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Requalificação do espaço “A Gráfica”

Primeira fase do projeto de renovação do edifício, com incidência na cobertura e na eficiência energética

CONSIGNAÇÃO

Julho de 2025

PREVISÃO PARA CONCLUSÃO

90 dias

INVESTIMENTO

416.977,78 € (IVA incluído)

GÉNERO

Empreitada.
Obra adjudicada a Recreare, Lda.

Vantagens
da Intervenção

Proteger a história patrimonial da cidade e assim criar melhores condições para o dinâmico programa cultural do centro.

Resumo
da Intervenção

A presente intervenção refere-se à primeira fase da reabilitação do edifício dos antigos Armazéns Papéis do Sado, que aloja hoje o Centro de Criação Artística “A Gráfica”, e que tem por objeto melhorar as condições das coberturas (1) e (2) de “A Gráfica”, substituindo integralmente as coberturas existentes, permitindo melhorias ao nível da durabilidade e resistência a intempéries da cobertura, bem como a eficiência energética do edifício.

O edifício existente é anterior a 1951 e está implantado num terreno com 2934,42 m2, possuindo várias edificações, sendo 5 de piso térreo, 1 edifício de 2 pisos e um terceiro sobrelevado.

A obra pretende reabilitar a construção existente, valorizando e restaurando os elementos mais emblemáticos desta construção original, considerando que estes elementos são uma forma de preservar a imagem histórica do lugar, criando um edifico de referência para a reabilitação urbana do centro histórico da cidade de Setúbal.

CONSIDERAÇÕES

A Gráfica, um centro de criação e produção cultural, instalada nos antigos Armazéns Papéis do Sado, foi criado pela Câmara Municipal de Setúbal no âmbito da estratégia de construção da Cidade da Criação Artística, que proporciona, no coração do Centro Histórico, um local destinado a fornecer apoio logístico a artistas, favorecendo a realização de residências artísticas nacionais e internacionais, bem como bolsas artísticas. Em estreita envolvência com a comunidade local e os agentes culturais, todas as formas de pesquisa e expressão artística contemporânea se fundem neste centro, como são os casos das artes visuais, performativas, do design, da literatura, da cultura digital e da arquitetura.

O edifício encontra-se em estado de degradação e a sua reabilitação é fundamental para preservar a história patrimonial da cidade e criar assim as condições para o dinâmico programa cultural do centro.

OBJETIVOS GERAIS DA REABILITAÇÃO DO EDIFÍCIO
(incluindo a atual e futuras intervenções)

O edifício localiza-se no centro do concelho de Setúbal, na União de Freguesias de Setúbal, entre a Praça do Quebedo e o Miradouro de São Sebastião, sendo o seu acesso atual feito pelo portão sul na ladeira da Ponte de São Sebastião.

O objetivo inicial é demolir todas as construções não originais que vieram sendo construídas ao longo do tempo e consequentemente descaracterizando o edifício original, preservar o edificado original e acrescentar-lhe o devido valor.

Sendo que este é já um local de grande afluência, propomos que o seu acesso passe a ser efetuado pelo portão Norte, junto à praça do Quebedo, permitindo assim um melhor e mais nobre acesso. Tendo sido já demolido um edifício habitacional junto ao portão de entrada, passamos agora a ter uma entrada mais franca, sendo que neste local propomos a introdução de um conjunto de planos de betão armado que nos formalizam e marcam a entrada, com uma lâmina de betão que “espreita” de forma a nos convidar a entrar. Somos assim recebidos por uma “passadeira” azul que nos conduz a percorrer todo o espaço, sendo todo ele acessível a qualquer visitante, incluindo de mobilidade condicionada.

O primeiro espaço de chegada é o Pátio Norte, que terá um profundo arranjo exterior, criando zonas de estar e ajardinadas e uma zona dedicada a proporcionar espetáculos ao ar livre. Neste espaço temos 3 antigas oficinas, que serão reabilitadas mantendo as suas características principais: o telhado e a estrutura a serem substituídos verão mantidos o mesmo desenho e tipo de telha; os portões serão substituídos por portões de madeira e vidro, uma vez que esta zona será dedicada a oficinas/atelier temporários, onde artistas de diferentes áreas e com trabalhos mais técnicos poderão permanecer. Estas oficinas convidam o público a descobri-las, despertam a curiosidade e o interesse de quem chega ao espaço, permitindo assim uma interligação e proximidade entre o artista e público.

O Armazém 3 é o edifício principal e é “a cara” do centro. Este edifício dialoga com o Pátio Norte e com a Praça do Quebedo, um espaço dedicado ao público e ao lazer que irá permitir uma constante ocupação do seu dia a dia.

