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Reunião Pública Ordinária dia 24 de junho, às 16h30. Assista aqui em direto
Sessão da Assembleia Municipal dia 26 de junho, às 19h00. Assista aqui em direto
Setembro de 2024
Julho de 2026
5 359 890,00 €
(acresce o IVA à taxa legal em vigor)
Empreitada.
Obra adjudicada a Alberto Couto Alves, S.A.
Acrescentar valor e mais condições de ensino à rede escolar pública na esfera do pré-escolar e 1.º ciclo e valorizar o projeto educativo do agrupamento de escolas. Implica ainda um conjunto de beneficiações no espaço público envolvente àquele estabelecimento de ensino
Obra de alteração e ampliação do Centro Escolar Barbosa du Bocage, localizado na Avenida de Angola, União de Freguesias de Setúbal. A intervenção tem os seguintes objetivos programáticos:
> A construção de um nova Escola Básica (EB) do 1º Ciclo com Jardim de Infância, com 8 salas de aula e 3 salas de atividades, tendo como base o projeto elaborado para a escola EB1/JI Luísa Todi em Setúbal em 2008;
> A construção de um Pavilhão Polivalente, servindo preferencialmente a nova EB do 1º Ciclo, e colmatando as necessidades pontuais da EB do 2º e 3º Ciclo existente;
> A construção de uma Portaria e Cobertura Exterior no novo acesso à Escola Básica do 2º e 3º Ciclo (existente);
> A construção da Portaria de acesso à nova EB do 1º Ciclo com Jardim de Infância, do Arrumo Exterior adjacente à portaria, e de uma Cobertura Exterior entre a Portaria e a Escola Básica do 1º Ciclo.
SITUAÇÃO EXISTENTE
O Centro Escolar onde se irão implantar as novas construções encontra‐se localizado na Av. de Angola e R. Eng. Henrique Cabeçadas, União de Freguesias de Setúbal, concelho de Setúbal.
O Centro Escolar atual compreende uma Escola Básica do 2º e 3º Ciclo, que não será intervencionada no âmbito da presente obra.
Presume‐se que a construção dos edifícios remonte aos anos 70, obedecendo a um modelo escolar de origem sueca, constituído por um Bloco Administrativo, quatro Blocos de Salas de Aula, 1 Bloco Oficinal e um Pavilhão Gimnodesportivo, com edifícios em estrutura em betão armado de arquitetura brutalista pontuado por panos em tijolo à vista.
PROPOSTA
A intervenção cumpre o princípio do Não Prejudicar Significativamente “Do No Significant Harm” (DNSH), não incluindo atividades que causem danos significativos a qualquer objetivo ambiental na aceção do Artigo 17.º do Regulamento (UE) 2020/852 do Parlamento Europeu e do Conselho (Regulamento da Taxonomia da UE) e assegurando o cumprimento da legislação ambiental aplicável a nível nacional e da União Europeia.
A intervenção prevê ainda que as necessidades energéticas das construções serão pelo menos 20% inferiores às requeridas para um edifício NZEB (Nearly Zero‐Energy Buildings), sendo estas necessidades cobertas em grande medida por energia proveniente de fontes renováveis, o que conduzirá a uma redução significativa das emissões para a atmosfera e à consequente melhoria da saúde pública.
A proposta de intervenção arquitetónica consiste globalmente no seguinte:
>Construção de uma Escola Básica do 1º Ciclo com Jardim de Infância;
> Construção de um Pavilhão Polivalente;
> Construção de uma Portaria e Cobertura Exterior no novo acesso à EB do 2º e 3º Ciclo (existente);
> Construção da Portaria de acesso à nova EB do 1º Ciclo com Jardim de Infância, do Arrumo Exterior adjacente à portaria, e de uma Cobertura Exterior entre a Portaria e a EB do 1º Ciclo;
> Reconversão da Portaria existente em arrumos exteriores.Descrevem‐se de seguida as características principais da proposta de intervenção Arquitetónica.
