIDATURA A FUNDOS COMUNITÁRIOS E PROTOCOLOS COM O ESTADO PORTUGUÊS

Em função da realidade anterior, no início de 2016, após a submissão pela Câmara Municipal de Setúbal da candidatura de financiamento da obra, a mesma foi aprovada pelo POSEUR. Paralelamente, foi constituído um grupo de trabalho em parceria com Entidades do Estado, entre a Câmara Municipal de Setúbal, a Direção-Geral do Tesouro (DGTF), a Direção Geral do Património Cultural (DGPC), o LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil e a Empresa Nacional de Turismo, SA (Enatur), com o objetivo de definir estratégias e identificar as intervenções prioritárias, sendo consensual, a extrema urgência de intervir na encosta do Forte de S. Filipe.

1.3 INTERVENÇÕES REALIZADAS NA 1ª FASE

No ano de 2018, deu-se início à primeira fase da empreitada FORTE DE SÃO FILIPE | INTERVENÇÃO DE NATUREZA ESTRUTURAL PARA EVITAR DERROCADAS NA ENCOSTA – 1ª FASE, onde foram implementadas soluções para evitar o risco de derrocadas, de modo a garantir a sua estabilidade e a salvaguardar a segurança de pessoas e bens, e foram também implementadas, um conjunto de medidas de caráter cautelar, relacionadas com a ocupação ou potencial interferência com certas áreas marginais e destinadas à instalação de estaleiros, zonas de manobra, depósito de terras e exploração de pedreira.

2. TRABALHOS A EXECUTAR NA PRESENTE INTERVENÇÃO

Em função dos vários condicionamentos existentes na 1.ª fase da empreitada, a geometria associada às vigas de betão armado foi revista, assim como o número de ancoragens, microestacas e de drenos sub-horizontais. Face ao estado de degradação do forte, função da geologia do local, dos resultados obtidos ao longo dos anos nos vários dispositivos de instrumentação e observação instalados e dos condicionamentos existentes na zona de intervenção, foi necessário dar continuidade à previsão de soluções que estabilizem a encosta. Assim sendo, de forma a garantir a estabilidade global do local, em particular, da zona da encosta mais próxima do forte, foi proposto que as soluções de estabilização passassem essencialmente pela realização de ancoragens definitivas que por serem elementos ativos que acomodam forças de intensidade considerável, promovem a segurança impedindo que o movimento de instabilidade ocorra.

2.1 FASEAMENTO CONSTRUTIVO (INFORMAÇÃO RETIRADA DA MEMÓRIA DESCRITIVA)

A identificação, sequência dos trabalhos (A.I. 1 a A.I. 7) e a delimitação indicativa das áreas de intervenção (A.I.), encontram-se ilustradas no esquema em baixo. O inicio da execução dos trabalhos em cada zona de intervenção deverá seguir o número de ordem indicado (os trabalhos da área de intervenção subsequente só poderão ser iniciados quando os trabalhos da área de intervenção anterior estiverem concluídos). O faseamento a seguir em cada área de intervenção varia em função do elemento construtivo a que esta se refere e deverá ser o descrito nos pontos seguintes.

