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Centro Municipal de Operações de Socorro

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais de Setúbal, ativo e em permanência durante todo o ano, tem operacionalidade reforçada desde 1 de junho, com o aproximar da época mais crítica no que respeita a fogos.


Este reforço operacional, feito em função da probabilidade de ocorrência de incêndios, advém da ativação, desde esta segunda-feira, do nível III do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais e do estado de alerta do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro.

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais em funcionamento no concelho é composto por recursos técnicos e humanos da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal e da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Setúbal, materializado num efetivo diário com 30 operacionais e 12 viaturas.

No caso dos Sapadores, tem um efetivo permanente diário composto por 18 operacionais e seis viaturas, incluindo três para combate a incêndios, e neste período mais crítico no que respeita a fogos é reforçado, em caso de necessidade, com mais uma equipa de quatro/cinco elementos.

As necessidades de resposta neste período traduzem-se, igualmente, no reforço de meios no terreno. “Temos, em função das condições meteorológicas, uma equipa pré-posicionada no EcoParque do Outão, para uma primeira intervenção no Parque Natural da Arrábida”, indica o comandante da Companhia de Bombeiros Sapadores de Setúbal, Paulo Lamego.

A escolha do EcoParque do Outão para este pré-posicionamento é explicada pela localização estratégica. “Permite, de forma célere e eficaz, um acesso fácil a qualquer local da serra, facilitando a esta equipa uma primeira intervenção no terreno”, afirma o comandante da CBSS.

Além da prontidão para dar resposta a qualquer situação de emergência e socorro, esta equipa realiza aquilo que Paulo Lamego designa de pré-posicionamento dinâmico. “Fazem saídas regulares, de âmbito de vigilância, e também para verificar se os acessos rodoviários estão desimpedidos.”

Já a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Setúbal, além do efetivo operacional em permanência no quartel, contribuiu para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais com uma equipa de cinco elementos, posicionada no destacamento de Azeitão.

Em território azeitonense, o posicionamento de guarnição de cinco bombeiros voluntários, apoiada por uma viatura florestal de combate a incêndios, resulta “numa resposta mais eficaz a qualquer ocorrência na Arrábida”, avança o comandante dos Voluntários, José Lourenço.

De acordo com dados provisórios do Sistema de Gestão de Informação de Incêndios Rurais, entre 1 de janeiro e 4 de junho de 2020, foi registado no distrito de Setúbal um total de 53 incêndios rurais, que resultaram em 12 hectares de área ardida.

No que respeita ao concelho de Setúbal, foi registado apenas um fogo.

O ano de 2020 apresenta, até à data, o valor mais reduzido em número de ocorrências e o quarto valor mais reduzido de área ardida desde 2010.

Comparando os valores do presente ano com o histórico dos dez anos anteriores, assinala-se que se registaram menos 65 por cento de incêndios rurais e menos 81 por cento de área ardida relativamente à média anual do período entre 1 de janeiro e 4 de junho.

 

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