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Julho de 2023
4.º trimestre de 2025
12.429.700,00 €
(acresce o IVA à taxa legal em vigor)
Empreitada.
Obra adjudicada a Tecnorem – Engenharia e Construções, S.A.
Promover condições dignas de habitação e de justiça social aos seus munícipes
Pretende-se com esta intervenção proceder à reabilitação do conjunto edificado existente, adaptando-o aos critérios funcionais e de conforto contemporâneos, bem como à regulamentação legal aplicável. Conforme candidatura do município ao PRR, a operação de reabilitação irá cumprir os seguintes objetivos:
| Eficiência Energética – intervenções nos edifícios visando a melhoria da eficiência energética destes;
| Requalificação de Cozinhas e Instalações Sanitárias das Frações (Programa 1 º Direito) – intervenções profundas nas cozinhas e instalações sanitárias das frações;
ENQUADRAMENTO
O local alvo da presente intervenção situa-se na área nascente da cidade de Setúbal, na Freguesia de São Sebastião. Foi construído entre 1992 e 2001, sendo parte da obra executada no âmbito do Programa Especial de Realojamento (PER).
A Norte do Bairro implanta-se a Escola Secundária e 3.º Ciclo da Bela Vista e a Sul o Bairro do Forte da Bela Vista. O bairro é dividido por uma grande Alameda. A Sul, localizam-se os Edifícios tipo A e B, estes desenvolvem-se num único bloco longitudinal cada, num total de 9 blocos.
A norte da Alameda estão localizados edifícios tipo A, C e D, estes funcionam agrupados em 4 Blocos, que se desenvolvem em forma de “U” envolvendo um pátio. Verifica-se um desnível de aproximadamente 10 metros no sentido Nascente Poente da Alameda do Bairro.
Os edifícios implantam-se em plataformas acessíveis através de rampas a partir da Alameda. A envolvente exterior dos edifícios mantém atualmente os princípios originais do projeto:
| Parede exterior dupla (reboco 1,5 cm / tijolo cerâmico 11 cm / caixa de ar 4 cm / tijolo cerâmico 7 cm / reboco 1,5 cm);
| Cobertura com revestimento em painéis de fibrocimento, aplicados sobre vigotas de betão pré-esforçado + laje de esteira em betão armado;
| Caixilharias em perfis de alumínio e preenchimento com vidro simples.
Verificam-se, no entanto, algumas alterações pontuais promovidas pelos ocupantes das frações.
Neste domínio também se regista a adição de grades de segurança, maioritariamente nos pisos térreos. Estas não têm uma linguagem comum, sendo consequentes das vontades e gostos individuais dos moradores que as aplicaram. Tal resulta numa descaracterização da imagem do conjunto.
No local também é notória a apropriação indevida que foi promovida nas áreas originalmente definidas como “estendal”. A contiguidade destas com as cozinhas proporcionou a ampliação destas e consequente alteração das fachadas.
Nas frações em que tal alteração aconteceu, a imagem visualmente permeável proporcionada pelos blocos vazados em betão (cobogós), foi substituída por planos encerrados (mais opacos). Tal também motivou a alteração das proporções através da introdução de fenestração descontextualizada de qualquer linguagem comum.
A diversidade patente deste tipo de alteração também contribui para a descaracterização da imagem do conjunto.
A ocupação das áreas originalmente definidas como “estendal” geram também a necessidade de apropriação de novos espaços para estender roupa. Também neste domínio se assiste à enfatização da descaracterização da imagem do conjunto, consequente da aplicação aleatória de estendais nas fachadas expostas.
No interior das frações as alterações tornam-se ainda mais evidentes e diversificadas.
A antiguidade dos edifícios motivou pequenas intervenções de melhorias funcionais e formais. Estas foram também de encontro às necessidades e gostos individuais dos respetivos ocupantes.
Foi também detetado um conjunto de patologias decorrentes da degradação das propriedades de isolamento e impermeabilização da envolvente exterior comum, bem como da deficiente ventilação dos espaços. Estas manifestam-se de forma evidente nos planos confinantes dos compartimentos.