GENERALIDADE DA ENCOSTA
| Transporte e montagem do estaleiro em local apropriado, de modo a dar início à realização dos trabalhos.
| Onde necessário, desativação provisória de todos os serviços afetados existentes.
| Desmatação da zona de intervenção da encosta até próximo da cota + 75 m. Atualização do levantamento topográfico. Inspeção visual da zona desmatada e também de todas as muralhas e pátios abrangidos pelo perímetro da zona de intervenção.
| Execução de um bloco de ensaios de injeção para o melhoramento das características resistentes do maciço, constituído por 2 furos inclinados (diâmetro 200 mm e inclinados 10o com a horizontal) representativos de necessidade de eventual pré-injeção do furo das ancoragens (para ensaio de diferentes composições de argamassa e verificação das respetivas absorções), em local a confirmar no início da obra. Os procedimentos e exigências do ensaio deverão cumprir o estipulado nas Cláusulas Técnicas.
| Execução de dois ensaios prévios em ancoragens, para confirmação do comportamento das ancoragens definitivas da obra, em local a confirmar no início da obra. Inclui a realização prévia de um maciço de reação em betão armado, com capacidade resistente adequada e de uma ancoragem especialmente executada para o efeito com características em tudo idênticas às previstas executar na obra. Os procedimentos e exigências de ensaio deverão cumprir o estipulado na NP EN 1537, na EN ISO 22477-5 e nas Cláusulas Técnicas.
| Execução de um ensaio de carga, para confirmação do comportamento das microestacas em obra. Inclui a realização prévia de um maciço de reação em betão armado/estrutura metálica e com capacidade resistente adequada e de uma microestaca especialmente executada para o efeito com características em tudo idênticas às previstas executar na obra. Os procedimentos e exigências de ensaio deverão cumprir o estipulado nas normas EN14199 e NP EN1997-1.
| Instalação e zeragem de todos os dispositivos de instrumentação definidos no âmbito do plano de instrumentação e observação, em particular, inclinómetros, alvos refletores, marcas de nivelamento, piezómetro simples e fissurómetros (existentes ou por executar).
| Realização das atividades descritas em baixo, tendo em conta o faseamento particular e geral dos trabalhos.
| Realização das intervenções necessárias no âmbito da implementação das soluções de enquadramento paisagístico.
| Reposição em funcionamento dos serviços anteriormente afetados.