A cota do piso 0 (zero) será elevada, já que outrora foi rebaixada pelas necessidades da anterior atividade, permitindo agora uma melhor relação com o exterior e melhorar a acessibilidade. Neste espaço teremos uma área de cafetaria que pode funcionar diariamente, sendo complementada com um espaço de cozinha. Temos ainda as instalações sanitárias, masculina, feminina e de acessibilidades, que têm acesso pelo interior ou pelo exterior do edifício, podendo assim, caso necessário, ter as instalações sanitárias abertas para eventos que se estejam a realizar no exterior e não ter o “edifício principal” aberto. A sala de artistas localiza-se igualmente neste piso, dotada de um espaço de estar, copa e instalações sanitárias com zonas de duche.

Deste piso temos um acesso ao piso superior por escadas já existentes, mas será complementado com uma plataforma elevatória que dará acesso a pessoas de mobilidade condicionada, não só ao piso superior, mas permitindo também um acesso interior aos espaços da Sala Palco e Black Box, Pátio Sul e Sala Sol.

O piso 1, um espaço amplo, destina-se a estúdios para ensaios e residências, podendo ser subdividido por paredes móveis. Para esta área está considerada a reabilitação e substituição da cobertura, sendo replicada a estrutura de madeira. O seu pavimento deverá ser substituído, com a colocação de uma caixa de ar.

Para este edifício é importante uma avaliação estrutural, uma vez que teve várias intervenções ao logo dos anos, nomeadamente a laje do piso 1.

O Pátio Sul, a zona de entrada atual pelo portão sul na ladeira da Ponte de São Sebastião, passa agora apenas a ser uma entrada de serviço, onde teremos uma pequena zona de estacionamento. A passadeira azul irá percorrer também este espaço, e serão criadas zonas verdes.

O Pátio Interior, que é hoje o coração do centro, será não só um espaço de distribuição e de estar, mas também de ligação da Sala Sol, Sala Palco, Black Box e espaços técnicos.

Teremos novamente a passadeira azul, sempre presente, que fará a ligação dos espaços.

A Sala Sol, o edifício que pelas suas características permite diferentes utilizações de artes performativas, e cujo espaço será liberto ao nível do piso 0 para permitir uma utilização mais abrangente. É criado um espaço “suspenso” que irá albergar camarins e sala de som, sendo o seu acesso realizado pelas duas laterais por duas escadas em espiral, que com a sua forma escultórica se integrarão no espaço.

A cobertura deverá ser substituída de forma a melhorar o isolamento térmico e não permitir a entrada de luz natural.

A Sala Palco, espaço de caraterísticas arquitetónicas particulares que o dota de grande polivalência, será reabilitado valorizando as suas características, com a cobertura recuperada e replicada a estrutura de madeira.

O acesso ao piso 1 do Armazém 3 será suprimido, sendo a ligação ao mesmo feita por nova escada de acesso e plataforma elevatória.

Temos igualmente a ligação à Black Box, criando uma zona de Hall/ligação entre os diferentes espaços.

A Black Box, armazém que tem acesso direto pelo Pátio Sul, e por isso ao exterior. Este espaço, pelas suas caraterísticas que permitem obscuridade total, torna-se o espaço preferencial para a apresentação de espetáculos (dança, teatro e musica), bem como para a instalação de artes performativas.

A cobertura encontrando-se bastante degradada, deverá ser completamente substituída, e a estrutura de madeira replicada. Será também necessário criar condições acústicas, e o seu pavimento alterado.

O Armazém 2, é o local onde será criada a zona de instalações sanitárias de acesso pelo exterior, dotando o espaço de instalações masculinas, femininas e de acessibilidades. Para o seu topo sul está pensada uma zona de serviços administrativos com acesso independente, num espaço cotado de dois pisos.

Nos túneis de acesso ao pátio interior temos uma ruína superior, que se transforma em espaço de serviço administrativo ou de um pequeno apartamento que permitirá a permanência de artistas em residência, com o seu acesso a ser realizado por uma escada metálica exterior.

O Armazém técnico, que serve de arrecadação, será recuperado bem como a sua cobertura.

Todos os edifícios se encontram em estado de degradação e serão intervencionados de forma a resolver todas as suas patologias e problemas, coberturas substituídas, resolvendo problemas de infiltrações e de condições térmicas, instalação de caixilharia, portões e portas, melhorando a sua eficiência energética e condições de segurança. Pinturas exteriores e interiores, aplicação de revestimentos e pavimentos, dotando assim os edifícios de melhores condições para os visitantes e artistas, valorizando assim o património histórico e imobiliário.

QUADRO DE ÁREAS

• Área do Lote
2 934,42 m2
Tipologia
Equipamento
• Cota de entrada
7,45m
• N.º de pisos acima da cota de soleira
3
• N.º de pisos abaixo da cota de soleira
0
• Altura Máxima
13,60m
• Área de implantação (ocupação solo)
1397,94m
• Área total de construção
1752,16m
• Área total útil
1220,34m
• Volume total de construção
9785,58m

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