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Reunião Pública Ordinária dia 24 de junho, às 16h30. Assista aqui em direto
Sessão da Assembleia Municipal dia 26 de junho, às 19h00. Assista aqui em direto
Julho de 2023
4.º trimestre de 2026
12.429.700,00 €
(acresce o IVA à taxa legal em vigor)
Empreitada.
Obra adjudicada a Tecnorem – Engenharia e Construções, S.A.
Promover condições dignas de habitação e de justiça social aos seus munícipes
Pretende-se com esta intervenção proceder à reabilitação do conjunto edificado existente, adaptando-o aos critérios funcionais e de conforto contemporâneos, bem como à regulamentação legal aplicável. Conforme candidatura do município ao PRR, a operação de reabilitação irá cumprir os seguintes objetivos:
| Eficiência Energética – intervenções nos edifícios visando a melhoria da eficiência energética destes;
| Requalificação de Cozinhas e Instalações Sanitárias das Frações (Programa 1 º Direito) – intervenções profundas nas cozinhas e instalações sanitárias das frações;
ENQUADRAMENTO
O local alvo da presente intervenção situa-se na área nascente da cidade de Setúbal, na Freguesia de São Sebastião. Foi construído entre 1992 e 2001, sendo parte da obra executada no âmbito do Programa Especial de Realojamento (PER).
A Norte do Bairro implanta-se a Escola Secundária e 3.º Ciclo da Bela Vista e a Sul o Bairro do Forte da Bela Vista. O bairro é dividido por uma grande Alameda. A Sul, localizam-se os Edifícios tipo A e B, estes desenvolvem-se num único bloco longitudinal cada, num total de 9 blocos.
A norte da Alameda estão localizados edifícios tipo A, C e D, estes funcionam agrupados em 4 Blocos, que se desenvolvem em forma de “U” envolvendo um pátio. Verifica-se um desnível de aproximadamente 10 metros no sentido Nascente Poente da Alameda do Bairro.
Os edifícios implantam-se em plataformas acessíveis através de rampas a partir da Alameda. A envolvente exterior dos edifícios mantém atualmente os princípios originais do projeto:
| Parede exterior dupla (reboco 1,5 cm / tijolo cerâmico 11 cm / caixa de ar 4 cm / tijolo cerâmico 7 cm / reboco 1,5 cm);
| Cobertura com revestimento em painéis de fibrocimento, aplicados sobre vigotas de betão pré-esforçado + laje de esteira em betão armado;
| Caixilharias em perfis de alumínio e preenchimento com vidro simples.
Verificam-se, no entanto, algumas alterações pontuais promovidas pelos ocupantes das frações.
Neste domínio também se regista a adição de grades de segurança, maioritariamente nos pisos térreos. Estas não têm uma linguagem comum, sendo consequentes das vontades e gostos individuais dos moradores que as aplicaram. Tal resulta numa descaracterização da imagem do conjunto.
No local também é notória a apropriação indevida que foi promovida nas áreas originalmente definidas como “estendal”. A contiguidade destas com as cozinhas proporcionou a ampliação destas e consequente alteração das fachadas.
Nas frações em que tal alteração aconteceu, a imagem visualmente permeável proporcionada pelos blocos vazados em betão (cobogós), foi substituída por planos encerrados (mais opacos). Tal também motivou a alteração das proporções através da introdução de fenestração descontextualizada de qualquer linguagem comum.
A diversidade patente deste tipo de alteração também contribui para a descaracterização da imagem do conjunto.
A ocupação das áreas originalmente definidas como “estendal” geram também a necessidade de apropriação de novos espaços para estender roupa. Também neste domínio se assiste à enfatização da descaracterização da imagem do conjunto, consequente da aplicação aleatória de estendais nas fachadas expostas.
No interior das frações as alterações tornam-se ainda mais evidentes e diversificadas.
A antiguidade dos edifícios motivou pequenas intervenções de melhorias funcionais e formais. Estas foram também de encontro às necessidades e gostos individuais dos respetivos ocupantes.
Foi também detetado um conjunto de patologias decorrentes da degradação das propriedades de isolamento e impermeabilização da envolvente exterior comum, bem como da deficiente ventilação dos espaços. Estas manifestam-se de forma evidente nos planos confinantes dos compartimentos.
