As Obras Financiadas dizem respeito a um conjunto de intervenções municipais executadas ao abrigo de candidaturas a programas de financiamento.
A Câmara Municipal de Setúbal, através do Departamento de Obras Municipais, no seu conjunto de valências e no exercer das suas funções, procura nestes programas de acesso a Fundos Comunitários financiamento com vista à execução de obras públicas e aquisição de bens ou serviços necessários ao funcionamento, bem-estar e segurança da autarquia e dos seus munícipes.

No separador seguinte é apresentado o conjunto de obras com financiamento comunitário ou extraconcelhio atualmente em curso. A página é atualizada periodicamente.

No mapa interativo é possível visualizar as intervenções com informação disponível nesta plataforma online.

Em Curso

  • Início
    Janeiro de 2022
  • Conclusão (previsão)
    1.º trimestre de 2023
  • Investimento
    2.299.027,00 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    A presente intervenção que a Câmara Municipal de Setúbal está a concretizar no imóvel Convento de Jesus – “Museu de Setúbal – Recuperação do Convento de Jesus – Alas Norte e Nascente” – inclui finalizar a recuperação do Convento de Jesus com a execução de trabalhos no interior das salas expositivas, localizadas nas alas Norte e Nascente e integra os projetos de Conservação e Restauro, Museografia e de Iluminação Museológica (Luminotecnia), com o objetivo de devolver o imóvel ao público, como Museu de Setúbal. Incluem-se também as especialidades: estruturas, instalações elétricas e instalações mecânicas climatização e ventilação. Apesar da abertura (parcial) do Museu de Setúbal após a primeira fase de obras, num período que decorreu entre 2015 e 2017, na Ala Poente, é importante lembrar que o acervo do Museu de Setúbal está há mais de duas décadas interdito ao público.
  • Vantagens da intervenção
    Esta ação de valorização física e museológica irá permitir projetar a cidade de Setúbal para um patamar superior de competitividade e atração turística. Esta intervenção representa uma muito esperada valorização do património histórico-cultural da cidade de Setúbal, que irá reforçar a atratividade turística através do aumento esperado do número de visitantes a este equipamento cultural.
  • Informações complementares
  • Início
    Fevereiro de 2021
  • Conclusão (previsão)
    4.º trimestre de 2022
  • Investimento
    1 299 985,00 € (acresce IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    INTRODUÇÃO

O Projeto de Reabilitação do Bairro das Manteigadas foi submetido à operação “Eficiência Energética na Habitação Social – Reabilitação do Bairro das Manteigadas”, candidata a financiamento no âmbito do Lisboa 2020, no seguimento do Aviso LISBOA-04-2017-06, relativo ao “DOMÍNIO SUSTENTABILIDADE E EFICIÊNCIA NO USO DE RECURSOS” – “Apoio à Eficiência Energética, à Gestão Inteligente da Energia e à utilização das energias renováveis nas infraestruturas públicas, nomeadamente nos edifícios públicos e no setor da habitação”.

O Município de Setúbal integra no seu território, vários conjuntos habitacionais municipais, sendo proprietária de 1800 habitações.

De entre os vários bairros de propriedade Municipal, o Bairro das Manteigadas foi proposto para a candidatura acima identificada, pelas seguintes razões:

• Está integrado no Programa “Nosso bairro, Nossa Cidade” (Programa Municipal), que há cinco anos desenvolve uma estratégia de organização e participação de moradores, o que dá previsão de sustentabilidade na conservação de obras de reabilitação a efetuar.

• É um bairro em que todas as habitações são municipais, uma vez que ainda não reúne condições para a alienação, tendo as famílias residentes baixo rendimento, proveniente de prestações sociais e baixos salários, que se reflete na renda média do bairro em 17,15 euros, o que traduz o nível de rendimentos da população residente.

• Embora seja um bairro que foi construído no final dos anos 90, apresenta atualmente patologias graves, com impacto nas condições de salubridade, que tem efeitos nas condições de vida dos moradores (saúde, conforto e economia).

• A pobreza energética dos edifícios, justificada na legislação à data da construção e o tipo de construção realizada coloca este bairro numa situação considerada prioritária, para integrar esta candidatura, de modo a implementar as melhorias necessárias e os ganhos energéticos adequados, bem como o cumprimento da obrigação das entidades locadoras, nos termos da Lei n.º 32/2016 de 24 de agosto.

O Bairro das Manteigadas está localizado na área Nascente da cidade de Setúbal, na Freguesia de S. Sebastião, e foi construído entre 1997 e 1998, no âmbito do Programa Especial de Realojamento – “PER” -; está inserido numa das duas parcelas que foram definidas no Loteamento das Manteigadas (realizado em 1995). O Bairro é constituído por dezanove edifícios de habitação, com três pisos e contempla oito tipos de edifícios – tipo A, B, C, D, E, F, G e H – que totalizam 114 fogos. Os edifícios estão agrupados de forma contínua, resultando quatro bandas paralelas entre si. As bandas são constituídas por seis edifícios, cinco, quatro e mais quatro edifícios, no sentido Norte – Sul.

O acentuado desnível que o terreno apresentava inicialmente condicionou a proposta de implantação dos edifícios e determinou a criação de plataformas com cotas diferenciadas. Para garantir melhor acessibilidade, vencer os desníveis e encurtar as distâncias pedonais foram criadas passagens pedonais em túnel, na mesma direção (sentido Norte – Sul), em três edifícios do bairro.

No espaço existente entre os edifícios temos a Nascente, o acesso viário e estacionamento e a Poente, as zonas de estadia com carácter de pequenas “praças”, com algumas estruturas verdes de ensombramento. A principal via de acesso ao bairro é a Avenida Prof. Orlando Ribeiro, que estabelece a ligação viária com as Ruas do Cercal e João Augusto Rosa. O acesso principal a cada lote é o que margina o parqueamento (existem 177 lugares de estacionamento).

Dos oito projetos tipo que foram definidos, apenas três diferem no seu interior – tipos C, D e G -, pois nas restantes tipologias apenas se revelam algumas alterações no desenho dos alçados laterais e principais. O bairro totaliza 114 frações habitacionais, cujas áreas de construção foram definidas pelas “Recomendações Técnicas para Habitação Social”, nas seguintes tipologias: 12 T1, 76 T2 e 26 T3.

No que respeita às cores e materiais dos edifícios, na imagem e identificação urbana deste bairro, a intenção deste projeto (de reabilitação da envolvente exterior) foi a de promover um contraste entre os alçados principais e posteriores, no volume das caixas de escadas, através de diferentes tonalidades. A tonalidade cinza, predominante em todas as bandas de edifícios, estabelece a ligação entre as restantes cores, assim como alguns elementos de serralharias. A intenção foi a de criar uma alternância através do uso da cor entre os edifícios e as ruas, em alguns volumes e elementos dos edifícios.

CANDIDATURA

1-   IDENTIFICAÇÃO DA PRIORIDADE DE INVESTIMENTO NO BAIRRO DAS MANTEIGADAS

Foi uma decisão do Município de Setúbal a Prioridade de Investimento no “Apoio à Eficiência Energética, à Gestão Inteligente da Energia e à utilização das energias renováveis nas infraestruturas públicas, nomeadamente nos edifícios públicos e no setor da habitação” para o Bairro das Manteigadas.

Os apoios serão concentrados em intervenções em edifícios no sector habitacional (edifícios de habitação social), que permitirão aumentar a eficiência energética neste sector, através da implementação de medidas de eficiência energética, com vista à transição para uma economia com baixas emissões de carbono.

A renovação do parque habitacional existente do Município de Setúbal, no plano da eficiência energética é uma prioridade. A melhoria do nível de desempenho energético dos edifícios deste segmento social, que está ocupado por população com rendimentos baixos vai ser decisivo na melhoria das condições de conforto térmico das habitações, pois irá promover uma economia nos consumos, o que trará benefícios para a disponibilidade orçamental destas famílias, assumindo assim um importante significado em termos de eficiência energética. Com o aumento do conforto habitacional será igualmente melhorada a qualidade de vida e o bem-estar destes agregados.

A intervenção prevista no projeto de Reabilitação do Bairro das Manteigadas enquadra-se no acima exposto, pois foi sustentada num projeto de Reabilitação Térmica realizado para as 114 frações habitacionais que existem nos dezanove edifícios do bairro, com vista ao melhoramento da classe energética das frações, após a introdução das medidas de melhoria contempladas no projeto. O projeto de Reabilitação Térmica foi realizado de acordo com o Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH), no sentido de promover a melhoria do respetivo comportamento térmico e a minimização dos riscos de ocorrência de condensações superficiais nos elementos da envolvente.

2-   ENQUADRAMENTO NA TIPOLOGIA DE INVESTIMENTO DA CANDIDATURA

O Projeto de Reabilitação do Bairro das Manteigadas integra as seguintes especialidades: arquitetura (projeto geral), engenharias (projeto de substituição de coberturas, projeto de reabilitação térmica e projeto de instalações elétricas nas áreas comuns dos edifícios); e ainda, após uma apreciação dos edifícios do bairro e da intervenção prevista no âmbito da Segurança Contra Incêndios em Edifícios (SCIE), uma proposta de intervenção, como medida preventiva, que contempla a aquisição de equipamento de Segurança Contra Incêndios, para instalar nos dezanove edifícios do Bairro das Manteigadas.

Foram realizadas as análises energéticas necessárias à realização do investimento, através da Certificação Energética das 114 frações habitacionais do Bairro, que permitiram estruturar os projectos com o princípio de requisitos mínimos de desempenho energético. Os certificados apresentam a classificação energética das frações, cuja classificação foi determinada com base na comparação do desempenho energético dos edifícios nas condições em que estes se encontram, face ao desempenho que os mesmos terão com uma envolvente e sistemas técnicos de referência (com base em valores de referência ou requisitos aplicáveis para o ano assinalado). Os consumos efetivos do edifício/fração podem divergir dos consumos previstos nos certificados, pois dependem da ocupação e padrões de comportamento dos utilizadores.

3-   PROJECTO DE REABILITAÇÃO TÉRMICA

No caso de edifícios existentes, o Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH) aplica-se aquando da intervenção na envolvente ou qualquer intervenção nos sistemas técnicos (art.º 23º, ponto 1 alínea b).

Nos termos do REH, toda a intervenção, independentemente da sua dimensão, na envolvente de um edifício, substituição ou reabilitação de elementos construtivos que façam parte da mesma obedecem aos requisitos relativos aos valores máximos do coeficiente de transmissão térmica superficial dos elementos a intervencionar na envolvente opaca e envidraçada, bem como do factor solar dos vãos envidraçados horizontais e verticais a intervencionar (art.º 28º).

A intervenção prevista neste projeto de reabilitação térmica inclui três medidas: Reabilitação Térmica das Fachadas, Reabilitação Térmica das Coberturas e Reabilitação Térmica dos Vãos Envidraçados.

4-   DESCRITIVO DA CANDIDATURA REALIZADA COM ESTE PROJECTO E SEUS OBJECTIVOS

Caracterização do cenário envolvente antes da implementação da operação:

Com este projeto pretende-se intervir nos 19 blocos do Bairro das Manteigadas, constituídos por 6 fracções cada, totalizando 114 fracções. De acordo com a análise realizada em sede de certificação energética, estima-se que a totalidade das fracções, na situação actual, consuma 707.137 kWh/ano. O consumo de energia apresentado representa uma emissão anual de 214 tonCO2.