3.1 Programa
A intervenção prevê a implementação do seguinte programa para a Escola Básica do 1º Ciclo com Jardim de Infância:
> 8 Salas de Aula para o 1º Ciclo de Ensino Básico com acesso a compartimento de arrumos e Sala de Expressão Plástica com bancada e lavatório (estes dois compartimentos serão partilhados por cada par de salas de aula);
> 3 Salas de Atividades para ensino pré‐escolar, cada uma integrando instalação sanitária, zona de arrumos, zona de cabides e acesso direto ao logradouro;
> 1 Sala de Prolongamento para o ensino Pré‐Escolar;
> 1 Sala de Prolongamento para o 1º Ciclo/ Biblioteca;
> 1 Centro de Apoio à Aprendizagem (antiga Unidade de Ensino Estruturado) para alunos com necessidades educativas especiais, incluindo instalação sanitária adaptada a pessoas de mobilidade condicionada;
> Áreas complementares e de apoio ao funcionamento da escola, nomeadamente: Refeitório para 200 alunos do 1º Ciclo e 75 do Jardim de Infância, que deverá funcionar em turnos; núcleo da Cozinha com confeção própria; Sala de Informática; núcleos de Instalações Sanitárias por cada piso; Instalações Sanitárias acessíveis; Salas de Professores; Sala de Pessoal não docente; duas Salas de Apoio; Salas de Arrumos e Áreas Técnicas.Em relação ao Pavilhão Polivalente, prevê‐se o seguinte programa:Sala Polivalente/ginásio;
> 2 instalações sanitárias adaptadas a pessoas com mobilidade condicionada;
> Zona de Cabides;
> Arrumos e área técnica.
Prevê‐se ainda criação de 2 novas portarias de acesso ao Centro Escolar, ambas com uma instalação sanitária e zonas exteriores cobertas:
> Portaria destinada ao controle de acessos da EB do 2º e 3º Ciclo existente, com instalação de torniquetes acessíveis a pessoas de mobilidade reduzida;
> Portaria destinada à futura EB do 1º Ciclo com Jardim de Infância. A portaria existente será alvo de uma pequena intervenção, que irá permitir a sua reconversão para arrumos afetos aos espaços exteriores da Escola.
3.2 Acessos, Fachadas e Coberturas
A proposta de intervenção arquitetónica para a nova Escola Básica tem como base o projeto da EB1/JI Luísa Todi, um edifício de 2 pisos mais piso técnico, de planta retangular, em relação ao qual foram introduzidas algumas melhorias programáticas e funcionais, nomeadamente:> Alteração das 2 escadas de emergência localizadas nos topos do edifício, que constituíam volumes fechados e como tal convidativos à sua ocupação permanente com áreas de arrumos que inviabilizam o uso de emergência;
> Melhoria do átrio de entrada no edifício, alterando a localização da escada de acesso ao piso 1 para o tardoz;
> Melhoria da solução para as 2 claraboias existentes no piso 1, visto que introduzem uma grande carga térmica no edifício;
> Melhoria do acesso à cobertura, através da criação de uma escada que permita um acesso mais fácil para a realização dos trabalhos de manutenção dos equipamentos de AVAC a colocar na cobertura. O limite do recinto escolar será ampliado para poente, implicando a alteração do logradouro do recinto e a alteração do espaço público, a desenvolver em sede de projeto de paisagismo. Em relação aos novos acessos ao Centro Escolar, prevê‐se o seguinte: Criação de uma nova entrada viária a sul do recinto, a partir da Av. de Angola, para cargas e descargas da nova EB do 1º Ciclo;
> Criação de uma nova entrada pedonal a poente, para acesso à nova EB do 1º Ciclo;
> Criação de uma nova entrada viária e pedonal a nascente, pela R. Eng. Henrique Cabeçadas, para acesso à EB do 2º e 3º Ciclo.Em relação à imagem das fachadas das novas construções ‐ edifício da EB do 1º Ciclo, Pavilhão Polivalente e Portarias ‐, é de referir que a intervenção, de acordo com o apresentado procurou a harmonização com a imagem arquitetónica das edificações pré‐existentes, nomeadamente pela introdução de tijolo de burro de face à vista nos embasamentos (garantindo simultaneamente uma maior proteção contra impactos), e introdução de betão à vista em palas e outros elementos exteriores. Descrevem‐se de seguida os dois tipos principais de fachadas propostas para as novas construções:> Embasamento com sistema de parede dupla composta por: tijolo de burro de face à vista com 115mm de espessura tipo “Vale da Gândara”; caixa de ar com espessura variável (mínimo de 35mm); isolamento térmico com 40mm em poliuretano projetado; bloco de betão térmico “tipo Artebel BTE”; reboco com 2cm na face interior.