VIGA VPA3 (ÁREAS DE INTERVENÇÃO 1 E 4)
| Onde aplicável, execução de plataformas de trabalho estáveis, de forma a permitir a circulação do equipamento e a execução dos trabalhos. A segurança associada às plataformas de trabalho são da responsabilidade do Construtor, devendo previamente à sua execução ser realizado e apresentado para aprovação, um estudo específico e detalhado das mesmas, função do tipo de equipamento a utilizar.
| Carotagem das muralhas na zona de implantação das ancoragens (∅250 mm) e dos drenos sub-horizontais (∅100 mm).
| Execução dos furos verticais e inclinados no caminho de ronda, com profundidade necessária, recorrendo a ∅250 mm para realização das microestacas. A furação será realizada através de processo construtivo adequado (minimizando ao máximo a existência de desvios), se necessário com recurso a entubamento do furo, seguindo-se a introdução no mesmo dos perfis metálicos (por troços solidarizados através de uniões exteriores). Inclui as operações de furação, limpeza do furo, colocação dos perfis metálicos, preenchimento do espaço exterior do tubo com calda de cimento, injeção (após um espaço temporal máximo de 24 horas) com obturador duplo através das válvulas manchete às vezes necessárias, num espaço temporal máximo de 10 horas entre operações, até se atingirem os critérios de paragem estipulados nas Cláusulas Técnicas e preenchimento do interior do tubo com calda, tendo especial atenção aos critérios de paragem. Solidarização da armadura em hélice aos tubos através de soldadura adequada.
| Realização dos ferrolhos de ligação às muralhas do forte. Inclui as operações de furação, limpeza do furo, colocação e selagem com recurso a resina epóxi.
| Execução dos elementos de betão armado da viga, deixando os negativos em PVC (com as devidas inclinações definidas no projeto) para as ancoragens, pregagens e drenos. Inclui as operações de montagem das armaduras, colocação da cofragem e betonagem. Sempre que necessário, deverá recorrer-se à colocação de betão simples de preenchimento, no espaço entre a face do betão armado e as muralhas, e ao nível da fundação do elemento de betão armado, entre a face de betão armado e o terreno, de forma a garantir o nivelamento da superfície.
| Realização da furação para as ancoragens definitivas. Após a conclusão do furo, realização de um ensaio de permeabilidade na zona do bolbo de selagem. Sempre que o fluxo ou as perdas de água na zona do comprimento do bolbo de selagem forem inferiores a 5 l/min sob carga a 0,1 MPa, com medição durante 10 minutos procede-se à execução tradicional da ancoragem. Caso contrário, deverá preencher-se o furo com a composição de argamassa (definida como mais adequada no bloco de ensaios) recorrendo à colocação de um obturador de grande diâmetro na zona de transição bolbo de selagem – comprimento livre que possibilite a realização das operações de injeção.
| Realização das operações de injeção as vezes necessárias até se atingirem os critérios de paragem definidos nas Cláusulas Técnicas. O espaço temporal entre as operações de injeção não deverá ultrapassar a 10 horas, devendo preferencialmente realizar-se a cada 6 horas.
| Colocação do corpo da ancoragem no furo, recorrendo a reperfuração sempre que o furo tenha sido previamente preenchido com argamassa, preenchimento do espaço exterior ao corrugado exterior com calda de cimento e injeção, com sistema apropriado – multiválvulas (esta última operação após a calda exterior ter ganho presa – no máximo até 24 horas posteriores à operação de preenchimento).
| Execução dos drenos sub-horizontais. Inclui as operações de furação com diâmetro máximo de 100 mm, realizada através de procedimento executivo apropriado, se necessário recorrendo a entubamento do furo, limpeza do furo e colocação do corpo do dreno no seu interior.
| Execução das pregagens da viga, com as inclinações definidas no projeto, quer em planta quer em perfil transversal. Inclui as operações de furação, através de processo construtivo adequado (que minimize ao máximo a existência de desvios), com ∅120 mm (se necessário, recorrendo a entubamento do furo), limpeza do furo, colocação do varão da pregagem no furo e preenchimento do furo com calda de cimento.
| Onde aplicável, execução dos ferrolhos de ligação ao plinto da cabeça das ancoragens. Inclui as operações de furação, limpeza do furo, colocação e selagem com recurso a resina epóxi.
| Onde aplicável, execução dos plintos associados à zona da cabeça das ancoragens (em microbetão).
| Instalação e zeragem dos dispositivos de instrumentação definidos no âmbito do plano de instrumentação e observação, em particular, das células de carga e dos alvos de precisão posicionados nos elementos de betão armado.
| Realização dos ensaios de adequabilidade, nas ancoragens instrumentadas com célula de carga, e de ensaios de receção simplificados, nas restantes ancoragens.
| Após a realização de todos os trabalhos de furação, colocação e selagem dos drenos, pregagens e ancoragens desta viga (incluindo a execução de ensaios de receção e adequabilidade), dar-se-á início às operações de blocagem das ancoragens deste troço de viga (previamente, deverá proceder-se ao selo da trompete com composto de proteção contra a corrosão). Colocação da cabeça de proteção das ancoragens, fixação adequada da mesma no plinto (quando existente) ou à parede de betão e preenchimento do seu interior com composto de proteção contra a corrosão, através de um tubo de injeção posicionado na parte inferior da cabeça e recorrendo a um tubo purga que permita perceber quando a campânula se encontra preenchida.

