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Sessão da Assembleia Municipal dia 17 de julho, às 19h00. Assista aqui em direto

Início » Atividade Municipal » Cultura » Candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028
O Município de Setúbal está a preparar a candidatura do concelho ao título de Capital Portuguesa da Cultura 2028, sob o mote de trabalho “Setúbal — Mar de Cultura”.
A decisão de avançar com esta candidatura foi aprovada por unanimidade em reunião da Câmara Municipal, assinalando o início de um processo que se quer aberto, participado e profundamente ligado à identidade de Setúbal e Azeitão.
Mais do que disputar um título, esta candidatura representa uma oportunidade para olhar o concelho, reconhecer aquilo que somos, valorizar quem todos os dias trabalha pela cultura e pensar, em conjunto, aquilo que queremos ser no futuro.
É uma cidade de criação e de memória. De património e de contemporaneidade. De mar, rio e serra. De bairros, freguesias, escolas, coletividades e comunidades. De artistas, músicos, atores, escritores, cineastas, técnicos, artesãos, professores, investigadores e criadores. Uma cidade onde o passado dialoga, todos os dias, com o presente.
É também um território profundamente marcado pelo Sado e pela Arrábida, pelo Mercado do Livramento, pela gastronomia, pela atividade marítima, pela memória industrial e conserveira, pelos vinhos, pelo Moscatel, pelo queijo de Azeitão, pelas tradições, pelos saberes e pelas histórias transmitidas entre gerações. Marcos como o Convento de Jesus – hoje integrado na rede de museus e galerias da cidade e recentemente finalista das Novas 7 Maravilhas de Portugal 2026, na categoria Religião – são prova viva desse património que atravessa gerações.
A cultura de Setúbal vive nos palcos, nos museus, nas bibliotecas, nos arquivos, nas salas de espetáculo e nos espaços de criação artística. Mas vive também nas ruas, nas praças, nos mercados, nas associações, nas escolas, nas freguesias, nas festas, nas cozinhas, nas oficinas, nas memórias familiares e nas pessoas.
Queremos construir uma proposta capaz de valorizar a criação artística e os agentes culturais locais, proteger e reinterpretar o património, dar voz às memórias da cidade e do concelho, envolver as escolas e os jovens, reforçar o papel das coletividades e das comunidades, apostar na mediação cultural e na coesão do território, promover a acessibilidade e a inclusão, valorizar a paisagem e a sustentabilidade, reconhecer a gastronomia como património vivo, tecer novas redes entre quem cria e quem vive a cultura e projetar Setúbal para além de 2028.
Queremos uma candidatura que tenha lugar para os grandes equipamentos culturais, mas também para os pequenos espaços e para as iniciativas de proximidade.
Uma candidatura que chegue ao centro da cidade, mas também às freguesias, aos bairros e às comunidades.
Uma candidatura que reconheça quem já faz cultura, mas que abra portas a quem ainda não encontra espaço para participar.
Uma candidatura que respeite a história, mas que seja capaz de imaginar o futuro.
Uma candidatura que envolva artistas, instituições, escolas, universidades, associações, coletividades, empresas, comércio, restauração, turismo, entidades ambientais, jovens, seniores e cidadãos.
Deve ser uma oportunidade para aproximar pessoas, fortalecer instituições, criar novas redes, estimular a participação, apoiar a criação, valorizar o território e deixar um legado que perdure muito para lá de 2028 – uma cidade onde a cultura seja, cada vez mais, um direito de todos.
É com esse propósito que o Município inicia agora um processo de conhecimento, escuta e participação – dando continuidade a um caminho de escuta que a cidade já começou a percorrer.
Vamos conhecer melhor os equipamentos culturais. Vamos ouvir os agentes e as instituições. Vamos reunir com os diferentes setores do concelho. Vamos criar momentos públicos de debate e participação. Vamos recolher ideias, identificar necessidades, reconhecer oportunidades e perceber o que Setúbal pode construir em conjunto.
O que torna Setúbal culturalmente única? Que memórias não podemos perder? Que lugares devemos valorizar? Que projetos fazem falta? Que públicos precisam de ser mais envolvidos? Que oportunidades ainda não estamos a aproveitar?
E, acima de tudo, o que queremos que fique em Setúbal depois de 2028?
Esta candidatura será tanto mais forte quanto mais partilhada for a sua construção. Por isso, queremos ouvir cada instituição, cada agente cultural, cada coletividade, cada escola, cada associação, cada comunidade e cada cidadão que queira contribuir.
Queremos ouvir quem vive Setúbal todos os dias. Quem aqui nasceu. Quem aqui trabalha. Quem aqui estuda. Quem aqui cria. Quem aqui cuida. Quem aqui empreende. Quem aqui preserva memória. Quem aqui imagina futuro.
13 de julho . Paços do Concelho
“Cultura, Criação, Património e Equipamentos”
Dedicada a artistas, companhias, músicos, escritores, artes visuais, cinema, produção, programação cultural, associações e coletividades, historiadores e entidades patrimoniais
14 de julho . Paços do Concelho
“Território, Paisagem, Sabores, Turismo e Economia Local”
Dedicada a agentes ligados à Arrábida e Sado, comunidades marítimas, mercados, gastronomia, produtores, hotelaria, comércio, turismo, empresas, urbanismo e frente ribeirinha
15 de julho . Paços do Concelho
“Comunidade, Educação, Juventude, Freguesias e Inclusão”
Dedicada a estabelecimentos de ensino do 1.º, 2.º e 3.º ciclos, Instituto Politécnico de Setúbal, associações juvenis, juntas de freguesia, coletividades, IPSS, universidades seniores e associações sociais
A sua memória pode ser importante. A sua ideia pode fazer a diferença. A sua experiência pode ajudar-nos a decidir melhor. A sua voz também faz parte desta candidatura.
Antes de apresentar Setúbal ao país, queremos ouvir Setúbal e Azeitão por inteiro.
Participe. Dê o seu contributo. Ajude-nos a construir uma candidatura que represente verdadeiramente quem somos e aquilo que, juntos, queremos ser.
Setúbal, Mar de Cultura: uma candidatura de Setúbal com Setúbal.
COMISSÃO PROMOTORA
CONSTITUIÇÃO
Maria das Dores Meira
Paulo Lopes
João Abrantes
João Mendonça
Luís Liberato
Ângela Lemos
José Manuel Canavarro
José Salazar
Paulo Valente da Cruz
Nuno Maia
ESTRUTURA DE MISSÃO
João Filipe Abrantes
Dirige tecnicamente o processo, gere cronograma, articula equipas e reporta à Comissão Promotora
Luís Liberato
Com o comissário, dirige tecnicamente o processo, gere cronograma, articula equipas e reporta à Comissão Promotora
João Mendonça
Define visão cultural, eixos programáticos, projetos-âncora e coerência artística
Daniela Morão
Garante atas, arquivo, versões, anexos, contactos, documentos formais e checklist de submissão
Tomás Longo
Organiza o Ciclo de Escuta, sessões territoriais, contributos e relatório de participação
Susana Ullrich
Gere cartas de apoio, compromissos, cidades parceiras, redes, Comissão de Honra e Conselho Estratégico
Sérgio Mateus
Desenvolve narrativa pública, marca, imprensa, website, redes sociais, eventos e materiais gráficos
Mónica Duarte
Avalia viabilidade técnica, espaços, necessidades operacionais, eventos e capacidade de execução