Considerando uma amostra de 19 faturas (uma por bloco de frações), o custo médio da energia no último ano foi de 0,48 €/kWh, considerando todos os custos inerentes ao fornecimento de energia. Considerando apenas o custo da energia ativa consumida, e como todos os contratos são de tarifa simples com 1,15 kVA e ao abrigo da tarifa social de eletricidade, o valor da energia ativa consumida é de 0,1135 €/kWh.

As frações a serem alvo de intervenção têm paredes duplas com isolamento paredes exteriores duplas com isolamento no espaço de ar com espessura de 30 cm, correspondendo a um coeficiente global de transmissão de calor de U= 0,57 W/(m2.ºC). Vãos envidraçados com caixilharia metálica e vidro simples, com persianas de réguas plásticas de cor clara em todos os envidraçados exceto num que se situa na cozinha. Nos envidraçados com caixilharia giratória e proteção U= 4,1 W/(m2.ºC), caixilharia giratória sem proteção U= 6,2 W/(m2.ºC), caixilharia de correr U= 4,1 W/(m2.ºC). Fator solar sem proteção de 0,85 e com proteção 100% ativada de 0,07. Não existem sistemas fixos de climatização. Para o sistema de AQS foi considerado um esquentador de gás butano com uma eficiência de 0,71. As frações em causa apresentam inércia térmica forte.

Os blocos dispõem de cobertura inclinada com placas de Fibrocimento com fibras de amianto e laje de betão com uma espessura de 20 cm na esteira horizontal, com isolamento de cortiça, correspondendo a um coeficiente global de transmissão de calor de U= 0,99 W/(m2.ºC).

Caracterização do cenário resultante da não implementação da operação:

Este é um bairro social construído no final da década de 90, com debilidades do ponto de vista térmico e que já apresenta alguns sinais de degradação. O não investimento na reabilitação energética deste bairro resultará no agravamento das condições de vida das populações e, por conseguinte, num agravamento significativo da estrutura social do bairro criando as condições para um processo de degradação acelerado. Este bairro é habitado por uma população carenciada sem capacidade de investimento na sua reabilitação e com fortes carências, que levam a situações já identificadas de pobreza energética. Por outro lado, as fortes restrições orçamentais a que o município de Setúbal está sujeito impedem-no de, por si só, promover a reabilitação energética necessária.

Esta é uma oportunidade única para manter este bairro com condições mínimas de habitabilidade e de fixar uma população capaz de assegurar a estabilidade social e a manutenção.

Refere-se ainda, que esta intervenção irá permitir substituir as chapas de cobertura existentes, em fibrocimento com amianto, que constituem uma ameaça à saúde pública e que necessitam de ser removidas com a maior urgência. O projeto realizado para a substituição das coberturas integra uma das especialidades do Projeto de Reabilitação do Bairro das Manteigadas.

Caracterização do cenário com a implementação da operação:

Com a intervenção proposta será:

–  Reforçado o isolamento térmico das fachadas pela aplicação de uma argamassa seca (Tipo ou equivalente a ISODUR) com 0,04 m de espessura. Esta medida reduz as perdas térmicas bem como o risco de condensações interiores, conduzindo a U=0,47 W/(m2.ºC) segundo quadro II.7 do ITE 50;

–  Substituição da atual cobertura inclinada por uma cobertura em painel do tipo Sandwich de Poliuretano com 4 cm de espessura. Esta medida reduz as perdas térmicas bem como o risco de condensações interiores, conduzindo a U=0,40 W/(m2.ºC) segundo quadro II.81 do ITE 50;

–  Substituição dos vãos envidraçados por outros com caixilharia PVC, com corte térmico e vidro duplo (exterior de 4 mm incolor, de baixa emissividade e interior de 4mm incolor), câmara de 16 mm preenchida com gás árgon, do tipo oscilo-batente, com persianas exteriores de réguas horizontais de cor branca (lamelas em alumínio térmico de 42mm, com poliuretano injetado no interior) com permeabilidade ao ar Classe 2C, conduzindo a U=1,3 W/(m2.oC), segundo quadro III.2 do ITE50;

– Substituição das caixas de estore por outras pré-fabricadas em poliestireno expandido de alta densidade, revestidas lateralmente com uma base de gesso mineral.

Após a intervenção proposta estima-se um consumo de energia de 547.658,2 kWh/ano a que correspondem emissões de 156,6 tonCO2 (ver tabela anexa). Assim as poupanças energéticas anuais serão de 159.479,2 kWh/ano, a que corresponde uma poupança no primeiro ano de exploração de 76.550,03 € (considerando o custo unitário de 0,48 €/kWh). Considerando que os custos contratuais de fornecimento de energia permanecem inalterados e a redução do consumo de energia apenas tem impacto no custo da energia ativa fornecida (0,1135 €/kWh), então a redução no primeiro ano de exploração é de 18.100,89 €. A redução de consumo global da intervenção é de 23%.

Das 114 frações intervencionadas, uma (1) fica com classe energética “B -“, cem (100) ficam com classe energética “C”, e três (3) ficam com classe energética “D”.

Demonstração da eficiência do investimento face aos objetivos da operação:

Para esta operação, com um investimento total elegível que ronda os 700.000,00 € serão evitados o consumo de 1,4 tep/ano. Como o período para análise financeira do projeto é de 25 anos, então o custo por tep evitado com a operação é cerca de 20.184,80 €/tep. Serão evitadas com esta operação emissões de 57,4 tonCO2/ano,; sendo o custo por tonCO2 total evitado com a operação de 487,70 €/tonCO2.

5-   INDICADORES DE REALIZAÇÃO E RESULTADO DA OPERAÇÃO

Todas as frações intervencionadas irão ter a sua performance energética melhorada, particularmente no que diz respeito à redução das necessidades de aquecimento. Tendo em consideração as caraterísticas socioeconómicas dos residentes, não é expectável que estejam generalizados os sistemas de arrefecimento (tipo ar condicionado), mas sim os sistemas de aquecimento; assim, a redução das necessidades de aquecimento que se verifica em todas as frações terá um impacto direto no consumo energético dos agregados familiares.