VIGA VPA1 (ÁREAS DE INTERVENÇÃO 2 E 5)
| Onde aplicável, execução de plataformas de trabalho estáveis, de forma a permitir a circulação do equipamento e a execução dos trabalhos. A segurança associada às plataformas de trabalho são da responsabilidade do Construtor, devendo previamente à sua execução ser realizado e apresentado para aprovação, um estudo específico e detalhado das mesmas, função do tipo de equipamento a utilizar.
| Execução dos furos verticais e inclinados, com a profundidade necessária, recorrendo a ∅250 mm para realização das estacas de pequeno diâmetro. A furação será realizada através de processo construtivo adequado (minimizando ao máximo a existência de desvios), se necessário com recurso a entubamento do furo, seguindo-se a introdução no mesmo dos perfis metálicos (por troços de 12 m, solidarizados através de soldadura com resistência mínima equivalente à dos perfis). Inclui as operações de furação, limpeza do furo, colocação dos perfis metálicos, preenchimento do furo com calda de cimento a partir da base do furo até à superfície, recorrendo a dois tubos específicos para o efeito posicionados de forma diametralmente oposta. Solidarização de chapas perpendiculares à alma dos perfis através de soldadura adequada.
| Execução dos elementos de betão armado da viga, deixando os negativos em PVC (com as devidas inclinações definidas no projeto) para as ancoragens. Inclui as operações de montagem das armaduras, colocação da cofragem e betonagem. Sempre que necessário, deverá recorrer-se à colocação de betão simples entre a viga e o terreno natural, no tardoz da mesma e ao nível da sua fundação.
| Realização da furação para as ancoragens definitivas. Após a conclusão do furo, realização de um ensaio de permeabilidade na zona do bolbo de selagem. Sempre que o fluxo ou as perdas de água na zona do comprimento do bolbo de selagem forem inferiores a 5 l/min sob carga a 0,1 MPa, com medição durante 10 minutos procede-se à execução tradicional da ancoragem. Caso contrário, deverá preencher-se o furo com a composição de argamassa (definida como mais adequada no bloco de ensaios) recorrendo à colocação de um obturador de grande diâmetro na zona de transição bolbo de selagem – comprimento livre que possibilite a realização das operações de injeção.
| Realização das operações de injeção as vezes necessárias até se atingirem os critérios de paragem definidos nas Cláusulas Técnicas. O espaço temporal entre as operações de injeção não deverá ultrapassar a 10 horas, devendo preferencialmente realizar-se a cada 6 horas.
| Colocação do corpo da ancoragem no furo, recorrendo a reperfuração sempre que o furo tenha sido previamente preenchido com argamassa, preenchimento do espaço exterior ao corrugado exterior com calda de cimento e injeção, com sistema apropriado – multiválvulas (esta última operação após a calda exterior ter ganho presa – no máximo até 24 horas posteriores à operação de preenchimento).
| Onde aplicável, após o betão ter ganho presa, execução dos ferrolhos de ligação ao plinto da cabeça das ancoragens. Inclui as operações de furação, limpeza do furo, colocação e selagem com recurso a resina epóxi.
| Execução dos plintos associados à zona da cabeça das ancoragens (em microbetão).
| Instalação e zeragem dos dispositivos de instrumentação definidos no âmbito do plano de instrumentação e observação, em particular, das células de carga e dos alvos de precisão posicionados nos elementos de betão armado.
| Realização dos ensaios de adequabilidade nas ancoragens instrumentadas com célula de carga, e de ensaios de receção simplificados, nas restantes ancoragens.
| Após a realização de todos os trabalhos de furação, colocação e selagem das ancoragens desta viga (incluindo a execução de ensaios de receção e adequabilidade), dar-se-á início às operações de blocagem das ancoragens desta viga (previamente, deverá proceder-se ao selo da trompete com composto de proteção contra a corrosão).
| Colocação da cabeça de proteção das ancoragens, fixação adequada da mesma no plinto (quando existente) e preenchimento do seu interior com composto de proteção contra a corrosão, através de um tubo de injeção posicionado na parte inferior da cabeça e recorrendo a um tubo purga que permita perceber quando a campânula se encontra preenchida.

