
[su_icon_text color=”#4f4d4d” icon=”icon: calendar” icon_color=”#109dd3″ icon_size=”20″ target=”blank”]Data de Início
setembro de 2024[/su_icon_text]
[su_icon_text color=”#4f4d4d” icon=”icon: calendar-check-o” icon_color=”#109dd3″ icon_size=”20″ target=”blank”]Prazo previsto de execução
450 dias[/su_icon_text]
[su_icon_text color=”#4f4d4d” icon=”icon: wrench” icon_color=”#109dd3″ icon_size=”20″ target=”blank”]Género
Empreitada adjudicada a Alberto Couto Alves, S.A.[/su_icon_text]
[su_icon_text color=”#4f4d4d” icon=”icon: euro” icon_color=”#109dd3″ icon_size=”20″ target=”blank”]Investimento
3 515 172,00 € (IVA incluído)[/su_icon_text]
[su_icon_text color=”#4f4d4d” icon=”icon: thumbs-o-up” icon_color=”#109dd3″ icon_size=”20″ target=”blank”]Objetivos
Criação da Unidade de Saúde Familiar da Bela Vista, na Avenida da Bela Vista, na freguesia de São Sebastião. Pretende-se que esta Unidade de Saúde Familiar cumpra as exigências dos equipamentos deste tipo e que em paralelo constitua também uma referência na malha urbana local.
Desenvolvimento
PROGRAMA PRELIMINAR/FUNCIONAL
O projeto foi desenvolvido tendo por base as “Orientações para Instalações e Equipamentos para Utentes de Saúde Familiar”, da Direção-Geral das Instalações e Equipamentos de Saúde, e dos princípios gerais pretendidos pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).
Para o seu desenvolvimento teve-se ainda como referência os critérios gerais estabelecidos nas “Recomendações e Especificações Técnicas para Edifícios Hospitalares” (RETEH), desenvolvido pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), publicado em 2018. Por se tratar de uma Unidade de Saúde Familiar e não de um edifício hospitalar, realizaram-se alguns ajustes, mas garantiram-se todas as condições adequadas às exigências dos estabelecimentos deste tipo e às condicionantes do local.
O edifício dá resposta às necessidades específicas de uma Unidade de Saúde Familiar, envolvendo as restrições e premissas inerentes a um serviço deste tipo. Principiamos por uma evidente separação do uso privado (funcionários) e do uso público (utentes), consequentemente localizaram-se os restantes espaços, assegurando as exigências para este tipo de estabelecimento.
O programa funcional prevê para este edifício, construído de raiz, uma Unidade do Tipo 5B, com 2Us para 10.500 utentes cada, e uma URAP (Unidade de Recursos Assistência Partilhados), cumprindo o objetivo de satisfazer uma população de 21.000 utentes, num ratio de 1.750 utentes inscritos por médico por gabinete de consulta.
O programa distribui-se por quatro grandes áreas funcionais:
• Entrada/ receção/ espera
• Prestação de cuidados de saúde
• Apoio administrativo
• Apoios gerais
PROJETO
A alteração da paisagem natural é realizada através de um adequado enquadramento ambiental de todo o conjunto arquitetónico, aliado a uma fusão equilibrada com a envolvente e as diferenças de cota existentes. A envolvente é dominada por edifícios cuja cércea alterna entre 3 e 4 pisos.
É idealizada uma implantação em forma de “L”, que se abre para a confluência viária e onde são articuladas duas alas funcionais; uma mais vocacionada para o atendimento/tratamento a utentes e outra para serviços e utilização por parte dos funcionários.
O edifício proposto terá acessos facilitados através da via pública, quer viários, quer pedonais, devidamente identificados e legíveis. Estão previstos lugares de estacionamento em número adequado à capacidade da estrutura funcional, que se encontram nas imediações e dentro do próprio lote (21 para funcionários e 39 para utentes, incluindo lugares para pessoas com mobilidade reduzida e ponto de entrada coberto para veículos de emergência e áreas para viaturas de cargas/descargas.
Estão idealizadas entradas diferenciadas para pacientes, acompanhantes e funcionários, as saídas de emergência, fluxos de pessoas, materiais e resíduos contaminados. Estarão devidamente identificadas e em cumprimento de todas as normas e legislação aplicável.
Na interceção destas duas áreas funcionais temos a zona de receção e espera, que articula a nível volumétrico com o acesso a veículos de emergência e os acessos pedonais.
A presente intervenção tem como objetivo fundamental a construção de um edifício fazendo cumprir as exigências impostas para imóveis com estas características, permitindo, assim, que este desempenhe eficazmente as suas funções e se assuma, localmente, como uma referência, apostando na qualidade estética, ambiental e funcional.
O edifício proposto integra-se com a malha envolvente, que se pretende consolidar, apresentando-se como uma referência arquitetónica contemporânea e de caráter inovador, mantendo, contudo, a sua natureza do serviço e função a que se destina, com impacte positivo na comunidade onde se insere.