  • Vantagens da intervenção
    Foi uma decisão do Município de Setúbal a Prioridade de Investimento no “Apoio à Eficiência Energética, à Gestão Inteligente da Energia e à utilização das energias renováveis nas infraestruturas públicas, nomeadamente nos edifícios públicos e no setor da habitação” para o Bairro das Manteigadas, que está integrado no Programa “Nosso bairro, Nossa Cidade” (Programa Municipal), que há anos vem desenvolvendo uma estratégia de organização e participação de moradores, o que dá previsão de sustentabilidade na conservação de obras de reabilitação a efetuar.
    Os apoios serão concentrados em intervenções em edifícios no sector habitacional (edifícios de habitação social), que permitirão aumentar a eficiência energética neste sector, através da implementação de medidas de eficiência energética, com vista à transição para uma economia com baixas emissões de carbono.
    A renovação do parque habitacional existente do Município de Setúbal, no plano da eficiência energética é uma prioridade. A melhoria do nível de desempenho energético dos edifícios deste segmento social, que está ocupado por população com rendimentos baixos vai ser decisivo na melhoria das condições de conforto térmico das habitações, pois irá promover uma economia nos consumos, o que trará benefícios para a disponibilidade orçamental destas famílias, assumindo assim um importante significado em termos de eficiência energética. Com o aumento do conforto habitacional será igualmente melhorada a qualidade de vida e o bem-estar destes agregados.
    A intervenção prevista no projeto de Reabilitação do Bairro das Manteigadas enquadra-se no acima exposto, pois foi sustentada num projeto de Reabilitação Térmica realizado para as 114 frações habitacionais que existem nos dezanove edifícios do bairro, com vista ao melhoramento da classe energética das frações, após a introdução das medidas de melhoria contempladas no projeto. O projeto de Reabilitação Térmica foi realizado de acordo com o Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios de Habitação (REH), no sentido de promover a melhoria do respetivo comportamento térmico e a minimização dos riscos de ocorrência de condensações superficiais nos elementos da envolvente.
  • Informações complementares
Reabilitação do Bairro das Manteigadas | Planta de implatação
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Reabilitação do Bairro das Manteigadas | Planta de localização
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  • Início
    Agosto de 2021
  • Conclusão (previsão)
    1.º trimestre de 2023
  • Investimento
    2 244 240,85 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Pretende a Câmara Municipal de Setúbal proceder à construção de uma Nova Unidade de Saúde (USF) em Azeitão, a edificar na Rua José Silva Xavier, junto da piscina municipal. Insere-se numa parcela de terreno com cerca de 2.500 m2, integrada na malha urbana, devidamente infraestruturada, de Vila Nogueira de Azeitão, na Junta de Freguesia de Azeitão.Este novo Centro de Saúde baseia-se num programa funcional tipo 5B, com 2 unidades de 11.400 utentes mais URAP (Unidade de Recursos Essenciais Partilhados), seguindo também as Normas em vigor para as USF. Este programa funcional refere uma área bruta de construção de cerca de 1.540,00 m2.O centro vai ser desenvolvido preferencialmente num piso térreo, com duas alas bem definidas e um pátio interior aberto, ficando num piso superior as áreas comuns às duas unidades de saúde.A entrada principal localiza-se junto ao arruamento em frente á piscina municipal e as áreas para estacionamento serão exteriores, na zona tardoz a sul do terreno, do lado da entrada de serviço.A distribuição dos espaços faz-se de forma simétrica e modular, ao longo das duas alas do edifício, com os corredores interiores principais e com uma configuração dos compartimentos retangular, de forma a rentabilizar as áreas úteis disponíveis. Com uma entrada comum, a solução preconizada para a entrada principal, salas de espera, atendimentos e instalações sanitárias é idêntica para as duas unidades e dispostos de forma simétrica em relação ao eixo do edifício.As salas de espera apresentam uma zona para espera de crianças, dispondo de instalações sanitárias de apoio, que inclui instalação sanitária para pessoas com mobilidade condicionada.Toda a compartimentação leva em conta as áreas definidas no programa funcional, implementando as áreas de pessoal da forma comum ás duas unidades de saúde, no piso superior.Os corredores interiores têm 1,80m de largura e são retilíneos, permitindo o cruzamento de utentes em cadeira de roda, facilitando ainda a orientação dos utentes no interior do edifício. As portas dos compartimentos variam entre 0,80m de largura para arrecadações e compartimentos administrativos e de pessoal, 0,90m de largura para gabinetes médicos e de enfermagem e salas de sujos e 1,00m de largura para as salas de tratamentos.Todos os gabinetes e salas de prestação de cuidados de saúde apresentam um lavatório, tendo sido implementado um gabinete de isolamento para observação a doentes infetados. Este gabinete terá uma adufa de entrada e uma instalação sanitária própria.No topo de cada corredor principal, existe uma saída de emergência, que com portas de 1,50m de largura garante 2 unidades de passagem. Estas portas, também podem funcionar como entradas de serviço.
  • Vantagens da intervenção
    Considerando as necessidades crescentes da população da freguesia de Azeitão em matéria de saúde, a C.M.S procura proceder à substituição da infraestrutura de apoio existente, com a criação de condições mais adequadas para promover a melhoria da prestação de cuidados de saúde aos habitantes da freguesia.
  • Informações complementares
    • Início
      Outubro de 2022
    • Conclusão (previsão)
      480 dias
    • Investimento
      4 179 983,98 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
    • Género
      Empreitada
    • Resumo da intervenção
      O forte de São Filipe foi mandado construir pelo rei Filipe I (Filipe II de Espanha), em 1582, com o objetivo de constituir uma fortaleza para defesa da costa que protege Setúbal e a foz do rio Sado. Esta estratégia causou aparentemente polémica pois havia quem considerava que a fortificação pretendia apenas controlar a população. Por não ser consensual a sua importância como posto de defesa, ao longo dos séculos, esta fortaleza não foi objeto de melhoramentos e inovações estratégicas, por oposição ao forte do Outão, esse sim a principal fortaleza defensiva da zona. O seu espaço interior, que originalmente incluía a Casa do Governador e demais edifícios militares, foi substancialmente transformado a partir de 1964, com o objetivo de aí se instalar uma das Pousadas de Portugal. A ocorrência de um violento incêndio em 1868, tinha destruído praticamente todas as estruturas interiores. Segundo os registos militares, até 1755, não se observaram anomalias no forte. Com o sismo de 1755, ocorreram inúmeras fissuras, que, apesar de as suas abóbodas internas terem sofrido danos sem pôr em causa a estabilidade do forte, não impediram a continuação da sua utilização. No entanto, com o passar do tempo, o estado de fissuração da estrutura do forte aumentou muito provavelmente devido à infiltração de águas nos seus terrenos de fundação. Esta infiltração provinha não só das fendas já existentes, mas também de uma cisterna de água posicionada no interior do castelo, com anomalias ao nível do seu fundo. O sismo de 1969 voltou a agravar a situação, tendo ocorrido nessa época um deslizamento de terras na escarpa Sudeste. Em 1970, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) propôs uma campanha de prospeção e um sistema de observação para o local. Contudo, só em 1979, se implementou uma campanha de prospeção (diferente da inicial), realizada pela empresa Sondagens RODIO. Em 1986, foram finalmente executadas as obras de estabilização associadas à estabilidade ocorrida, cujo projeto, elaborado no espaço temporal 1982 e 1983, foi desenvolvido pela empresa GEOPLANO. O projeto consistia na execução de uma parede de betão armado, com 50 centímetros de espessura, ancorada definitivamente (tração instalada em cada ancoragem de aproximadamente 335 kN, comprimento livre de 15 m e bolbo de selagem de 6 m) realizada sensivelmente entre as cotas +90,5 m e +57,5 m. Contudo, no local, foi apenas implementada parte desta solução, em particular, a correspondente à fase designada por prioritária, entre as cotas +90,5 m e +81,0 m. Abaixo dessa cota foi executada uma solução de betão projetado, armado com rede electrosoldada e pregagens. O LNEC participou na fase de obra através da realização dos ensaios prévios e dos ensaios de receção das ancoragens, incluindo instrumentação destes elementos e ainda na colocação de tubos inclinométricos. Esta entidade emitiu ainda um parecer mencionando que a solução executada era aligeirada. Nos anos seguintes e até à presente data, ainda que com alguns interregnos, o LNEC tem vindo a acompanhar a evolução do comportamento da zona de intervenção através do sistema de monitorização existente, procedendo sempre que possível à sua substituição/ incremento do tipo e número de dispositivos. Também realizou ensaios de verificação da tração instalada e ensaios de receção detalhada nas ancoragens definitivas da solução de estabilização da escarpa Sudeste. Estes indicaram que as perdas de tração detetadas nas células não eram reais, constatando que estes dispositivos apresentavam deficiências de funcionamento, tendo-se procedido à sua substituição em finais de 2003. Com base nas observações realizadas no último trimestre de 2011, o LNEC identifica um cenário de elevado risco, salientando a “necessidade de realização de obras de estabilização e a reposição e reforço do sistema de monitorização”. Outro especto referido diz respeito ao estado de fissuração de uma parte do piso do pátio do forte e de algumas das suas paredes/muralhas, assim como a inoperacionalidade dos sistemas de drenagem superficial. No ano de 2014, foram executadas obras de estabilização ao nível das galerias subterrâneas do forte, através da colocação de escoramentos metálicos e fecho das fendas, bem como, impermeabilização dos pátios e selagem das fendas exteriores.1.2 CANDIDATURA A FUNDOS COMUNITÁRIOS E PROTOCOLOS COM O ESTADO PORTUGUÊS
      Em função da realidade anterior, no início de 2016, após a submissão pela Câmara Municipal de Setúbal da candidatura de financiamento da obra, a mesma foi aprovada pelo POSEUR. Paralelamente, foi constituído um grupo de trabalho em parceria com Entidades do Estado, entre a Câmara Municipal de Setúbal, a Direção-Geral do Tesouro (DGTF), a Direção Geral do Património Cultural (DGPC), o LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil e a Empresa Nacional de Turismo, SA (Enatur), com o objetivo de definir estratégias e identificar as intervenções prioritárias, sendo consensual, a extrema urgência de intervir na encosta do Forte de S. Filipe.1.3 INTERVENÇÕES REALIZADAS NA 1ª FASE
      No ano de 2018, deu-se início à primeira fase da empreitada FORTE DE SÃO FILIPE | INTERVENÇÃO DE NATUREZA ESTRUTURAL PARA EVITAR DERROCADAS NA ENCOSTA – 1ª FASE, onde foram implementadas soluções para evitar o risco de derrocadas, de modo a garantir a sua estabilidade e a salvaguardar a segurança de pessoas e bens, e foram também implementadas, um conjunto de medidas de caráter cautelar, relacionadas com a ocupação ou potencial interferência com certas áreas marginais e destinadas à instalação de estaleiros, zonas de manobra, depósito de terras e exploração de pedreira.

      2. TRABALHOS A EXECUTAR NA PRESENTE INTERVENÇÃO
      Em função dos vários condicionamentos existentes na 1ª fase da empreitada, a geometria associada às vigas de betão armado foi revista, assim como o número de ancoragens, microestacas e de drenos sub-horizontais. Face ao estado de degradação do forte, função da geologia do local, dos resultados obtidos ao longo dos anos nos vários dispositivos de instrumentação e observação instalados e dos condicionamentos existentes na zona de intervenção, foi necessário dar continuidade à previsão de soluções que estabilizem a encosta. Assim sendo, de forma a garantir a estabilidade global do local, em particular, da zona da encosta mais próxima do forte, foi proposto que as soluções de estabilização passassem essencialmente pela realização de ancoragens definitivas que por serem elementos ativos que acomodam forças de intensidade considerável, promovem a segurança impedindo que o movimento de instabilidade ocorra.

      2.1 FASEAMENTO CONSTRUTIVO (INFORMAÇÃO RETIRADA DA MEMÓRIA DESCRITIVA)
      A identificação, sequência dos trabalhos (A.I. 1 a A.I. 7) e a delimitação indicativa das áreas de intervenção (A.I.), encontram-se ilustradas no esquema em baixo. O inicio da execução dos trabalhos em cada zona de intervenção deverá seguir o número de ordem indicado (os trabalhos da área de intervenção subsequente só poderão ser iniciados quando os trabalhos da área de intervenção anterior estiverem concluídos). O faseamento a seguir em cada área de intervenção varia em função do elemento construtivo a que esta se refere e deverá ser o descrito nos pontos seguintes.

      GENERALIDADE DA ENCOSTA
      | Transporte e montagem do estaleiro em local apropriado, de modo a dar início à realização dos trabalhos.| Onde necessário, desativação provisória de todos os serviços afetados existentes.| Desmatação da zona de intervenção da encosta até próximo da cota + 75 m. Atualização do levantamento topográfico. Inspeção visual da zona desmatada e também de todas as muralhas e pátios abrangidos pelo perímetro da zona de intervenção.| Execução de um bloco de ensaios de injeção para o melhoramento das características resistentes do maciço, constituído por 2 furos inclinados (diâmetro 200 mm e inclinados 10o com a horizontal) representativos de necessidade de eventual pré-injeção do furo das ancoragens (para ensaio de diferentes composições de argamassa e verificação das respetivas absorções), em local a confirmar no início da obra. Os procedimentos e exigências do ensaio deverão cumprir o estipulado nas Cláusulas Técnicas.| Execução de dois ensaios prévios em ancoragens, para confirmação do comportamento das ancoragens definitivas da obra, em local a confirmar no início da obra. Inclui a realização prévia de um maciço de reação em betão armado, com capacidade resistente adequada e de uma ancoragem especialmente executada para o efeito com características em tudo idênticas às previstas executar na obra. Os procedimentos e exigências de ensaio deverão cumprir o estipulado na NP EN 1537, na EN ISO 22477-5 e nas Cláusulas Técnicas.| Execução de um ensaio de carga, para confirmação do comportamento das microestacas em obra. Inclui a realização prévia de um maciço de reação em betão armado/estrutura metálica e com capacidade resistente adequada e de uma microestaca especialmente executada para o efeito com características em tudo idênticas às previstas executar na obra. Os procedimentos e exigências de ensaio deverão cumprir o estipulado nas normas EN14199 e NP EN1997-1.
      | Instalação e zeragem de todos os dispositivos de instrumentação definidos no âmbito do plano de instrumentação e observação, em particular, inclinómetros, alvos refletores, marcas de nivelamento, piezómetro simples e fissurómetros (existentes ou por executar).
      | Realização das atividades descritas em baixo, tendo em conta o faseamento particular e geral dos trabalhos.
      | Realização das intervenções necessárias no âmbito da implementação das soluções de enquadramento paisagístico.
      | Reposição em funcionamento dos serviços anteriormente afetados.