VIGA VPA2 E PAR1 (ÁREAS DE INTERVENÇÃO 3 E 6)
| Onde aplicável, execução de plataformas de trabalho estáveis, de forma a permitir a circulação do equipamento e a execução dos trabalhos. A segurança associada às plataformas de trabalho são da responsabilidade do Construtor, devendo previamente à sua execução ser realizado e apresentado para aprovação, um estudo específico e detalhado das mesmas, função do tipo de equipamento a utilizar.
| Carotagem das muralhas na zona de implantação das ancoragens (∅250 mm) e dos drenos sub-horizontais (∅100 mm).
| Execução dos furos verticais e inclinados no caminho de ronda, com profundidade necessária, recorrendo a ∅250 mm para realização das microestacas e estacas de pequeno diâmetro. A furação será realizada através de processo construtivo adequado (minimizando ao máximo a existência de desvios), se necessário com recurso a entubamento do furo, seguindo-se a introdução no mesmo dos perfis metálicos (por troços solidarizados através de uniões exteriores no caso das microestacas e por troços de 12 m, solidarizados através de soldadura com resistência adequada no caso das estacas de pequeno diâmetro). Inclui as operações de furação, limpeza do furo e colocação dos perfis metálicos. No caso das microestacas deverá realizar-se o preenchimento do espaço exterior do tubo com calda de cimento e a injeção (após um espaço temporal máximo de 24 horas) com obturador duplo através das válvulas manchete às vezes necessárias, num espaço temporal máximo de 10 horas entre operações, até se atingirem os critérios de paragem estipulados nas Cláusulas Técnicas e preenchimento do interior do tubo com calda, tendo especial atenção aos critérios de paragem. Posteriormente deverá proceder-se à solidarização da armadura em hélice aos tubos através de soldadura adequada. No caso das estacas de pequeno diâmetro o preenchimento do furo com calda de cimento deverá ser realizado a partir da base do furoaté à superfície, recorrendo a dois tubos específicos para o efeito, posicionados de forma diametralmente oposta. Solidarização de chapas perpendiculares à alma dos perfis através de soldadura adequada.
| Execução dos elementos de betão armado da viga, deixando os negativos em PVC (com as devidas inclinações definidas no projeto) para as ancoragens e drenos. Inclui as operações de montagem das armaduras, colocação da cofragem e betonagem. Sempre que necessário, deverá recorrer-se à colocação de betão simples de preenchimento, no espaço entre a face do betão armado e as muralhas e ao nível da fundação do elemento de betão armado, de forma a garantir o nivelamento da superfície.
| Realização da furação para as ancoragens definitivas. Após a conclusão do furo, realização de um ensaio de permeabilidade na zona do bolbo de selagem. Sempre que o fluxo ou as perdas de água na zona do comprimento do bolbo de selagem forem inferiores a 5 l/min sob carga a 0,1 MPa, com medição durante 10 minutos procede-se à execução tradicional da ancoragem. Caso contrário, deverá preencher-se o furo com a composição de argamassa (definida como mais adequada no bloco de ensaios) recorrendo à colocação de um obturador de grande diâmetro na zona de transição bolbo de selagem – comprimento livre que possibilite a realização das operações de injeção.
| Realização das operações de injeção as vezes necessárias até se atingirem os critérios de paragem definidos nas Cláusulas Técnicas. O espaço temporal entre as operações de injeção não deverá ultrapassar a 10 horas, devendo preferencialmente realizar-se a cada 6 horas.
| Colocação do corpo da ancoragem no furo, recorrendo a reperfuração sempre que o furo tenha sido previamente preenchido com argamassa, preenchimento do espaço exterior ao corrugado exterior com calda de cimento e injeção, com sistema apropriado – multiválvulas (esta última operação após a calda exterior ter ganho presa – no máximo até 24 horas posteriores à operação de preenchimento).
| Realização dos ferrolhos de ligação às muralhas do forte. Inclui as operações de furação, limpeza do furo, colocação e selagem com recurso a resina epóxi.
| Execução dos drenos sub-horizontais. Inclui as operações de furação com diâmetro de 100 mm, realizada através de procedimento executivo apropriado, se necessário recorrendo a entubamento do furo, limpeza do furo e colocação do corpo do dreno no seu interior.
| Após o betão ter ganho presa, execução dos ferrolhos de ligação ao plinto da cabeça das ancoragens. Inclui as operações de furação, limpeza do furo, colocação e selagem com recurso a resina epóxi.
| Execução dos plintos associados à zona da cabeça das ancoragens (em microbetão).
| Instalação e zeragem dos dispositivos de instrumentação definidos no âmbito do plano de instrumentação e observação, em particular, das células de carga e dos alvos de precisão posicionados nos elementos de betão armado.
| Realização dos ensaios de adequabilidade detalhados, nas ancoragens instrumentadas com célula de carga, e de ensaios de receção simplificados, nas restantes ancoragens.
| Após a realização de todos os trabalhos de furação, colocação e selagem dos drenos e ancoragens desta viga e parede (PAR1) (incluindo a execução de ensaios de receção e de adequabilidade), dar-se-á início às operações de blocagem das ancoragens destas vigas (previamente deverá proceder-se ao sela da trompete com composto de proteção contra a corrosão). Colocação da cabeça de proteção das ancoragens, fixação adequada da mesma no plinto (quando existente) e preenchimento do seu interior com composto de proteção contra a corrosão, através de um tubo de injeção posicionado na parte inferior da cabeça e recorrendo a um tubo purga que permita perceber quando a campânula se encontra preenchida.

