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Reunião Pública Ordinária dia 4 de junho, às 16h30. Assista aqui em direto
Agosto de 2025
90 dias
Empreitada adjudicada a RRI – Serviços Ambientais, S.A
123 289,79 € (IVA incluído)
A presente intervenção refere-se à 2ª fase da Requalificação de Quarteirão Urbano – Praceta Joaquina Guerreiro, Lanchoa e Rua Libânio Braga, e traduz-se na execução de zonas verdes, bem como a instalação de zonas de lazer e recreio equipadas para desporto informal e recreio infantil, incluindo pavimentos e todo o mobiliário e equipamentos urbanos.
Refere-se que a 1ª fase, iniciada em novembro de 2024, encontra-se em fase conclusão. Esta 2ª fase vem, portanto, completar os trabalhos da 1ª fase. Área de intervenção – 6442,5m2 – 0,64425ha
A proposta de requalificação desta área verde atualmente remanescente na estrutura urbana passa pelo trabalho e integração no projeto e nas suas diversas vertentes (desenho, plano de comunicação, atividades e materiais), da relação com a área urbana envolvente, da utilização atual do espaço pela população bem como as expectativas expressas pelos munícipes nas diversas reuniões realizadas.
O parque assumirá um caracter naturalizado, tirando partido da relação com a estrutura urbana envolvente, mas também da morfologia do terreno, relações funcionais e visuais com a envolvente.
Pretende-se potenciar uma rede de percursos na zona verde (partindo da utilização atual do espaço como área de conexão pedonal) com uma área central de recreio e estadia para todos.
A recuperação do solo, a instalação de uma estrutura verde com as 3 componentes – herbácea, arbustiva e arbórea, bem como a requalificação da estrutura urbana em termos de mobilidade e acessibilidade são fatores determinantes do desenho proposto.
Todo o projeto terá como referência a sustentabilidade do espaço.
Drenagem urbana sustentável com a potenciação da infiltração natural
A modelação do terreno inclui fundamentalmente a abertura de caixa dos pavimentos e a modelação do terreno nas zonas verdes, criando-se pequenas “colinas” com vegetação e depressões que retêm a água da chuva, promovendo a sua infiltração no terreno.
O escoamento superficial faz-se maioritariamente no sentido sul-norte.
Promoção da biodiversidade – flora com manutenção da vegetação autóctone
A mata mediterrânica existente será o suporte da estrutura arbóreo-arbustiva do parque.
Pretende-se promover a preservação dos maciços existentes, o seu enriquecimento florístico, controlo de infestantes e a plantação de novos maciços nomeadamente nas zonas instáveis (taludes) e nas zonas de estadia no sentido de criar áreas de ensombramento e assim.
Promoção da biodiversidade – fauna
Através do estabelecimento de novos habitats por forma a fomentar a regeneração natural.
Promoção da vida animal (nomeadamente aves, pequenos maníferos, anfíbios, abelhas) através da instalação de zonas húmidas naturais, quer através da introdução de machas de arbustivas da flora autóctone com produção de flores e bagas, ou mesmo plena instalação de abrigos que poderão passar por ninhos a instalar nas árvores, pequenas pilhas de ramos ou estruturas conhecidas como “hotéis de anfíbios e abelhas”.
Iluminação do espaço com luminárias LED e alimentação do parque com painéis fotovoltaicos
É proposta a iluminação com luminárias LED, cuja implantação e horário de funcionamento deverá respeitar a preservação da fauna e flora.
A alimentação de todo o sistema (iluminação e rede de rega) deveria ser estudada com painéis fotovoltaicos.
Opção por materiais naturais e/ou reciclados e/ou resilientes
Em termos de opções de materiais para pavimentos e revestimentos optou-se por materiais naturais, de fácil acesso no mercado e fácil manutenção. Saibro, estilha, mulch, sulipas de madeira, godo do rio.
Gestão e manutenção ecológica e sustentável
Propõem-se que a manutenção do parque assente nos princípios de um Espaço Verde Ecológico, cuja classificação se pretende obter oficialmente. Neste sentido toda a gestão do espaço será orientada para maximizar a sua biodiversidade, dentro de um habitat tipicamente mediterrânico, devendo ser seguidos os princípios de proteção integrada e agricultura biológica nas tarefas de manutenção e processos fitossanitários e de fertilização.
Todo o projeto foi pensado de forma a potenciar os recursos naturais existentes e permitir não só a sustentabilidade ambiental como financeira.
As soluções para a drenagem, pavimentos, equipamentos, são exemplos concretos que permitiram reduzir os custos de manutenção.