      VIGA VPA3 (ÁREAS DE INTERVENÇÃO 1 E 4)
      | Onde aplicável, execução de plataformas de trabalho estáveis, de forma a permitir a circulação do equipamento e a execução dos trabalhos. A segurança associada às plataformas de trabalho são da responsabilidade do Construtor, devendo previamente à sua execução ser realizado e apresentado para aprovação, um estudo específico e detalhado das mesmas, função do tipo de equipamento a utilizar.
      | Carotagem das muralhas na zona de implantação das ancoragens (∅250 mm) e dos drenos sub-horizontais (∅100 mm).
      | Execução dos furos verticais e inclinados no caminho de ronda, com profundidade necessária, recorrendo a ∅250 mm para realização das microestacas. A furação será realizada através de processo construtivo adequado (minimizando ao máximo a existência de desvios), se necessário com recurso a entubamento do furo, seguindo-se a introdução no mesmo dos perfis metálicos (por troços solidarizados através de uniões exteriores). Inclui as operações de furação, limpeza do furo, colocação dos perfis metálicos, preenchimento do espaço exterior do tubo com calda de cimento, injeção (após um espaço temporal máximo de 24 horas) com obturador duplo através das válvulas manchete às vezes necessárias, num espaço temporal máximo de 10 horas entre operações, até se atingirem os critérios de paragem estipulados nas Cláusulas Técnicas e preenchimento do interior do tubo com calda, tendo especial atenção aos critérios de paragem. Solidarização da armadura em hélice aos tubos através de soldadura adequada.
      | Realização dos ferrolhos de ligação às muralhas do forte. Inclui as operações de furação, limpeza do furo, colocação e selagem com recurso a resina epóxi.
      | Execução dos elementos de betão armado da viga, deixando os negativos em PVC (com as devidas inclinações definidas no projeto) para as ancoragens, pregagens e drenos. Inclui as operações de montagem das armaduras, colocação da cofragem e betonagem. Sempre que necessário, deverá recorrer-se à colocação de betão simples de preenchimento, no espaço entre a face do betão armado e as muralhas, e ao nível da fundação do elemento de betão armado, entre a face de betão armado e o terreno, de forma a garantir o nivelamento da superfície.
      | Realização da furação para as ancoragens definitivas. Após a conclusão do furo, realização de um ensaio de permeabilidade na zona do bolbo de selagem. Sempre que o fluxo ou as perdas de água na zona do comprimento do bolbo de selagem forem inferiores a 5 l/min sob carga a 0,1 MPa, com medição durante 10 minutos procede-se à execução tradicional da ancoragem. Caso contrário, deverá preencher-se o furo com a composição de argamassa (definida como mais adequada no bloco de ensaios) recorrendo à colocação de um obturador de grande diâmetro na zona de transição bolbo de selagem – comprimento livre que possibilite a realização das operações de injeção.
      | Realização das operações de injeção as vezes necessárias até se atingirem os critérios de paragem definidos nas Cláusulas Técnicas. O espaço temporal entre as operações de injeção não deverá ultrapassar a 10 horas, devendo preferencialmente realizar-se a cada 6 horas.
      | Colocação do corpo da ancoragem no furo, recorrendo a reperfuração sempre que o furo tenha sido previamente preenchido com argamassa, preenchimento do espaço exterior ao corrugado exterior com calda de cimento e injeção, com sistema apropriado – multiválvulas (esta última operação após a calda exterior ter ganho presa – no máximo até 24 horas posteriores à operação de preenchimento).
      | Execução dos drenos sub-horizontais. Inclui as operações de furação com diâmetro máximo de 100 mm, realizada através de procedimento executivo apropriado, se necessário recorrendo a entubamento do furo, limpeza do furo e colocação do corpo do dreno no seu interior.
      | Execução das pregagens da viga, com as inclinações definidas no projeto, quer em planta quer em perfil transversal. Inclui as operações de furação, através de processo construtivo adequado (que minimize ao máximo a existência de desvios), com ∅120 mm (se necessário, recorrendo a entubamento do furo), limpeza do furo, colocação do varão da pregagem no furo e preenchimento do furo com calda de cimento.
      | Onde aplicável, execução dos ferrolhos de ligação ao plinto da cabeça das ancoragens. Inclui as operações de furação, limpeza do furo, colocação e selagem com recurso a resina epóxi.
      | Onde aplicável, execução dos plintos associados à zona da cabeça das ancoragens (em microbetão).
      | Instalação e zeragem dos dispositivos de instrumentação definidos no âmbito do plano de instrumentação e observação, em particular, das células de carga e dos alvos de precisão posicionados nos elementos de betão armado.
      | Realização dos ensaios de adequabilidade, nas ancoragens instrumentadas com célula de carga, e de ensaios de receção simplificados, nas restantes ancoragens.
      | Após a realização de todos os trabalhos de furação, colocação e selagem dos drenos, pregagens e ancoragens desta viga (incluindo a execução de ensaios de receção e adequabilidade), dar-se-á início às operações de blocagem das ancoragens deste troço de viga (previamente, deverá proceder-se ao selo da trompete com composto de proteção contra a corrosão). Colocação da cabeça de proteção das ancoragens, fixação adequada da mesma no plinto (quando existente) ou à parede de betão e preenchimento do seu interior com composto de proteção contra a corrosão, através de um tubo de injeção posicionado na parte inferior da cabeça e recorrendo a um tubo purga que permita perceber quando a campânula se encontra preenchida.

      VIGA VPA1 (ÁREAS DE INTERVENÇÃO 2 E 5)
      | Onde aplicável, execução de plataformas de trabalho estáveis, de forma a permitir a circulação do equipamento e a execução dos trabalhos. A segurança associada às plataformas de trabalho são da responsabilidade do Construtor, devendo previamente à sua execução ser realizado e apresentado para aprovação, um estudo específico e detalhado das mesmas, função do tipo de equipamento a utilizar.
      | Execução dos furos verticais e inclinados, com a profundidade necessária, recorrendo a ∅250 mm para realização das estacas de pequeno diâmetro. A furação será realizada através de processo construtivo adequado (minimizando ao máximo a existência de desvios), se necessário com recurso a entubamento do furo, seguindo-se a introdução no mesmo dos perfis metálicos (por troços de 12 m, solidarizados através de soldadura com resistência mínima equivalente à dos perfis). Inclui as operações de furação, limpeza do furo, colocação dos perfis metálicos, preenchimento do furo com calda de cimento a partir da base do furo até à superfície, recorrendo a dois tubos específicos para o efeito posicionados de forma diametralmente oposta. Solidarização de chapas perpendiculares à alma dos perfis através de soldadura adequada.
      | Execução dos elementos de betão armado da viga, deixando os negativos em PVC (com as devidas inclinações definidas no projeto) para as ancoragens. Inclui as operações de montagem das armaduras, colocação da cofragem e betonagem. Sempre que necessário, deverá recorrer-se à colocação de betão simples entre a viga e o terreno natural, no tardoz da mesma e ao nível da sua fundação.
      | Realização da furação para as ancoragens definitivas. Após a conclusão do furo, realização de um ensaio de permeabilidade na zona do bolbo de selagem. Sempre que o fluxo ou as perdas de água na zona do comprimento do bolbo de selagem forem inferiores a 5 l/min sob carga a 0,1 MPa, com medição durante 10 minutos procede-se à execução tradicional da ancoragem. Caso contrário, deverá preencher-se o furo com a composição de argamassa (definida como mais adequada no bloco de ensaios) recorrendo à colocação de um obturador de grande diâmetro na zona de transição bolbo de selagem – comprimento livre que possibilite a realização das operações de injeção.
      | Realização das operações de injeção as vezes necessárias até se atingirem os critérios de paragem definidos nas Cláusulas Técnicas. O espaço temporal entre as operações de injeção não deverá ultrapassar a 10 horas, devendo preferencialmente realizar-se a cada 6 horas.
      | Colocação do corpo da ancoragem no furo, recorrendo a reperfuração sempre que o furo tenha sido previamente preenchido com argamassa, preenchimento do espaço exterior ao corrugado exterior com calda de cimento e injeção, com sistema apropriado – multiválvulas (esta última operação após a calda exterior ter ganho presa – no máximo até 24 horas posteriores à operação de preenchimento).
      | Onde aplicável, após o betão ter ganho presa, execução dos ferrolhos de ligação ao plinto da cabeça das ancoragens. Inclui as operações de furação, limpeza do furo, colocação e selagem com recurso a resina epóxi.
      | Execução dos plintos associados à zona da cabeça das ancoragens (em microbetão).
      | Instalação e zeragem dos dispositivos de instrumentação definidos no âmbito do plano de instrumentação e observação, em particular, das células de carga e dos alvos de precisão posicionados nos elementos de betão armado.
      | Realização dos ensaios de adequabilidade nas ancoragens instrumentadas com célula de carga, e de ensaios de receção simplificados, nas restantes ancoragens.
      | Após a realização de todos os trabalhos de furação, colocação e selagem das ancoragens desta viga (incluindo a execução de ensaios de receção e adequabilidade), dar-se-á início às operações de blocagem das ancoragens desta viga (previamente, deverá proceder-se ao selo da trompete com composto de proteção contra a corrosão).
      | Colocação da cabeça de proteção das ancoragens, fixação adequada da mesma no plinto (quando existente) e preenchimento do seu interior com composto de proteção contra a corrosão, através de um tubo de injeção posicionado na parte inferior da cabeça e recorrendo a um tubo purga que permita perceber quando a campânula se encontra preenchida.

      VIGA VPA2 E PAR1 (ÁREAS DE INTERVENÇÃO 3 E 6)
      | Onde aplicável, execução de plataformas de trabalho estáveis, de forma a permitir a circulação do equipamento e a execução dos trabalhos. A segurança associada às plataformas de trabalho são da responsabilidade do Construtor, devendo previamente à sua execução ser realizado e apresentado para aprovação, um estudo específico e detalhado das mesmas, função do tipo de equipamento a utilizar.
      | Carotagem das muralhas na zona de implantação das ancoragens (∅250 mm) e dos drenos sub-horizontais (∅100 mm).
      | Execução dos furos verticais e inclinados no caminho de ronda, com profundidade necessária, recorrendo a ∅250 mm para realização das microestacas e estacas de pequeno diâmetro. A furação será realizada através de processo construtivo adequado (minimizando ao máximo a existência de desvios), se necessário com recurso a entubamento do furo, seguindo-se a introdução no mesmo dos perfis metálicos (por troços solidarizados através de uniões exteriores no caso das microestacas e por troços de 12 m, solidarizados através de soldadura com resistência adequada no caso das estacas de pequeno diâmetro). Inclui as operações de furação, limpeza do furo e colocação dos perfis metálicos. No caso das microestacas deverá realizar-se o preenchimento do espaço exterior do tubo com calda de cimento e a injeção (após um espaço temporal máximo de 24 horas) com obturador duplo através das válvulas manchete às vezes necessárias, num espaço temporal máximo de 10 horas entre operações, até se atingirem os critérios de paragem estipulados nas Cláusulas Técnicas e preenchimento do interior do tubo com calda, tendo especial atenção aos critérios de paragem. Posteriormente deverá proceder-se à solidarização da armadura em hélice aos tubos através de soldadura adequada. No caso das estacas de pequeno diâmetro o preenchimento do furo com calda de cimento deverá ser realizado a partir da base do furoaté à superfície, recorrendo a dois tubos específicos para o efeito, posicionados de forma diametralmente oposta. Solidarização de chapas perpendiculares à alma dos perfis através de soldadura adequada.
      | Execução dos elementos de betão armado da viga, deixando os negativos em PVC (com as devidas inclinações definidas no projeto) para as ancoragens e drenos. Inclui as operações de montagem das armaduras, colocação da cofragem e betonagem. Sempre que necessário, deverá recorrer-se à colocação de betão simples de preenchimento, no espaço entre a face do betão armado e as muralhas e ao nível da fundação do elemento de betão armado, de forma a garantir o nivelamento da superfície.
      | Realização da furação para as ancoragens definitivas. Após a conclusão do furo, realização de um ensaio de permeabilidade na zona do bolbo de selagem. Sempre que o fluxo ou as perdas de água na zona do comprimento do bolbo de selagem forem inferiores a 5 l/min sob carga a 0,1 MPa, com medição durante 10 minutos procede-se à execução tradicional da ancoragem. Caso contrário, deverá preencher-se o furo com a composição de argamassa (definida como mais adequada no bloco de ensaios) recorrendo à colocação de um obturador de grande diâmetro na zona de transição bolbo de selagem – comprimento livre que possibilite a realização das operações de injeção.
      | Realização das operações de injeção as vezes necessárias até se atingirem os critérios de paragem definidos nas Cláusulas Técnicas. O espaço temporal entre as operações de injeção não deverá ultrapassar a 10 horas, devendo preferencialmente realizar-se a cada 6 horas.
      | Colocação do corpo da ancoragem no furo, recorrendo a reperfuração sempre que o furo tenha sido previamente preenchido com argamassa, preenchimento do espaço exterior ao corrugado exterior com calda de cimento e injeção, com sistema apropriado – multiválvulas (esta última operação após a calda exterior ter ganho presa – no máximo até 24 horas posteriores à operação de preenchimento).
      | Realização dos ferrolhos de ligação às muralhas do forte. Inclui as operações de furação, limpeza do furo, colocação e selagem com recurso a resina epóxi.
      | Execução dos drenos sub-horizontais. Inclui as operações de furação com diâmetro de 100 mm, realizada através de procedimento executivo apropriado, se necessário recorrendo a entubamento do furo, limpeza do furo e colocação do corpo do dreno no seu interior.
      | Após o betão ter ganho presa, execução dos ferrolhos de ligação ao plinto da cabeça das ancoragens. Inclui as operações de furação, limpeza do furo, colocação e selagem com recurso a resina epóxi.
      | Execução dos plintos associados à zona da cabeça das ancoragens (em microbetão).
      | Instalação e zeragem dos dispositivos de instrumentação definidos no âmbito do plano de instrumentação e observação, em particular, das células de carga e dos alvos de precisão posicionados nos elementos de betão armado.
      | Realização dos ensaios de adequabilidade detalhados, nas ancoragens instrumentadas com célula de carga, e de ensaios de receção simplificados, nas restantes ancoragens.
      | Após a realização de todos os trabalhos de furação, colocação e selagem dos drenos e ancoragens desta viga e parede (PAR1) (incluindo a execução de ensaios de receção e de adequabilidade), dar-se-á início às operações de blocagem das ancoragens destas vigas (previamente deverá proceder-se ao sela da trompete com composto de proteção contra a corrosão). Colocação da cabeça de proteção das ancoragens, fixação adequada da mesma no plinto (quando existente) e preenchimento do seu interior com composto de proteção contra a corrosão, através de um tubo de injeção posicionado na parte inferior da cabeça e recorrendo a um tubo purga que permita perceber quando a campânula se encontra preenchida.

