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Heráldica

Brasão da cidade

Em uso desde 1922, o escudo é repartido de azul e ouro e a coroa mural é em prata e com cinco torres.

Sobre o campo azul, espelha-se um castelo de prata, encimado por duas cruzes (a púrpura) da Ordem de Sant’Iago, em campo de ouro. Entre as cruzes, também em púrpura, uma vieira.

O castelo está sobre ondas aguadas de verde e prata onde vogam duas barcas afrontadas, de mastração singular e velame amarrado, ladeando a porta do castelo.

Deslocando-se sobre o mar ondeado, três peixes de prata afrontados. O peixe figurado ao centro do ondeado, move-se da esquerda para a direita heráldica.

Listel branco com a legenda “Cidade de Setúbal”, a negro.

Todos os elementos composicionais descritos estão limitados a negro.

Tanto as cruzes como a vieira evocam imediatamente um elemento comummente associado aos peregrinos que tradicionalmente se deslocavam a Sant’Iago de Compostela. São, também, evidentes as referências à forte presença na região da Ordem Militar de Sant’Iago de Espada que, desde a sua sede em Palmela, administrava as vastas áreas limítrofes.

Os peixes e as barcas aludem à atividade económica mais importante durante séculos em Setúbal, a atividade pesqueira, à qual mais tarde, se associou a indústria de conserva, que produzia um dos principais produtos de exportação. Estas atividades foram impulsionadas pelo porto de Setúbal que desde o século XVI até aos nossos dias, ocupou um lugar de relevo nacional.

Hino do Município de Setúbal

“Setúbal é nossa, é de todos nós”

“Setúbal é nossa e de todos nós”, o novo Hino do Município de Setúbal, foi apresentado a 10 de setembro de 2017, no Fórum Municipal Luísa Todi.

A composição, da autoria de Artur Jordão e Bruno Frazão, foi encontrada através de concurso público, realizado em 2016 e ao qual foram apresentados um total de seis trabalhos.

O atual hino substitui a obra de 1898, composta originalmente por Joaquim José Sant’Ana, representativo, até 1926, do concelho de Setúbal, o qual incluía, nesse período, o território de Palmela.

“Setúbal é nossa e de todos nós” está editado em CD, num trabalho discográfico dirigido pelo maestro Jorge Salgueiro, com quatro faixas e que inclui versões integral e reduzida do hino, assim como essas variantes apenas em instrumental.

O CD editado pela Câmara Municipal de Setúbal conta com as participações do Coro Setúbal Voz, bem como dos tenores Marco Santos, João Mendonza e sopranos Maria Cordeiro e Susana Jordão.

O trabalho discográfico, com um custo de cinco euros, está disponível para venda em espaços municipais como a Casa da Cultura, a Loja Coisas de Setúbal (localizada nos Paços do Concelho) e a Casa da Baía.

Orquestra

Flauta Rita Malão
Oboé Susete Afonso
Clarinetes João Paulo Quítalo e Sérgio Jerónimo
Saxofones João Pedro Silva, Miguel Polido e Pedro Rego
Trompetes Ângelo Borges, Mário Carolino e Pedro Almeida
Trompas Miguel Oliveira, Orlando Caldeira e Vanessa Couto
Trombones Nuno Carreira, João Gomes e João Pinto
Violoncelo Samuel Santos
Baixo elétrico Paulo Neves
Percussão Pedro Carvalho, Pedro Martins, João Santos e Tomás Lázaro
Direção Jorge Salgueiro

Coro Setúbal Voz

Coralistas
Sopranos Ana Arruda, Ana Sofia Gomes, Eduarda Azinheira ,Filomena Murtinheira, Isabel Costa, Maria do Carmo Nunes, Maria João Viegas, Odete Lula, Regina Dinis, Salomé Cunha
Contraltos Alzira Santiago, Ana Paula Nunes, Antónia Godinho, Celeste Gomes, Cláudia Martinheira, Maria do Carmo Barbosa, Manuela Palma Rodrigues
Tenores David Martins, João Rato, Orlando Valadas, Paulo Nunes, Ricardo Paiva
Baixos e Barítonos Adalberto Petinga, Eduardo Pereira, Francisco Canteiro, João Oliveira, Luís Torres, Mário Canteiro, Mário Neves, Osvaldo Picoito
Direção Gisela Sequeira

Solistas João Mendonza, Marcos Santos, Maria Cordeiro e Susana Jordão

Gravação Fórum Municipal Luísa Todi, 10 de setembro 2017
Captação, edição e masterização de som José Fortes

“Setúbal é nossa, é de todos nós”

Um rio a cintilar até ao mar,
Gaivotas a voar e a esvoaçar,
A serra verdejante a respirar,
Um poeta sonhador a navegar
Na lírica voz que te vai cantar.

Caravelas, galeões a valsear,
Num rio de sul ao norte a beijar,
Uma cidade ansiosa de acordar,
De um sonho que conseguiu realizar
E hoje é terra amada de amar.

Refrão

A mais bela baía
Que parece poesia,
Num rio que beija a serra.
São golfinhos a saltar
Que parecem querer beijar
Setúbal a nossa terra.
Ergue bem alto o teu estandarte,
Nas muralhas de um baluarte,
Gritemos em viva voz:
Setúbal ergueu-se de novo,
Corre nas veias do povo,
Setúbal é nossa, é de todos nós.

Salinas, salineiros, tanto sal,
Foi rei, realeza, foi real,
Pescadores e varinas de avental,
A sardinha, a melhor de Portugal
E um moscatel que é nosso e mundial.

Laranjeiras, laranjas, laranjais
Em barquinhas que adoçam outros cais,
Embalados com os sons conventuais,
D’Agostinho, franciscanos rituais
E d’Azeitão tortas fenomenais.

Letra Bruno Frazão / Música Artur Jordão