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Reunião Pública Ordinária dia 4 de junho, às 16h30. Assista aqui em direto
Abril de 2026
45 dias
Nota: Obra suspensa. Aguarda reavaliação
22 968,08 € (IVA incluído)
Empreitada.
Obra adjudicada a RCSM – SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES, LDA
Evitar danos maiores na estrutura da escadaria, a curto prazo, e desta forma acautelar também a integridade física de todos quantos utilizam este tipo de elemento estrutural que permite o acesso a dois locais próximos
1. INTRODUÇÃO
A presente intervenção refere-se à reabilitação de estrutura de uma escadaria sita na rua Jorge Dinis, Bairro da Trindade, Freguesia de S. Sebastião, em Setúbal.
2. DEFINIÇÃO ESTRUTURAL DA ESCADARIA
A referida escadaria foi construída em betão armado, rebocada e posteriormente pintada. Os degraus têm, no entanto, um revestimento cerâmico pitonado.
Ao longo da mesma estrutura, e de ambos os lados, existe uma estrutura metálica, que serve como corrimão. No cimo da mesma, os muros de suporte da estrutura, são ainda delimitados por uma malha metálica a qual serve de proteção contra quedas.
No que diz respeito à sua definição geométrica trata-se de uma estrutura que permite a ligação entre dois espaços públicos com diferença altimétrica considerável (superior a 10 m), com cerca de 2 m de largura, assente em paredes e pilares, presume-se também em betão armado.
3. ANOMALIAS DETECTADAS NA ESCADARIA
3.1. Armadura resistente à vista:
A “principal deficiência” detetada, ou aquela que se considerou ser a mais “grave”, é a existência de armadura resistente à vista, isto é, desprovida de revestimento em com betão e acabamento com argamassa de cimento.
Trata-se de uma situação que acarreta alguma gravidade atendendo a que a armadura à vista está diretamente exposta aos agentes atmosféricos (chuva, vento, humidade) e sujeita, por conseguinte, também a grandes amplitudes térmicas de forma direta. Por esse motivo a armadura já mostra sinais de oxidação e alguma deterioração (redução da seção) em particular nos estribos. Situação que poderá por em causa a médio prazo, a segurança de estrutura resistente da escadaria.
3.2. Desprendimento de reboco do exterior da escadaria:
Ao longo do perímetro da escadaria, e em varias seções distintas, é possível observar o desprendimento de reboco da estrutura.
Trata-se de situações de menor gravidade, do que a anteriormente explanada, mas que convém reparar para evitar o acelerar da deterioração da estrutura resistente da escadaria.
3.3 Fissuração de reboco:
Constata-se que existe fissuração localizada, distribuída um pouco por toda a estrutura.
A fissuração, que se manifesta pela apresentação de pequenas ou grandes fissuras na superfície da estrutura, são locais privilegiados para a entrada de água (infiltrações) para o interior da estrutura resistente. Com o passar do tempo a humidade induz a oxidação da armadura, provocando a sua expansão, e consequente, da origem a dilatação do betão e da argamassa de revestimento, que acabam por se partir e desprender-se do elemento de suporte original. Resumindo a fissuração da argamassa e do reboco apresentada pela estrutura poderá evoluir para deficiência apresentada no ponto 3.1.
Toda a degradação explanada no presente subcapítulo, a não ser reparada a curto prazo, poderá por em causa a estabilidade da estrutura e a segurança de todos os que a utilizam.
4. ESPECIFICAÇÃO DA INTERVENÇÃO A REALIZAR
As intervenções em estruturas de betão são reguladas pela norma europeia EN 1504 – “Produtos e Sistemas para a Proteção e Reparação de Estruturas de Betão” estabelece os princípios gerais para o uso desses sistemas e produtos.
Para esta intervenção pretende-se estancar a degradação do revestimento da escada, reparar a estrutura nos locais onde ocorrem fissuramentos, melhorar a sua aparência com estancamento dos descasques e aumentar a durabilidade da mesma com a reparação das áreas desagregadas.
Os métodos de proteção como impregnações, pinturas, revestimentos, membranas ou selagem de juntas, exige a preparação prévia das superfícies a proteger (e eventual remoção do betão degradado).
Na preparação das superfícies, devem ser seguidos estritamente os procedimentos referidos nas fichas técnicas dos produtos, destacando-se os seguintes métodos:
O tipo de intervenção a realizar não será uniforme, mas sim função do tipo de deterioração em presença (fendas, vazios ou zonas porosas, descasque, desagregação ou zonas contaminadas). Para o caso em análise temos a presença de fendas, descasque e desagregação.
4.1 Reparação de fendas
Como em qualquer outra operação de reparação, a primeira operação a realizar deve ser a avaliação e análise da anomalia em presença. Essa avaliação inclui as seguintes fases: (i) há que ponderar se existe necessidade de reforço estrutural, (ii) penetração da fissura, (iii) abertura da fissura, (iv) atividade da fissura – fendas ativas ou fendas inativas e (v) existe humidade na fissura.
No caso de a fenda ser ativa (resultante de estruturas submetidas a variações constantes de temperatura) não se regista estacionariedade já que ocorre abertura e fecho da mesma, de forma alternada. Não se deve proceder a reparação sem criar as necessárias juntas de dilatação. Para fendas ativas com grande amplitude de movimentos é comum serem aplicados enchimentos elásticos ou plásticos.
Se a fenda for inativa há que avaliar a amplitude da fenda para definir o tipo de material e técnica a aplicar.
4.2. Reparação de zonas com descasque e fragmentação
Para zonas com descasque superficial, logo pouco importantes, devem ser realizados uma serie de procedimentos em série, como:
Para estruturas de betão com descasque muito pronunciado, e com o betão muito degradado e fragmentado, existem também uma serie de procedimentos a realizar, a saber:
a) O betão danificado deve ser completamente retirado e eliminado, sobretudo em elementos estruturais críticos, como pilares ou vigas, expondo as armaduras
b) Varões de armadura que tenham sofrido deformações permanentes significativas ou que estejam danificados devem ser substituídos
c) Os varões de armadura à vista mesmo que ainda em condições devem ser protegidos contra agressão ambiental
d) A reparação deve ser realizada com betão (aplicado manualmente, de agregados, pré-colocados ou projetado), e eventualmente, incluir aditivos como polímeros, resinas, fibra de aço ou fibra de vidro.
4.3. Reparação de desagregações
Este tipo de deficiência, nas estruturas de betão ocorre, geralmente, devido a ataque químico em particular, devido à ação dos ácidos, sulfatos e álcalis, da ação do fogo ou de ciclos gelo/degelo.
São os defeitos patológicos de mais difícil cura e em muitas situações, quando o ataque está numa fase muito adiantada de deterioração, podem não existir uma solução viável, obrigando, consequentemente, à demolição do elemento ou da estrutura deteriorados.
Quando a reparação ainda é viável, as técnicas a aplicar implicam:
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