      TRATAMENTO DA ENCOSTA SUDESTE ESTABILIZADA EM 1984 (ÁREA DE INTERVENÇÃO 7)
      | Transporte e montagem do estaleiro em local apropriado, de modo a dar início à realização dos trabalhos.
      | Execução de uma plataforma de trabalho estável de forma a permitir a circulação do equipamento e a execução dos trabalhos.
      | Saneamento do local e limpeza da superfície de betão projetado existente, recorrendo a jatos de água misturados com substância abrasiva (areia ou sílica).
      | Execução dos drenos sub-horizontais. Inclui as operações de furação com diâmetro de 100 mm realizada através de procedimento executivo apropriado, se necessário recorrendo a entubamento do furo, limpeza do furo e colocação do corpo do dreno no seu interior.
      | Onde aplicável, execução de betão projetado reforçado com fibras metálicas (via húmida), numa espessura mínima de 7 cm.
      | Nas zonas anteriores, realização de betão projetado simples (via húmida), numa espessura mínima de 3 cm.
      | Desativação controlada através de um ensaio de verificação de tração (EVT) das ancoragens instrumentadas, remoção das células de carga e colocação de novas células.
      | Realização de um ensaio de adequabilidade, blocagem da ancoragem (à carga definida pelo ensaio EVT), colocação da cabeça de proteção, fixação da mesma de forma adequada e preenchimento do seu interior com composto de proteção contra a corrosão.

      REFORÇO DA ESTRUTURA DO CANEIRO (ÁREA DE INTERVENÇÃO 7)
      | Abertura de um acesso para possibilitar a ventilação e circulação.
      | Limpeza por jato de água do interior do caneiro para remoção de poeiras e detritos.
      | Execução de trabalhos de preenchimento superficial de fendas existentes com argamassa de cal.
      | Instalação de cambotas metálicas no interior do caneiro – seção completa (previamente tratadas com revestimento anti-corrosivo – galvanização a quente), tendo especial atenção para que seja garantido o contacto entre as cambotas e o interior do revestimento do caneiro através do preenchimento do espaço com argamassa de cimento.
      | Execução do enchimento da soleira do caneiro com betão de preenchimento.
      | Onde aplicável, reparação do revestimento anticorrosivo das cambotas metálicas.

      PREENCHIMENTO DE FENDAS DA MURALHA (APÓS EXECUÇÃO DE TODOS OS TRABALHOS EM TODAS AS ÁREAS DE INTERVENÇÃO)
      | Execução de ensaio teste de injeção de calda de preenchimento nas fendas da muralha em local a definir para confirmação da adequação dos trabalhos, da composição do ligante e da malha a adotar para os tubos de injeção. Os procedimentos e exigências do ensaio deverão cumprir o estipulado nas Cláusulas Técnicas.
      | Onde necessário, execução de plataformas de trabalho estáveis que permitam o acesso e a realização dos trabalhos em todas as fendas da muralha.
      | Limpeza da superfície da muralha com jato de água numa faixa com 1 m de largura para cada lado da fenda a intervir.
      | Furação e colocação dos tubos injetores (3 cm/4cm de diâmetro munidos de bocais com 10 mm a 15 mm de diâmetro, espaçados até 100 cm no máximo) para o interior da fenda, com selagem da sua superfície exterior – fenda visível através da aplicação de argamassa de presa rápida.
      | Realização da injeção de calda de preenchimento no interior da fenda a partir dos bocais dos tubos (pressão máxima de 3 atm), por etapas iniciando-se os trabalhos nos tubos inferiores servindo os elementos superiores como purga, tendo especial atenção aos critérios de paragem estipulados nas Cláusulas Técnicas.
      | Após a calda de preenchimento ter ganho a resistência necessária, serão cortados os tubos de injeção, retirada a argamassa de selagem e aplicada a argamassa de fecho superficial das fendas da muralha.

  • Vantagens da intervenção
    Esta intervenção pretende dar continuidade à salvaguarda e valorização de todo o conjunto edificado do imóvel denominado Forte de São Filipe, classificado como Monumento Nacional, implementando soluções de estabilização de forma a garantir a segurança e a estabilidade global do local e da encosta.
  • Informações complementares

Concluídas

  • Início
    Fim, de 2017
  • Conclusão
    Fim de 2019
  • Investimento
    1 783 458,69 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Na reabilitação urbana dos bairros dos Pescadores e Grito do Povo assegurou-se uma boa integração da intervenção proposta na paisagem envolvente, atendendo, simultaneamente, à garantia das boas condições funcionais e de compatibilização com as infraestruturas existentes (nomeadamente, circulação pedonal e automóvel, redes de águas e esgotos). Foram ainda considerados como objetivos fundamentais:
    • A criação de zonas de lazer, pontos de estada formais e informais, circulações e áreas de enquadramento que contribuam a uma maior versatilidade de usos e com condições favoráveis ao conforto humano
    • A implantação de uma estrutura verde adequada às características edafoclimáticas do local e com baixas exigências de manutenção
    • A otimização dos sistemas de gestão e manutenção
    • A estabilização de taludes no loteamento municipal do Bairro Grito do Povo, que consiste na remodelação e definição estrutural de um espaço público devoluto, localizado nas traseiras da banda poente do bairro, e que visa conferir não só as condignas condições de usufruto deste espaço, mas também dotar das mínimas condições de segurança, em particular para os residentes.
  • Vantagens da intervenção
    Dinamização dos bairros dos Pescadores e Grito do Povo, enaltecendo as potencialidades do local, criando espaços agradáveis aos utilizadores.
  • Informações complementares
Requalificação bairros dos Pescadores e Grito do Povo | Planta geral
  • Início
  • Conclusão
    2019
  • Investimento
    621 176.79 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    A obra executada consistiu na construção de um emissário maioritariamente em PPC (polipropileno corrugado) SN16, DN400 e 500, numa extensão aproximada de 1,6 kms, e na construção de um conjunto de ligações ao mesmo, numa extensão total de 375 metros. Tratou-se de uma obra complexa pelas características inerentes à importância dos arruamentos, onde se desenvolve no contexto da malha urbana da cidade, com grande densidade de infraestruturas. Implicou intervenções relativas ao restabelecimento de serviços afetados, designadamente na rede de distribuição de água, resultando na instalação de cerca de 370 metros de condutas de água em PEAD PE 100 PN 10, com DN compreendidos entre 110 e 160 mm. Complementarmente, tendo em conta a área de intervenção do emissário e a necessidade de otimizar e racionalizar intervenções no subsolo, esta obra incluiu a renovação de redes de água e saneamento existentes, localizadas nas zonas onde a análise de diagnóstico efetuada evidenciou a necessidade da sua execução, o que englobou a renovação de cerca de 1110 metros de condutas de água em PEAD PE 100 PN 10, com DN compreendidos entre 75 e 200 mm, e a execução de 170 metros de coletor em PPc SN8 DN 250. A obra dividiu-se em três troços principais:
    • Troço na Estrada dos Ciprestes, que efetuou a ligação ao troço do emissário já
      executado
    • Troço junto da Quinta do Quadrado, que se desenvolveu entre a Rua Mário Cães Esteves e a Rua Dr. António Manuel Gamito
    • Troço nas avenidas Dr. António Rodrigues Manito e 22 de Dezembro, com ligação a jusante no emissário afluente à EEAR do Bonfim, integrada no sistema em “alta”
  • Vantagens da intervenção
    A obra do Emissário Ciprestes-Bonfim, em continuidade ao troço já existente, permitiu o encaminhamento de mais uma fração significativa das águas residuais domésticas produzidas na cidade de Setúbal para a Estação Elevatória de Águas Residuais (EEAR) do Bonfim, integrada no Sistema de Interceção e Tratamento de Setúbal (Sistema em Alta). Tratou-se de uma obra de extrema importância, uma vez que veio possibilitar a ligação do Sistema em Baixa ao Sistema em Alta, promovendo a otimização da capacidade instalada neste último sistema, contribuindo, assim, para a melhoria das infraestruturas de saneamento básico.
  • Informações complementares
Emissário Ciprestes-Bonfim | Planta Geral
Emissário Ciprestes-Bonfim | Planta Geral
  • Início
  • Conclusão
    2018
  • Investimento
    377 966.66 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Os municípios de Palmela, Setúbal e Sesimbra decidiram criar um grupo de trabalho para coordenar e diligenciar a elaboração de um projeto de requalificação do eixo de comunicação intermunicipal na conurbação urbana entre a EN379 e a EN10, articulando diferentes meios de transporte (pedonal, ciclável e rodoviário) devidamente interligados com interfaces de transporte público (autocarro e estações ferroviárias), visando a melhoria das deslocações pendulares. Esta intervenção, designada por “HUB10 – Plataforma Humanizada de Conexão Territorial: Estrada dos Quatro Castelos – Troço Poente – Concelho de Setúbal”, requalificou o troço poente da Estrada dos Quatro Castelos, na área urbana da freguesia de Azeitão, no concelho de Setúbal, na zona de Vila Amélia, e compreende o espaço entre o nó de acesso à A2 (Rua dos Fazendeiros), no limite do concelho (Setúbal/Palmela), e o pontão da Ribeira de Coina, no limite do concelho (Setúbal/Sesimbra), numa extensão de pouco mais do que 900 metros. O troço requalificado liga os municípios de Sesimbra e de Palmela, sendo que a linha divisória entre os concelhos de Setúbal e de Sesimbra é demarcada pelo leito da Ribeira de Coina. O troço de via imediatamente após o pontão da Ribeira de Coina, do lado de Sesimbra (Quinta do Conde), será objeto de um estudo próprio, a desenvolver pelo Burguer King, mas no qual terá de ser seguida a solução de plataforma viária e os mesmos princípios de intervenção urbana aprovados pelos três municípios. A intervenção realizada compreendeu rodovia, passeios, ciclovia e faixa verde e a instalação de redes públicas de drenagem de águas pluviais e de iluminação, além do atendimento dos serviços dos operadores de energia, de telecomunicações e gás.
  • Vantagens da intervenção
    Esta iniciativa dos três concelhos assume uma oportunidade e importância fundamentais para a requalificação urbana deste território a partir da criação de boas condições de segurança na acessibilidade e circulação de peões, bicicletas e viaturas, numa perspetiva de integração da respetiva utilização com os transportes públicos, de mitigação de conflitos num espaço cuidado e harmonioso, em que se pugna por promover a mobilidade ecológica e com baixa emissão de carbono.
  • Informações complementares
  • Início
  • Conclusão
    2018
  • Investimento
    288 489.98 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    O Jardim Multissensorial das Energias, que resulta da requalificação do antigo Jardim das Escarpas de Santos Nicolau, constitui-se como um projeto cientifico-pedagógico ao dispor da população em geral, com características direcionadas para a comunidade escolar e pessoas com deficiência. Visualmente atrativo e energicamente eficiente, estimula os sentidos dos visitantes ao proporcionar contrastes de cor e diferentes aromas, texturas e sons. Em simultâneo, procura ser um espaço de aprendizagem sobre as energias ambientalmente sustentáveis. Além das estações dinâmicas relacionadas com as energias renováveis disponíveis, (Estação Geotérmica; Estação Biomassa; Estação das Energias do Mar; Estação Solar, Estação Hídrica e Estação Eólica), este espaço de lazer e de ensino conta com percursos pedonais renovados, mais mobiliário urbano e um conjunto de equipamentos de apoio para o jardim, como instalações sanitárias e áreas de descanso.
  • Vantagens da intervenção
    Criação de uma área interpretativa subordinada à temática das energias renováveis, um recurso pedagógico e didático, sobretudo para os mais novos e para a comunidade escolar.
  • Informações complementares
  • Início
  • Conclusão
    2019
  • Investimento
    1 869 931.52 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada

