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Reunião Pública Ordinária dia 24 de junho, às 16h30. Assista aqui em direto
Sessão da Assembleia Municipal dia 26 de junho, às 19h00. Assista aqui em direto
Maio de 2025
Abril de 2026
952 657,91 € (IVA incluído)
Empreitada.
Obra adjudicada a COLICAPELA 2 – Construções, Lda.
Responde às necessidades crescentes da comunidade, disponibilizando um espaço cultural versátil e moderno, passível de enquadrar uma variedade de eventos culturais, como apresentações musicais, teatrais, conferências, projeções de filmes e outros, tendo em vista o enriquecimento do panorama cultural e artístico da região em particular e do Município em geral.
Execução da edificação de um auditório na freguesia de Azeitão.
O terreno tem uma morfologia plana e confina a norte com a Rua de São Gonçalo, a sul com um loteamento habitacional em construção, a oeste com as traseiras de áreas comerciais da EN10 e a este com uma área habitacional já construída.
CARACTERIZAÇÃO DA OPERAÇÃO URBANÍSTICA
A área de intervenção encontra-se abrangida pelo Plano Diretor Municipal de Setúbal. Trata-se de uma construção nova, constituindo, por isso, uma “Obra de Edificação”, tendo-se desenvolvido o respetivo licenciamento.
ENQUADRAMENTO NOS PLANOS TERRITORIAIS APLICÁVEIS
A área da intervenção encontra-se abrangida pelo Plano Diretor Municipal de Setúbal (PDM94).
A área em questão está classificada como “Espaço de Equipamento e Serviços Públicos (Proposto)”, tendo sido respeitados todos os parâmetros urbanísticos previstos para esta classe de espaço.
INTEGRAÇÃO URBANA E PAISAGÍSTICA DA OPERAÇÃO | RELACIONAMENTO FUNCIONAL COM A ENVOLVENTE
A área de intervenção, um terreno com morfologia plana, está circundada por áreas habitacionais, funcionando atualmente como zona de estacionamento não formal.
Esta intervenção é complementada por um projeto de arranjos exteriores, também a cargo da Câmara Municipal de Setúbal, que introduz uma faixa de pavé em redor de todo o edifício, uma praça de dimensões consideráveis junto da entrada de público e uma bolsa de estacionamento nas traseiras. O edifício é implantado sensivelmente de nível com o terreno circundante, abrindo-o livremente para a área em seu redor, garantindo de forma simples a acessibilidade a pessoas – tanto funcionários e artistas, como utentes – e a cargas e descargas, salvaguardando ainda as necessidades de pessoas de mobilidade reduzida.
Com o intuito de harmonizar a solução desenvolvida com a zona maioritariamente habitacional onde se insere, apostou-se em volumes simples e claros, procurando criar-se uma coerência de linguagem arquitetónica que se transpõe para os materiais usados e as suas cores, como é possível verificar nas imagens tridimensionais em anexo. Ainda assim, marcou-se a entrada principal do edifício com a introdução de um elemento dissonante em forro de madeira, que cria uma antecâmara exterior coberta para o público – como pretendido pelo Programa Preliminar do Concurso.
Considera-se que, globalmente, as soluções encontradas permitem que a edificação proposta, com uma imagem forte e marcante que é um reflexo da sua identidade, se estabeleça como um ponto de interesse preponderante na sua envolvente, contribuindo para a valorização de toda a área circundante.
PROGRAMA DE UTILIZAÇÃO DA EDIFICAÇÃO
Para o desenvolvimento da solução foi tomado como ponto de partida a necessidade de separação das circulações entre os diferentes tipos de utilizadores do edifício, nomeadamente o público e os artistas, equipas técnicas e funcionários, respondendo às necessidades apontadas no Programa Preliminar do concurso.
Desta forma, criaram-se duas entradas distintas, localizadas em fachadas opostas do edifício, com acesso perpendicular à Rua de São Gonçalo através de duas faixas de pavé.
Ao nos dirigirmos à entrada principal do público, localizada na fachada este, encontramos inicialmente uma área exterior coberta, que nos dá acesso ao interior do edifício, onde somos recebidos num foyer de dimensões generosas e com entrada de luz zenital, no qual se encontra o balcão/bilheteira, apoiado pelo bengaleiro e uma área de backoffice, e um corredor de acesso às instalações sanitárias do público, com separação por sexo. É ainda a partir deste espaço que é feita a entrada principal no auditório/sala multiusos, através de um vão com as medidas estipuladas pelo Programa Preliminar. Esta sala, de configuração simples, com 400m2 de área, um pé-direito livre de 6.1m e capacidade para 250 a 300 pessoas, assume-se como o “coração” desta intervenção, tendo-se respeitado todas as indicações do Programa Funcional, nomeadamente o que diz respeito às características técnicas do gradil, estruturas de suporte e palco. Tanto no foyer, como na sala multiusos, apostou-se numa imagem arquitetónica marcante, com paredes, pisos e tetos escuros, facilitando o funcionamento destes espaços de acordo com a vocação artística preponderante deste edifício, e focando a atenção do público para o que verdadeiramente importa: os espetáculos.
Por outro lado, na fachada sul do edifício, encontramos a entrada de serviço, destinada aos artistas e pessoal técnico, através da qual acedemos uma pequena copa, a uma área de acesso à sala/preparação de artistas, com ligação à oficina, e a um corredor, que desemboca na entrada principal, como estipulado pelo Programa Preliminar. Este corredor interliga os diversos espaços de cariz mais técnico, nomeadamente três camarins com instalações sanitárias F/M, um camarim de uso generalista, duas instalações sanitárias com duche, o gabinete técnico, a área de arrumos e o polo técnico. Foram previstas entradas de luz zenital nos espaços onde se espera permanência de pessoas. Ainda na fachada sul encontra-se o cais de cargas e descargas, com ligação à entrada de serviço e com acesso direto à sala multiusos, possibilitando o acesso automóvel ao interior deste espaço.
Desta forma, considera-se que a solução atende às necessidades de espaço e funcionamento geral apontadas pelo Programa Preliminar, assegurando que, com este edifício, se responderá às necessidades crescentes da comunidade, disponibilizando um espaço cultural versátil e moderno, passível de enquadrar uma variedade de eventos culturais, artísticos e sociais.
Toda a área útil de público, assim como o corredor de circulação de artistas, e a copa, é acessível e de franca mobilidade, segundo os termos definidos no Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de agosto.
Os materiais de revestimento a empregar internamente serão os seguintes:
Pavimentos
Paredes
Tetos
| QUADRO SINÓTICO | |
| Área total de implantação | 759.96 m² |
| Área total de construção | 759.96 m² |
| N.º de pisos acima do solo | 1 |
| N.º de pisos abaixo do solo | 0 |
| Altura da edificação | 9.50 m |
| Cota de Soleira | 66.32 m |
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