> Fachada tipo ETICS composta por: isolamento térmico em placas de lã de vidro com 80mm de espessura, tipo “weber.term comfort” com acabamento tipo “weber.plast decor” na cor branco; bloco de betão térmico tipo “Artebel BTE”; reboco com 2cm na face interior. Considerando a importância do controlo solar e de luminosidade nos espaços educativos, propõe‐se que os compartimentos da EB1/JI sejam dotados de estores de rolo interiores e sombreamentos solares exteriores: Estores exteriores com lâminas de alumínio orientáveis em todas as salas da aula e atividades, tipo “WAREMA modelo E80A6S”, operados eletricamente de forma individual, todos ligados a sensor de chuva e vento de forma a permitir a recolha automática;
> Palas de sombreamento em GFRC no piso térreo e em betão à vista no piso 1;
> Sistema de grelhas horizontais de alumínio nas 2 claraboias da cobertura da EB1/JI, tipo “DUCOSUN 100C framed”.Em relação às coberturas, propõe‐se os dois seguintes tipos principais:> Cobertura plana com a seguinte constituição: impermeabilização com dupla membrana de betume polímero APP na cor cinza claro, tipo “Imperalum Polyxis 30+Polyxis R40”; isolamento térmico em placas de lã de rocha com 100mm de espessura e 150kg/m3 recobertas a betume na face superior, tipo “Coberlan B50”; barreira para‐vapor; camada de forma com espessura variável; laje de betão conforme projeto de estabilidade.
> Cobertura tipo deck (pavilhão polivalente e volumes emergentes na cobertura da EB1) com a seguinte composição: impermeabilização com dupla membrana de betume polímero APP na cor cinza claro; isolamento térmico em placas de lã de rocha com 100mm de esp.; barreira para‐vapor; chapas perfiladas em aço S280GD sobre estrutura metálica conforme projeto de estabilidade.
> As caixilharias propostas serão em alumínio anodizado com corte térmico incorporando vidro duplo. Propõe‐se ainda a criação pontual de iluminação zenital através de envidraçados em alumínio com corte térmico e vidro duplo e de tubos solares tipo “Sola Tube”.PLANO DE
ACESSIBILIDADES
A proposta de intervenção arquitetónica para as edificações de uso educacional visa dar cumprimento à legislação em vigor e às boas práticas projectuais, em respeito pelo Decreto‐Lei n.º 163/2006, alterado pelo Decreto‐Lei n.º 136/2014, Decreto‐Lei nº 125/2017 e Decreto‐Lei nº 95/2019 de 18 de julho, tal como demonstrado nas peças desenhadas do Plano de Acessibilidades.
Prevê‐se a criação de um percurso acessível coincidente com o percurso dos restantes utilizadores, assegurando um percurso para pessoas com mobilidade condicionada sem ressaltos superiores a 2cm de altura desde as entradas, em conformidade com as seguintes secções do Anexo do Decreto‐Lei n.º 163/2006:Secção 2.1 – Percurso Acessível, satisfazendo o especificado no capitulo 4 do mesmo Anexo;
Secção 2.2 – Átrios, incluindo uma zona de rotação de 360º e portas de entrada com largura útil superior a 87cm;
Secção 2.3 – Patamares, galerias e corredores, com largura não inferior a 1,2m;
Secção 2.4 – Escadas, com 17cm de espelho e 30cm de cobertura, incluindo faixa antiderrapante, com corrimão de ambos os lados entre os 85 e 90cm;
Secção 2.6 – Ascensores, incluindo cabine com 1,1 por 1,4m livres;
Secção 2.9 – Instalações Sanitárias de Utilização Geral, para uso não frequente, incluindo barras de apoio rebatíveis para acesso às sanitas, bases de duche de nível com o pavimento com assentos rebatíveis;
Secção 3.5 – Edifícios e instalações escolares e de formação, com corredores de circulação nos percursos de alunos com largura não inferior a 1,8m;
Secção 4 – Percurso Acessível.
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