TRATAMENTO DA ENCOSTA SUDESTE ESTABILIZADA EM 1984 (ÁREA DE INTERVENÇÃO 7)
| Transporte e montagem do estaleiro em local apropriado, de modo a dar início à realização dos trabalhos.
| Execução de uma plataforma de trabalho estável de forma a permitir a circulação do equipamento e a execução dos trabalhos.
| Saneamento do local e limpeza da superfície de betão projetado existente, recorrendo a jatos de água misturados com substância abrasiva (areia ou sílica).
| Execução dos drenos sub-horizontais. Inclui as operações de furação com diâmetro de 100 mm realizada através de procedimento executivo apropriado, se necessário recorrendo a entubamento do furo, limpeza do furo e colocação do corpo do dreno no seu interior.
| Onde aplicável, execução de betão projetado reforçado com fibras metálicas (via húmida), numa espessura mínima de 7 cm.
| Nas zonas anteriores, realização de betão projetado simples (via húmida), numa espessura mínima de 3 cm.
| Desativação controlada através de um ensaio de verificação de tração (EVT) das ancoragens instrumentadas, remoção das células de carga e colocação de novas células.
| Realização de um ensaio de adequabilidade, blocagem da ancoragem (à carga definida pelo ensaio EVT), colocação da cabeça de proteção, fixação da mesma de forma adequada e preenchimento do seu interior com composto de proteção contra a corrosão.

REFORÇO DA ESTRUTURA DO CANEIRO (ÁREA DE INTERVENÇÃO 7)
| Abertura de um acesso para possibilitar a ventilação e circulação.
| Limpeza por jato de água do interior do caneiro para remoção de poeiras e detritos.
| Execução de trabalhos de preenchimento superficial de fendas existentes com argamassa de cal.
| Instalação de cambotas metálicas no interior do caneiro – seção completa (previamente tratadas com revestimento anti-corrosivo – galvanização a quente), tendo especial atenção para que seja garantido o contacto entre as cambotas e o interior do revestimento do caneiro através do preenchimento do espaço com argamassa de cimento.
| Execução do enchimento da soleira do caneiro com betão de preenchimento.
| Onde aplicável, reparação do revestimento anticorrosivo das cambotas metálicas.

PREENCHIMENTO DE FENDAS DA MURALHA (APÓS EXECUÇÃO DE TODOS OS TRABALHOS EM TODAS AS ÁREAS DE INTERVENÇÃO)
| Execução de ensaio teste de injeção de calda de preenchimento nas fendas da muralha em local a definir para confirmação da adequação dos trabalhos, da composição do ligante e da malha a adotar para os tubos de injeção. Os procedimentos e exigências do ensaio deverão cumprir o estipulado nas Cláusulas Técnicas.
| Onde necessário, execução de plataformas de trabalho estáveis que permitam o acesso e a realização dos trabalhos em todas as fendas da muralha.
| Limpeza da superfície da muralha com jato de água numa faixa com 1 m de largura para cada lado da fenda a intervir.
| Furação e colocação dos tubos injetores (3 cm/4cm de diâmetro munidos de bocais com 10 mm a 15 mm de diâmetro, espaçados até 100 cm no máximo) para o interior da fenda, com selagem da sua superfície exterior – fenda visível através da aplicação de argamassa de presa rápida.
| Realização da injeção de calda de preenchimento no interior da fenda a partir dos bocais dos tubos (pressão máxima de 3 atm), por etapas iniciando-se os trabalhos nos tubos inferiores servindo os elementos superiores como purga, tendo especial atenção aos critérios de paragem estipulados nas Cláusulas Técnicas.
| Após a calda de preenchimento ter ganho a resistência necessária, serão cortados os tubos de injeção, retirada a argamassa de selagem e aplicada a argamassa de fecho superficial das fendas da muralha.

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