INTERVENÇÃO GERAL
Com a presente intervenção, pretende-se dar resposta clara aos objetivos constantes na candidatura do município ao PRR. Para o efeito teve-se também em consideração a discussão previamente promovida com os habitantes do Bairro, na qual se estabilizaram as premissas norteadoras do projeto.
Desta forma pretende-se que a presente intervenção preencha as necessidades e expetativas dos usufrutuários do espaço.
INTERVENÇÃO EXTERIOR
Esta intervenção incide na envolvente opaca dos edifícios, com a aplicação de isolamento térmico nas paredes, coberturas e caixas de estores, e na envolvente envidraçada dos edifícios, com a substituição das caixilharias em alumínio com vidro simples, por caixilharias em alumínio com corte térmico e vidro duplo.
As paredes duplas de alvenaria existentes serão revestidas com isolamento térmico aplicado pelo seu exterior.
A superfície opaca das fachadas será acabada com cores claras que refletem melhor a luz e consequentemente aquecem menos, favorecendo o funcionamento do isolamento térmico.
Para os pisos térreos preconizam-se cores fortes e alegres, em referência simbólica à multiculturalidade patente no Bairro. Estas cores também estão associadas aos momentos de entrada nos edifícios, enfatizando a sua presença e leitura no contexto urbano.
Para os estendais (originais) prevê-se uma devolução à essência conceptual. Estes serão homogeneizados com um novo preenchimento em portadas de lâminas de alumínio. Tal contribuirá para devolver o carácter formal original do conjunto, garantindo também um apontamento da contemporaneidade da intervenção.
O carácter móvel da solução contribuirá para a dinâmica da fachada, com base numa matriz comum. Nestes espaços das habitações a aplicação do isolamento térmico será efetuada na parede exterior da cozinha, conforme conceito original dos edifícios.
A intervenção nas coberturas, consiste na remoção total do revestimento existente (chapas de fibrocimento) e substituição por chapas metálicas compostas (painéis sandwich) com isolamento térmico.
Está também prevista a aplicação de isolamento térmico sobre a laje de esteira. Esta intervenção, para além diminuir as perdas de energia para aquecimento e arrefecimento, deverá resolver várias patologias graves existentes no interior das habitações motivadas por infiltrações provenientes das coberturas.
A impermeabilização deverá ser totalmente revista, incindindo os trabalhos sobre todos os momentos (cobertura, caleiras, platibandas, juntas de dilatação, etc) de forma contínua e homogénea.
As caixas de estores serão isoladas termicamente e os estores propostos compostos por réguas em alumínio perfilados e injetadas no interior com poliuretano. Estes serão resistentes ao uso intensivo e ao desgaste quando expostos aos efeitos erosivos da natureza.
Com o objetivo de renovar a imagem dos edifícios e reorganizar os espaços das fachadas atualmente repletos de estendais à vista, propõe-se a aplicação de volumes executados em estruturas metálicas e revestidos em lâminas, nos pisos 1 e 2, nos lados dos acessos aos edifícios. Esses volumes irão permitir que as roupas dos estendais não fiquem à vista, contribuindo ainda para a integração de unidades exteriores de ar condicionado.
Para as habitações do Piso 0, e considerando que na sua maioria terão acesso ao exterior pela zona de serviço das habitações (espaços junto às cozinhas), propõem-se que estes integrem os arranjos exteriores.
INTERVENÇÃO INTERIOR
Nas cozinhas e instalações sanitárias das habitações, está prevista uma intervenção integral, incluindo a renovação da rede abastecimento de água, rede de drenagem de esgotos, rede de abastecimento de gás e rede elétrica.
A intervenção no interior das frações garante o cumprimento integral do quadro legal vigente aplicável.
Nas instalações sanitárias os bidés foram substituídos por “Kit de chuveiro sanita/bidé” e as banheiras por bases de duche. Desta forma garante-se a acessibilidade universal a este compartimento em todas as frações.
As portas de acesso a instalações sanitárias também serão substituídas para viabilizar o cumprimento normativo aplicável.
Para as cozinhas prevê-se uma reconfiguração espacial e refuncionalização. A integração do compartimento anteriormente afeto a despensa possibilita a implementação de mobiliário de cozinha adequado às exigências formais e funcionais contemporâneas.
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