PARÂMETROS URBANÍSTICOS
• Parâmetros urbanos/Edifício Existente: Área do terreno 9647.85 m2
• Área bruta de construção total: 1850.35 m2
• Cércea máxima: 9.36m
• N.º de pisos acima da cota de soleira: 2
• N.º de pisos abaixo da cota de soleira: 0
SOLUÇÕES CONSTRUTIVAS
A materialização desta intervenção é proposta com recurso a materiais sensíveis às características formais da envolvente, bem como das condições climatéricas do local.
O edifício caracteriza-se por uma linguagem arquitetónica e construtiva simples, mas moderna, através de uma composição de planos brancos que são intersetados por superfícies em tonalidade verde água, com destaque para o volume da pala na zona da entrada principal criando uma zona protegida para acesso dos utentes e ambulâncias.
A estrutura de todo o edifício é em betão armado e as soluções construtivas asseguram as condições de conforto e da qualidade do ar interior do edifício, sem dispêndios excessivos de energia e, simultaneamente, garantir a inexistência de patologias que possam diminuir a durabilidade e desempenho térmico dos elementos da envolvente do edifício.
Para que o edifício cumpra com os níveis de eficiência energética propôs-se a colocação de revestimento de isolamento com 8cm de espessura pelas paredes exteriores através de sistema ETICS e utilização de blocos térmicos de betão leve de agregados de argila expandida, dimensões: 50x19x30 cm. Na cobertura prevê-se a colocação de placas de isolamento térmico de poliestireno extrudido com 8cm de espessura.
A paleta de cores escolhida reflete-se do exterior para o interior do edifício conferindo uma certa dinâmica e ritmo na relação interior/exterior, numa predominância do tom verde água.
Os materiais e revestimentos interiores seguem os princípios de durabilidade higiene, com a utilização de vinílico nas zonas secas e cerâmicos nas zonas húmidas. Na zona de entrada na transição da antecâmara para o interior do edifício prevê-se a aplicação de tapete, executado no rebaixo do pavimento.
As paredes interiores entre gabinetes são em placas com componentes em gesso e celulose com isolamento no interior, permite a possibilidade de alterações se futuramente se justificar. Os acabamentos são essencialmente em cerâmico e a pintura. Nos gabinetes, as paredes serão pintadas com tinta epóxi até aos 2.10m de altura (até ao todo do aro da porta), permite uma superfície lisa durável e com facilidade na limpeza, nas zonas dos lavatórios a parede será revestida com grés vidrado.
A proposta dos tetos falsos incide sobre placas contínuas com componentes em gesso e celulose nas divisórias, na zona de espera, devido ao maior concentrado de pessoas, o teto terá que ter características acústicas. No átrio e zonas de circulação e de espera haverá uma estratégia entre placas contínuas e placas em alumínio pré-lacado perfuradas amovíveis, uma vez que é nestas zonas que passam grande parte das infraestruturas e este tipo de teto permite que sejam realizadas possíveis reparações e/ou manutenções.
Nos espaços exteriores foi dada primazia à uniformização de toda a envolvente com a utilização do betuminoso e pavé para as zonas pedonais.
Na constituição das paredes, pavimentos, tetos e cobertura, foram tidos em conta critérios térmicos e acústicos necessários para cumprir com os níveis de conforto do edifício. Também foram previstas impermeabilizações nos planos dos pavimentos, coberturas e remates especiais.
O conforto térmico e ventilação foram reforçados, através de um sistema eficaz de ar condicionado e ventilação mecânica, que complementam a ventilação natural proposta.
Os vãos exteriores são em caixilharia de alumínio com rotura da ponte térmica, tendo havido o especial cuidado na escolha do vidro.
As coberturas são em seixos rolados, exceto na zona técnica para máquinas, aqui serão aplicadas lajetas térmicas.
A escolha cromática para este edifício surge da interpretação dos logótipos das entidades que o tutelam.
O edifício está de acordo com as normas legais e regulamentares aplicáveis e pelo Regulamento Geral de Edificações Urbanas.
A estrutura espacial do edifício é facilmente apreensível e a possibilidade de acesso ao exterior é uma presença constante. Trata-se de um conjunto homogéneo, harmonioso e livre de barreiras, possibilitando a sua utilização por pessoas com mobilidade condicionada. É-lhes facultado o acesso a todos os espaços comuns, tanto no interior do edifício, como no exterior. Desta forma, a conceção da presente estrutura funcional enquadra-se no Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de agosto.
BENEFÍCIOS DESTA INTERVENÇÃO
Considerando as necessidades crescentes da população da freguesia de São Sebastião em matéria de saúde, a Câmara Municipal de Setúbal procura proceder à construção de uma infraestrutura de apoio com condições mais adequadas para promover a melhoria da prestação de cuidados de saúde aos habitantes da freguesia.
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