INTERVENÇÃO GERAL
Com a presente intervenção, pretende-se dar resposta clara aos objetivos constantes na candidatura do município ao PRR. Para o efeito teve-se também em consideração a discussão previamente promovida com os habitantes do Bairro, na qual se estabilizaram as premissas norteadoras do projeto.
Desta forma pretende-se que a presente intervenção preencha as necessidades e expetativas dos usufrutuários do espaço.
INTERVENÇÃO EXTERIOR
Esta intervenção incide na envolvente opaca dos edifícios, com a aplicação de isolamento térmico nas paredes, coberturas e caixas de estores, e na envolvente envidraçada dos edifícios, com a substituição das caixilharias em alumínio com vidro simples, por caixilharias em alumínio com corte térmico e vidro duplo.
As paredes duplas de alvenaria existentes serão revestidas com isolamento térmico aplicado pelo seu exterior.
A superfície opaca das fachadas será acabada com cores claras que refletem melhor a luz e consequentemente aquecem menos, favorecendo o funcionamento do isolamento térmico.
Para os pisos térreos preconizam-se cores fortes e alegres, em referência simbólica à multiculturalidade patente no Bairro. Estas cores também estão associadas aos momentos de entrada nos edifícios, enfatizando a sua presença e leitura no contexto urbano.
Para os estendais (originais) prevê-se uma devolução à essência conceptual. Estes serão homogeneizados com um novo preenchimento em portadas de lâminas de alumínio. Tal contribuirá para devolver o carácter formal original do conjunto, garantindo também um apontamento da contemporaneidade da intervenção.
O carácter móvel da solução contribuirá para a dinâmica da fachada, com base numa matriz comum. Nestes espaços das habitações a aplicação do isolamento térmico será efetuada na parede exterior da cozinha, conforme conceito original dos edifícios.
A intervenção nas coberturas, consiste na remoção total do revestimento existente (chapas de fibrocimento) e substituição por chapas metálicas compostas (painéis sandwich) com isolamento térmico.
Está também prevista a aplicação de isolamento térmico sobre a laje de esteira. Esta intervenção, para além diminuir as perdas de energia para aquecimento e arrefecimento, deverá resolver várias patologias graves existentes no interior das habitações motivadas por infiltrações provenientes das coberturas.
A impermeabilização deverá ser totalmente revista, incindindo os trabalhos sobre todos os momentos (cobertura, caleiras, platibandas, juntas de dilatação, etc) de forma contínua e homogénea.
As caixas de estores serão isoladas termicamente e os estores propostos compostos por réguas em alumínio perfilados e injetadas no interior com poliuretano. Estes serão resistentes ao uso intensivo e ao desgaste quando expostos aos efeitos erosivos da natureza.
Com o objetivo de renovar a imagem dos edifícios e reorganizar os espaços das fachadas atualmente repletos de estendais à vista, propõe-se a aplicação de volumes executados em estruturas metálicas e revestidos em lâminas, nos pisos 1 e 2, nos lados dos acessos aos edifícios. Esses volumes irão permitir que as roupas dos estendais não fiquem à vista, contribuindo ainda para a integração de unidades exteriores de ar condicionado.
Para as habitações do Piso 0, e considerando que na sua maioria terão acesso ao exterior pela zona de serviço das habitações (espaços junto às cozinhas), propõem-se que estes integrem os arranjos exteriores.
INTERVENÇÃO INTERIOR
Nas cozinhas e instalações sanitárias das habitações, está prevista uma intervenção integral, incluindo a renovação da rede abastecimento de água, rede de drenagem de esgotos, rede de abastecimento de gás e rede elétrica.
A intervenção no interior das frações garante o cumprimento integral do quadro legal vigente aplicável.
Nas instalações sanitárias os bidés foram substituídos por “Kit de chuveiro sanita/bidé” e as banheiras por bases de duche. Desta forma garante-se a acessibilidade universal a este compartimento em todas as frações.
As portas de acesso a instalações sanitárias também serão substituídas para viabilizar o cumprimento normativo aplicável.
Para as cozinhas prevê-se uma reconfiguração espacial e refuncionalização. A integração do compartimento anteriormente afeto a despensa possibilita a implementação de mobiliário de cozinha adequado às exigências formais e funcionais contemporâneas.