Da mesma forma a opção por vegetação de clima mediterrânico e de harmonia com a vegetação existente representará também uma vantagem no que respeita aos consumos de água de rega.
O conceito base de projeto desenvolveu-se depois nas áreas especificas de intervenção.
Acessibilidade e Mobilidade – Conexão com Envolvente
De acordo com as características urbanas desta área é proposto um desenho em zona 30, que permite o acesso pedonal e rodoviário, nomeadamente de emergência e serviço, bem como o estacionamento das pessoas que visitem e frequentem este espaço verde.
Atualmente a praceta Joaquina Guerreiro e a Rua das Gaivotas não têm continuidade rematando no espaço expectante, o que determina uma utilização indevida pelos automobilistas de todo o espaço interior de quarteirão.
Desta forma em trabalho conjunto com a Divisão de Mobilidade e Transportes (DURB/DIMOT) é proposta a implantação de uma zona 30, unindo a Praceta Joaquina à Rua das Gaivotas, com estacionamento, percursos pedonais.
As áreas de estacionamento existentes serão ampliadas e reformuladas, aumentando a oferta de estacionamento desta área urbana e ordenar o estacionamento atual.
Na zona expectante não existem percursos pedonais estáveis e acessíveis, pelo que a principal mais valia será a definição de percursos pedonais de atravessamento e acesso a todas as zonas desta área, nomeadamente o acesso à escola.
Acessibilidade, Estadia, Recreio e Desporto Informal
Foi definida uma hierarquia de percursos principais e secundários, criando-se assim alternativas de circulação e usufruto do espaço, tendo como base os percursos pedonais em-pé-posto existentes, mas também a necessidade de implementar um espaço verde de utilização comunitária pela população.
Na continuidade da praceta existente é proposta uma nova praceta de acesso a esta área, criando-se assim um novo acesso ao espaço interior de quarteirão, fundamental em termos de segurança, acessibilidade e visibilidade.
O desenho proposto permite, de acordo com as necessidades da população e mediante processo participativo, a implementação na zona central do espaço (área de ampla relvada) de diversos equipamentos e áreas de acordo com o definido no referido processo participativo: EJR infantil e/ou zona de estadia e recreio ativo para todos e/ou zonas de jogo informal, entre muitas outras hipóteses.
Pretende-se que este espaço de interior de quarteirão, outrora uma zona esquecida de traseiras assuma-se como uma nova área urbana de recreio, estadia, conexão e identidade de toda a freguesia, mas paralelamente como um novo pulmão verde da freguesia, área de recarga do aquífero, proteção do solo, purificador do ar e núcleo de biodiversidade urbana.
Conceitos gerais base da intervenção:
Estadia e Recreio de Crianças e Jovens – Recreio Infantil
Motricidade e Brincadeiras de Exploração
Áreas de experimentação e convívio para todas as idades e todas as capacidades cognitivas e físicas: exploração da motricidade grossa, equilíbrio, coordenação motora de acordo com as suas capacidades.
A escolha dos equipamentos, bem como dos restantes elementos foi realizada no sentido de incluir todos, dos bebés aos adolescentes, com especial cuidado na escolha de materiais e equipamentos que permitam a utilização do espaço todas as crianças, mas sem as discriminar, incluindo-as nas brincadeiras e espaços onde estão os outros, mas com pequenos detalhes de desenho que as ajudam a também usufruir e brincar.
Motricidade e equilíbrio = pular, saltar, baloiçar, equilibrar.
Baloiço conjugado com Torre e Elementos naturais que potenciam diversos percursos e brincadeiras adequados a diversas idades e com diferentes níveis de dificuldade.
Experimentação sensorial e brincadeira social
Estas áreas foram desenhadas no sentindo de possibilitar a sua utilização por diferentes idades e com diferentes níveis de desafio de acordo com cada idade. Pretendeu-se utilizar essencialmente materiais naturais trabalhados de forma a permitirem a brincadeira e desafio.
Modelos e Tipos de Equipamento Infantil
Foram escolhidos 3 tipos de equipamentos, multiusos que permite explorar as brincadeiras motricidade, mas também o convívio, balancé duplo com costas que possibilita diversos tipos de utilização e idades e por ultimo uma mesa com bancos que convida á brincadeira de manipulação e motricidade fina, mas também potencia o brincar a dois e as brincadeiras de “faz-de-conta”. Como se trata de um parque / jardim de proximidade destinado principalmente às crianças que vivem na envolvente, pretendeu-se com um investimento em equipamento controlado, potenciar a imaginação, interação permitindo em cada dia brincar de forma diferente e descobrir sempre novas possibilidades.