Resumo da intervenção
Dando cumprimento às atribuições e competências legais das câmaras municipais na área da Educação, o município de Setúbal, por considerar que esta é uma área prioritária de investimento para o desenvolvimento local, desenvolveu um enorme esforço no sentido de recuperar e apetrechar o parque escolar do 1.º ciclo do ensino básico e do pré-escolar público concelhio, quer através da construção e ampliação de novos equipamentos, quer através de obras de manutenção, adaptação de espaços e apetrechamento dos já existentes. Considerando que as escolas básicas do 1.º ciclo têm uma média de idade de 30 anos e que, maioritariamente, foram construídas num tempo em que se exigia apenas salas de aula e instalações sanitárias, foi necessário executar intervenções ao nível da construção de bibliotecas escolares, cozinhas ou copas, refeitórios e salas de professores, de apoio e polivalentes, assim como o respetivo apetrechamento com mobiliário, equipamentos de cozinha e material didático, lúdico e informático. No âmbito de candidaturas a cofinanciamento comunitário, a Câmara Municipal de Setúbal procedeu à Requalificação do Parque Escolar por fases:

1.ª Fase (concluída em 2017)

  • EB 1 dos Arcos – Substituição da cobertura em fibrocimento com amianto
  • EB 1 do Monte Belo – Substituição da cobertura em fibrocimento com amianto
  • EB 1 da Fonte do Lavra – Remodelação da cozinha
  • EB 1 JI de S. Gabriel – Pinturas interiores

EB 1 dos Pinheirinhos – Remodelação da cozinha

2.ª Fase (concluída em 2019)

  • EB de Brejos do Clérigo – Requalificação do edifício e novo pré-fabricado
  • EB n.º 9 de Casal das Figueiras – Requalificação do edifício
  • EB n.º 3 do Montalvão – Requalificação do edifício, novo pré-fabricado e arranjos exteriores
  • EB n.º 12 das Amoreiras – Requalificação do edifício e arranjos exteriores
  • EB do Viso – Reabilitação e remodelação do edifício
  • EB 1 JI de Montalvão (Laranjeiras) – Requalificação dos edifícios e arranjos exteriores
  • 3.ª Fase (concluída em 2019)
  • EB 1 JI da Azeda – Nova entrada, remodelação da cozinha, substituição da cobertura em fibrocimento com amianto, pinturas interiores e exteriores
  • EB 1 n.º 5 do Peixe Frito – Pinturas interiores e exteriores, colocação de estores exteriores, substituição da cobertura em fibrocimento com amianto e arranjos exteriores
  • EB da Bela Vista – Pinturas interiores e exteriores, colocação de estores exteriores, colocação de painéis fotovoltaicos e termossifão, e arranjos exteriores.
  • EB 1 n.º 2 do Faralhão – Requalificação do edifício
  • Vantagens da intervenção
    Oferecer e proporcionar condições de trabalho e sucesso educativo para todos, contribuindo para o desenvolvimento integral e harmonioso das crianças e da qualidade do ensino no concelho de Setúbal.
  • Informações complementares
  • Início
  • Conclusão
    2017
  • Investimento
    671 784,35 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    As Aldeias da Portela, Piedade e São Pedro, localizadas em Azeitão, tinham como sistema de tratamento de águas residuais domésticas duas fossas séticas públicas (Portela e Piedade) que não cumpriam as exigências regulamentares e cuidados ambientais. Com esta intervenção, cumpriu-se a legislação em vigor. A obra foi executada de acordo com o projeto designado por “Reformulação do sistema de tratamento de águas residuais domésticas das Aldeias da Piedade, Portela e S. Pedro”, adjudicado em tempo pela concessionária Águas do Sado, S.A., que compreendeu o seguinte:
    • Execução de coletores gravíticos
    • Execução de um descarregador de tempestade na Aldeia da Piedade
    • Execução de dois sistemas elevatórios (Portela e Aldeia de Irmãos)
    • Ligação ao Emissário “Coletor B” existente

A solução executada consistiu em construir um sistema de drenagem que encaminhasse as águas residuais domésticas das Aldeias da Portela, Piedade e S. Pedro, para o troço do emissário do “Coletor B”, de ligação à estação elevatória da Quinta do Chão Duro e, consequentemente, para a ETAR da Quinta do Conde.

  • Vantagens da intervenção
    A intervenção resultou da necessidade de fazer cumprir a legislação em vigor seguindo as exigências regulamentares e cuidados ambientais, contribuindo para a melhoria das infraestruturas de saneamento básico.
  • Informações complementares
Reformulação do Sistema de Tratamento de Águas Residuais | Aldeias da Piedade, Portela e São Pedro | Plantas de implantação
Reformulação do Sistema de Tratamento de Águas Residuais | Aldeias da Piedade, Portela e São Pedro | Plantas de implantação
  • Início
  • Conclusão
    2018
  • Investimento
    369 840.63 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    A obra resultou da necessidade de intervenções no Sistemas de Drenagem e Tratamento de Faralhão e Pontes, a serem explorados sob a responsabilidade da concessionária Águas do Sado, S.A., tendo em vista viabilizar o cumprimento da legislação em vigor. Neste contexto e de forma resumida a solução global implementada constituiu-se por três estações elevatórias, 750m de coletores gravíticos e 3600m de condutas elevatórias, que transportam os afluentes atualmente tratados na ETAR de Pontes e ETAR de Faralhão até ao Sistema Intercetor de Setúbal, especificamente até à Estação Elevatória Praias do Sado.
    Este sistema intercetor é executado nas seguintes fases:
    1.ª Fase – Sistema de Faralhão
    2.ª Fase – Sistema de Pontes
    3.ª Fase – Desativação da ETAR de Faralhão e da ETAR de PontesA presente intervenção correspondeu à 2.ª Fase, executando-se as seguintes infraestruturas:
    | Execução de uma estação elevatória no recinto da ETAR de Pontes
    | Conduta Elevatória de Pontes com o diâmetro 110 mm, terá um comprimento aproximado de 500m
    | Emissário de Pontes com diâmetros compreendidos entre 200 a 250mm, com cerca de 445m
    | Coletor da Rua 28 de Março com o comprimento de 390m e o diâmetro de 200mm
    | Execução da Estação Elevatória do Capador
    | Conduta Elevatória do Capador com o diâmetro 110mm, terá um comprimento aproximado de 1370m
    | Desativação das estações elevatórias existentes no Bairro do Capador e na Rua da Junta
  • Vantagens da intervenção
    A intervenção resultou da necessidade de fazer cumprir a legislação em vigor seguindo as exigências regulamentares e cuidados ambientais, contribuindo para a melhoria das infraestruturas de saneamento básico.
  • Informações complementares
Reformulação do Sistema de Tratamento de Águas Residuais | Pontes | Planta de implantação
  • Início
  • Conclusão
    2017
  • Investimento
    98 925.89 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Execução de infraestruturas – Rede Viária e Rede Pública de Drenagem de Águas Pluviais – da Rua I e acessos, do Bairro Santos Nicolau, localizada na freguesia de S. Sebastião. Desenvolveu-se numa extensão aproximada de 220m de rede viária e cerca de 260m de coletor pluvial. A intervenção visou fundamentalmente dotar esta área de uma rede viária e de uma rede de drenagem pluvial.
  • Vantagens da intervenção
    Melhorias da acessibilidade e circulação viária.
  • Informações complementares
Infraestruturas na Rua I, do Bairro Santos Nicolau | Planta geral
Infraestruturas na Rua I, do Bairro Santos Nicolau | Planta geral
  • Início
  • Conclusão
    2019
  • Investimento
    253 607,26 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Requalificação urbana e paisagística de diversas áreas na proximidade do troço poente da Av. Belo Horizonte. A proposta enalteceu as potencialidades de cada um dos locais intervencionados, garantindo uma boa integração do proposto com o existente. Desta forma, a intervenção incluiu:
    • Subdivisão da área de intervenção em várias zonas, de acordo com o carácter e tipo de intervenções a levar a cabo em cada uma delas (consolidação do talude; construção de passeios em falta e escada; requalificação do passeio e estacionamento existente; requalificação da zona verde existente; requalificação do jardim e ruas adjacentes; e enquadramento do moinho)
    • Criação de uma série de componentes de rega adequados para cada uma das situações, com vista a garantir as condições de sustentabilidade do material vegetal proposto
    • Requalificação da rede de drenagem pluvial
    • Requalificação da iluminação pública exterior, com especial destaque para as zonas onde se prevê uma utilização pública dos espaços
    • Melhoria das condições de acessibilidade
  • Vantagens da intervenção
    Melhoria da acessibilidade e circulação viária e dinamização da área adjacente à Av. Belo Horizonte, enaltecendo as potencialidades do local, criando espaços agradáveis aos utilizadores.
  • Informações complementares
Requalificação do troço poente da Avenida Belo Horizonte | Planta geral
Requalificação do troço poente da Avenida Belo Horizonte | Planta geral
  • Início
    Outubro de 2018
  • Conclusão
    1.º semestre de 2020
  • Investimento
    869.990,80 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    A obra consistiu numa intervenção na Passagem Hidráulica (PH) do muro, que foi remodelada, na recuperação do muro da margem esquerda da ribeira, em mau estado de conservação, assim como das duas passagens hidráulicas em arco de tijoleira cerâmica ao cutelo, bastante antigas, e, ainda, de um pequeno aqueduto que liga as duas margens, imediatamente a montante da PH DO Muro, terminando próximo da Quinta de Santana, junto da EN 10.
  • Vantagens da intervenção
    A solução integradora de diversos aspetos de defesa contra as cheias, permitindo regularizar o escoamento dos caudais de cheia da Ribeira da Figueira, evitando as situações de alagamento relativamente frequentes. Permite garantir que, numa situação de cheia extrema, os volumes elevados provenientes da bacia hidrográfica a montante sejam armazenados de forma controlada em áreas (bacias de amortecimento) previstas para esse efeito, podendo ser esvaziados gradualmente, garantindo que o nível de água armazenado minimize os efeitos de inundação a jusante.
  • Informações complementares
    Obra adjudicada à empresa Ilhaugusto – Construções, Lda.
Obras de prevenção de cheias | Regularização do troço final da Ribeira da Figueira | Planta geral
Obras de prevenção de cheias | Regularização do troço final da Ribeira da Figueira | Planta geral | Clique para ampliar
  • Início
    Julho de 2018
  • Conclusão
    2.º semestre de 2020
  • Investimento
    1.469.655,96 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Requalificação do Largo de Jesus e da Zona Norte/Poente do Convento de Jesus. Nesta intervenção é de realçar a conservação e restauro do Cruzeiro no Largo de Jesus (relocalizado) e do Hornaveque no limite NO da área de intervenção. Plantação de árvores no terreiro. A iluminação diferencia-se entre iluminação pública e iluminação monumental. Esta intervenção da Zona Norte/Poente do Convento de Jesus tem como objetivos principais:
    • Restaurar e dignificar o hornaveque, pelo seu interesse histórico tonando-o mais visível e visitável
    • Assegurar e melhorar o acesso ao museu e edifício técnico
    • Reorganizar o estacionamento. Prevêem-se 159 lugares de estacionamento para viaturas ligeiras, dos quais quatro para pessoas com mobilidade condicionada e ainda três lugares de estacionamento para autocarros
    • Reforçar a legibilidade do hornaveque e da Cerca Pequena com alinhamentos de árvores
    • Arborizar as zonas de estacionamento com árvores de fruto em quadrícula, presentes nos antigos pomares existentes e espaços de cultivo
    • Plantar sebes arbustivas de plantas aromáticas, comuns nas zonas conventuais
    • Criar uma zona verde de enquadramento de prado regado junto ao hornaveque
    • Dotar os espaços de mobiliário urbano
    • Dotar a área com iluminação pública e rede de drenagem pluvial
  • Vantagens da intervenção
    Adoção de medidas destinadas a melhorar o ambiente urbano e a revitalizar o espaço público envolvente do Convento de Jesus.
  • Informações complementares
    Obra adjudicada à empresa Arquijardim, S.A.
Convento de Jesus | Requalificação da zona envolvente | Planta Geral
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  • Início
    Setembro de 2017
  • Conclusão
    2.º semestre de 2020
  • Investimento
    1.418.649,72 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Segunda fase da reabilitação do Convento de Jesus – Ala Este e Ala Norte, Claustros, Igreja e Coro Alto. Visa a conclusão de toda a envolvente exterior do Convento, nomeadamente o tratamento, impermeabilização e acabamento das paredes, execução dos vãos, assim como concluir o deambulatório nos pisos térreo e superior, a cafetaria e instalações sanitárias. Esta intervenção contempla a execução:
    • Arranjos exteriores da zona envolvente ao edifício (base dos alçados) garantindo as impermeabilizações de parte das fundações existentes
    • Reforço da estrutura, nomeadamente a execução de lajes de pavimento das galerias do claustro (piso 0) e reforço em bases de pilares, a execução das lajes de pavimento das instalações sanitárias e o reforço de paredes exteriores
    • Instalações mecânicas (AVAC)
    • Rede de drenagem de águas pluviais e residuais e rede de abastecimento de água
    • Instalações elétricas e de Telecomunicações
    • Instalações de sistema de segurança contra incêndios, de alarme contra intrusão, da rede de vigilância por CCTV e da rede de gestão técnica centralizada
    • Trabalhos de Conservação e Restauro
      A reabilitação da Igreja e Coro Alto compreende a reconstrução da cobertura da cabeceira da igreja, reconstrução da cobertura do corpo principal da igreja e da Sala do Coro Alto, reconstrução da Sala do Coro Alto, a conservação e restauro de todo o património integrado e arquitetónico da Sala do Coro Alto, assim como a reconstrução integral da torre sineira. Relativamente à Igreja de Jesus, com a intervenção de luminotecnia proposta, serão realçados todos os elementos arquitetónicos e decorativos que definem as três naves da igreja e a Capela-Mor, em pedra de lioz e brecha da arrábida, assim como os revestimentos azulejares existentes, na Igreja e na Capela-mor.
  • Vantagens da intervenção
    Valorização de todo o conjunto edificado do imóvel denominado Convento de Jesus, classificado como Monumento Nacional.
  • Informações complementares
    Obra adjudicada à empresa Teixeira Pinto & Soares, S.A.
Convento de Jesus | 2.ª Fase | Planta de implantação
Convento de Jesus | 2.ª Fase | Planta de implantação | Clique para ampliar
  • Início
    2020
  • Conclusão
    1.º semestre de 2020
  • Investimento
    198 550,00 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Execução de obras de requalificação da acessibilidade à Praia da Figueirinha, Serra da Arrábida, Setúbal. Esta praia tem sido procurada por um número crescente de pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida e outros grupos. A realização desta obra integra-se na Linha de Apoio ao Turismo Acessível. A Praia da Figueirinha tem o Galardão de Praia Acessível, no entanto, entendeu-se ser possível alargar a abrangência das intervenções, reforçando a sua acessibilidade. A importância da requalificação da Praia da Figueirinha é crucial para que haja uma fruição balnear de qualidade, acessível e com condições para um retorno do desenvolvimento turístico de Setúbal. O objetivo da intervenção centra-se em facilitar o acesso à praia a todos os cidadãos, incluindo elementos de apoio à estadia e permanência na praia, tal como a criação de espaço de ensombramento. Contempla:
    • Construção de edifício de apoio | Instalações sanitárias | Arrumos | Posto de primeiros socorros
    • Colocação de chuveiros, lava-pés, bebedouro e bancos
    • Pérgula
    • Percursos/passadeiras
  • Vantagens da intervenção
    Valorização da Praia da Figueirinha, praia oceânica localizada a Oeste da cidade de Setúbal, inserida no Parque Natural da Arrábida. Pretende-se dotar a praia de variados elementos de apoio a pessoas de mobilidade reduzida/condicionada, tal como melhorar as condições de utilização da mesma por todos os veraneantes em geral. Pretende-se a adequação de todos os elementos propostos à utilização pretendida de inserção nos critérios mínimos de acessibilidade para todos. Criar condições para que qualquer pessoa, independentemente da sua idade, capacidades físicas, sensoriais ou intelectuais possam fruir da praia, com conforto, segurança, autonomia e dignidade. Associar a imagem turística destes espaços às novas valências da acessibilidade e valorização turística de Setúbal, colocando a Praia da Figueirinha nos roteiros e guias turísticos de recursos acessíveis. Pretende-se promover o Turismo Acessível e Inclusivo, qualificando a oferta turística portuguesa e dando cumprimento ao disposto na Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006), ratificada por Portugal em 2009, nomeadamente no n.º 1 do seu art.º 30º – Participação na vida cultural, lazer e desporto.
  • Informações complementares
  • Início
    2020
  • Conclusão
    1.º semestre de 2020
  • Investimento
    196 459.87 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Obras de edificação e requalificação da Praia de Albarquel e do Miradouro de Albarquel/Pau da Consolação, em plena Serra da Arrábida. Esta praia tem sido procurada por um número crescente de pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida e outros grupos. A realização desta obra integra-se na Linha de Apoio ao Turismo Acessível. A Praia de Albarquel é a praia mais próxima do centro urbano de Setúbal e o miradouro está situado a norte da praia, numa cota mais elevada, na estrada nacional.
    A importância da requalificação da Praia de Albarquel é crucial para que haja uma fruição balnear de qualidade, acessível e com condições para um retorno do desenvolvimento turístico de Setúbal. A intervenção contempla, também, a recuperação da área de miradouro existente, incluindo elementos de apoio à estada e permanência, tal como a criação de espaço de descanso e usufruto de vistas privilegiadas sobre o rio.
    O objetivo da intervenção centra-se em facilitar o acesso à praia a todos os cidadãos, incluindo elementos de apoio à estada e permanência na praia, tal como a criação de espaço de ensombramento. Contempla:
    • Construção de edifício de apoio | instalações sanitárias | arrumos | posto de primeiros socorros
    • Colocação de chuveiros, lava-pés, bebedouro, papeleira e bancos
    • Pérgula
    • Percursos/passadeiras
    • Requalificação do Miradouro de Albarquel/Pau da Consolação
  • Vantagens da intervenção
    Praia de Albarquel

    Dotar a praia de variados elementos de apoio a pessoas de mobilidade reduzida/condicionada, tal como melhorar as condições de utilização da mesma por todos os veraneantes em geral. Pretende-se a adequação de todos os elementos propostos à utilização pretendida de inserção nos critérios mínimos de acessibilidade para todos. Criar condições para que qualquer pessoa, independentemente da sua idade, capacidades físicas, sensoriais ou intelectuais possam fruir da praia, com conforto, segurança, autonomia e dignidade. Associar a imagem turística destes espaços às novas valências da acessibilidade e valorização turística de Setúbal, colocando a Praia de Albarquel nos roteiros e guias turísticos de recursos acessíveis. Pretende-se promover o Turismo Acessível e Inclusivo, qualificando a oferta turística portuguesa e dando cumprimento ao disposto na Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006), ratificada por Portugal em 2009, nomeadamente no n.º 1 do seu art.º 30.º – Participação na vida cultural, lazer e desporto.
    Miradouro de Albarquel
    Requalificação deste espaço utilizado ao longo dos anos por inúmeras gerações como ponto de estada e admiração da paisagem envolvente. A degradação é notória ao nível dos materiais do piso, banco existente, rail de proteção. Pretende-se manter uma coerência na proposta geral de intervenção, ao nível de materialidades e linguagem, propondo-se que o banco que envolve a árvore existente seja revestido a ripas de madeira tratada, assim como uma parte do piso, criando uma ligação material entre os dois elementos principais deste local, o banco e o rail de proteção. Este último, tem também a função de guarda para manter os utilizadores em segurança.
  • Informações complementares
  • Início
    Janeiro de 2018
  • Conclusão
    Outubro de 2020
  • Investimento
    1.898.867,88 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Obras de prevenção de cheias, concretamente a regularização do troço final da Ribeira do Livramento (afluências da Gamita e do Barranco do Forte Velho). A avaliação hidráulica das condições de escoamento do troço final da Ribeira do Livramento foi detalhadamente desenvolvida na fase de estudo prévio. Nesse estudo foi também apresentada uma solução para a regularização do troço final da Ribeira do Livramento (troço 2), foram dimensionadas as duas bacias de amortecimento (BA esquerda e BA direita), o órgão de descarga da BA e verificadas as quatro passagens hidráulicas (PH) localizadas no troço 2 da Ribeira do Livramento (PH S. Joaquim, PH 1.ª Galroas, PH 2.ª Galroas e PH Ministério da Agricultura) e ainda dimensionada a PH Av. Moçambique. Refere-se que o parecer da APA – Agência Portuguesa do Ambiente foi no sentido de se incluir no projeto de execução: a bacia de amortecimento da Gamita, as intervenções necessárias abrangendo as passagens hidráulicas localizadas a jusante da Bacia de Amortecimento da Gamita, até à entrada do troço canalizado da Ribeira do Livramento e a construção de um sistema para encaminhamento para a Bacia do Livramento, das águas pluviais atualmente drenadas para a área envolvente da Escola Secundária de Bocage. Deste modo, o referido estudo prévio alargou a análise efetuada ao primeiro troço da Ribeira do Livramento, à linha de água da Gamita e à linha de água do Barranco do Forte Velho. A planta de implantação geral da obra em anexo ilustra a zona abrangida, incluindo os diversos órgãos hidráulicos a avaliar e, eventualmente, a redimensionar, de forma a garantir um escoamento controlado em situação de cheia.
  • Vantagens da intervenção
    A  operação, financiada no âmbito do PO SEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos, visa a desobstrução, regularização fluvial e controlo de cheias em zonas de inundações frequentes e danos elevados.
  • Informações complementares
    Obra adjudicada à empresa Aquino Construções, S.A.
Obras de prevenção de cheias | Regularização do troço final da Ribeira do Livramento
Obras de prevenção de cheias | Regularização do troço final da Ribeira do Livramento | Planta de implantação | Clique para ampliar
  • Início
    Novembro de 2020
  • Conclusão
    Março de 2021
  • Investimento
    820.500,00 € (acresce IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    A Requalificação da Avenida dos Combatentes da Grande Guerra e Avenida 22 de Dezembro, onde se pretende a continuidade da obra de requalificação do Convento de Jesus, incluiu a execução do reperfilamento desta artéria da cidade que se integra num corredor rodoviário de significativa importância uma vez que diz respeito a uma das principais vias de ligação à Avenida Luísa Todi. A intervenção incluiu a execução de rotunda na interseção da Av. dos Combatentes da Grande Guerra com a Av. General Daniel de Sousa. A operação tem um âmbito territorial local, mas que melhora significativamente a articulação com as principais vias de chegada e saída da cidade de Setúbal, tendo por isso um importante impacto municipal e intermunicipal. A Câmara Municipal de Setúbal definiu como objetivo transformar a via em apreço numa via com características urbanas que seja estruturante das áreas urbanas situadas próximo da via e que melhore o nível de serviço para o tráfego previsível, assim como garantir a melhoria dos acessos pedonais na envolvente e aposta na melhoria da circulação do transporte público rodoviário. A solução apresentada consiste numa intervenção que beneficia a via existente, nomeadamente no que se refere à melhoria das características do traçado, da drenagem, da pavimentação, das obras acessórias, do equipamento de segurança e das intersecções estabelecidas, de forma a dotá-las de características geométricas que assegurem condições de circulação compatíveis com níveis de serviço pretendidos. O objetivo da intervenção foi também o de reforçar a capacidade de regenerar e valorizar as áreas construídas, qualificar os espaços públicos, reabilitar a habitação e fomentar novas funções urbanas. É a partir dos centros urbanos que o restante território se deve preservar com o objetivo de fomentar a coesão e o desenvolvimento territorial. A intervenção complementa-se uma vez que permite, por um lado, a recuperação dos espaços públicos e de edifícios degradados, promovendo a atratividade dos aglomerados urbanos, permitindo fixar pessoas e empresas, promovendo o turismo e o comércio local; e, por outro, prossegue a promoção de uma mobilidade sustentável a partir, por exemplo, do incentivo ao uso da bicicleta, da adequabilidade dos centros urbanos à circulação pedonal, da redução da emissão de CO2 e da circulação de automóveis nos referidos centros urbanos.
  • Vantagens da intervenção
    A obra em apreço contemplou um conjunto de intervenções, com ação direta na qualificação dos espaços públicos destacando-se:
  • Requalificação da envolvente ao Convento de Jesus;
  • Requalificação da Avenida 22 de dezembro com reforço dos modos suaves e disciplina dos espaços pedonais e de estacionamento regular;
  • Requalificação do nó viário da Avenida dos Combatentes e da própria artéria em si;
  • Requalificação dos espaços exteriores públicos envolventes à área de intervenção.
  • Execução de rotunda na interseção da Av. dos Combatentes da Grande Guerra com a Av. General Daniel de Sousa.

Esta intervenção teve como objetivo a requalificação integrada de vários espaços públicos que compõem o núcleo central da cidade de Setúbal, delimitado pelas Av. dos Combatentes, 22 de dezembro e pelo Largo de Jesus, com a criação de espaços públicos contínuos, caraterizados pela unidade de tratamento arquitetónico e construtivo do seu desenho urbano. Um primeiro objetivo consiste na ordenação do trânsito e parqueamento automóvel, restringindo a circulação nas zonas centrais e criando parques e baías de estacionamento ao ar livre. Um segundo objetivo consistiu em dar primazia à circulação pedonal e, em simultâneo, à criação de espaços estáveis e polivalentes para diversas atividades (lúdicas, culturais, socioeconómicas, religiosas, etc.), que possibilitem a sua devolução à população para congregação, estadia e convívio. As opções técnicas constantes do projeto de intervenção, levaram em consideração o nivelamento da topografia da área e as matrizes espaciais do tecido urbano preexistente, propondo-se a sua regularização e nivelamento e a sua articulação com a envolvente. Com o redesenho urbano desta área de intervenção, foram pensadas intervenções que irão favorecer as deslocações a pé e de bicicleta, pondo em prática a visão estratégica para uma mobilidade urbana sustentável, que reconheça o peão e o ciclista como protagonistas da mobilidade.

  • Informações complementares
Requalificação urbana das avenidas dos Combatentes e 22 de Dezembro | Planta
Requalificação urbana das avenidas dos Combatentes e 22 de Dezembro | Planta
  • Início
    Abril de 2019
  • Conclusão
    Novembro de 2020
  • Investimento
    389.718,17 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Criação de ciclovia integrada na rede ciclável da cidade, desenvolvendo-se ao longo da Avenida dos Ciprestes, desde o limite norte do concelho até à Avenida da Europa, estabelecendo a ligação com a ciclovia existente na Avenida Antero de Quental, e continuando para sul, pela Avenida Manuel Maria Portela até à Praça do Quebedo. Neste último troço, foi compatibilizado o traçado com o projeto do Terminal Interface de Setúbal, na Praça do Brasil. Em simultâneo, foi melhorada a circulação pedonal em geral, complementada com um novo passeio do lado nascente da Avenida dos Ciprestes, desde a Rua das Galroas até ao limite do concelho.
  • Vantagens da intervenção
    Potenciar a mobilidade para toda a população, através da restruturação da rede pedonal e ciclável, criando melhores condições de fruição do espaço público.
  • Informações complementares
    Obra adjudicada à empresa Constradas, S.A.
Ciclop7 | Planta de apresentação
Ciclop7 | Planta de apresentação | Clique para ampliar
  • Início
    Fevereiro de 2018
  • Conclusão
    Dezembro de 2020 (1.ª fase)
  • Investimento
    1.156.063,65 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Implementação de solução que evite o risco de derrocadas, de modo a garantir a sua estabilidade e a salvaguardar a segurança de pessoas e bens. A encosta exibe comportamentos anómalos desde 1830, que têm tido repercussões na estabilidade da estrutura do forte. Atendendo à natureza das ações a implementar para estabilização da encosta, ao cenário de elevado valor paisagístico e ecológico em que se enquadra, ao qual se associa uma elevada exposição visual, o projeto de integração paisagística tem como principal preocupação minimizar perturbações que possam ocorrer no cenário da encosta, de modo a recuperar/manter o padrão visual e paisagístico de referência. Além das soluções de enquadramento apresentadas, este projeto estabelece, ainda, um conjunto de medidas de caráter cautelar, relacionadas com a ocupação ou potencial interferência com certas áreas marginais e destinadas à instalação de estaleiros, zonas de manobra, depósito de terras e exploração de pedreiras.
  • Vantagens da intervenção
    Valorização de todo o conjunto edificado do imóvel denominado Forte de São Filipe, classificado como Monumento Nacional.
  • Informações complementares
    Obra adjudicada à empresa Ancorpor, Lda.
Forte de São Filipe | Intervenção para evitar derrocadas | Planta de apresentação
Forte de São Filipe | Intervenção para evitar derrocadas | Planta de apresentação | Clique para ampliar
  • Início
    Janeiro de 2021
  • Conclusão
    Junho de 2021
  • Investimento
    104.993,20 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervençãoA intervenção de requalificação do CROAC Município de Setúbal, é orientada pelos seguintes eixos de intervenção:
    • Eixo 01
      Mobilidade e Acessibilidade
      > Garantir a acessibilidade plena ao espaço e respetivas áreas, assegurando a separação das áreas de acesso ao público e as zonas de acesso restrito apenas aos funcionários;
      > Assegurar a mobilidade em toda a área, potenciando pequenas áreas de parqueamento nas zonas de acesso direto ao edificado;
      > Garantir através da regularização dos declives e desníveis existentes a drenagem das diversas superfícies tendo em vista a segurança de circulação mas também as questões ambientais na gestão das águas pluviais.
      > Reutilizar e inserir no novo desenho estruturas e materiais existentes, por forma a reduzir os custos de intervenção mas também promovendo a gestão sustentável de materiais e dos territórios.
    • Eixo 02
      Sustentabilidade Ambiental
      Água e Solo
      > Potenciar a infiltração natural nesta zona, configurando este espaço como uma área de recarga do aquífero na Bacia hidrográfica em que se insere.
      > Recuperação / Estabilização das áreas pavimento que estavam degradadas pela erosão superficial e instalação de áreas verdes naturalizadas.
      Biodiversidade
      > Recuperação das funções ecológicas e de biodiversidade deste espaço com o reforço da estrutura arbórea e a requalificação das zonas de prado natural.
      Clima e Ar
      > Melhoria das condições edafoclimáticas deste espaço em termos de temperatura, principalmente tendo em atenção a qualidade de vida dos animais.
    • Eixo 03
      Oferta e Qualidade dos Serviços
      > Aumento da capacidade de resposta do CROAC atual em termos de recolha de cães, criando-se a instalação de uma área destinada a cães para adoção e cães idosos;
      > Promoção de um alojamento de longa duração em conformidade com o novo paradigma de bem-estar animal na gestão dos CROAC, para cães que nunca venham a ser adotados e tenham de permanecer toda a sua vida nas instalações municipais;
      > Assegurar a promoção de uma maior interação entre os visitantes e os animais;
      > Promoção da sociabilização dos animais, tendo em vista ampliar a respetiva taxa de adoção;
      > Promoção de uma melhor imagem municipal, como dinamizador de maior bem-estar animal e inovador relativamente a outros municípios;
      > Utilização eficiente dos recursos, nomeadamente promovendo o baixo consumo de água, garantindo, em simultâneo, boas condições de trabalho aos tratadores.

ÁREAS DE INTERVENÇÃO

A requalificação do CROAC Município de Setúbal, organiza-se nas seguintes ações e áreas de intervenção:

    • Ação 01
      Requalificação do Canil existente – Instalação de parque de exercícios
      Na zona adjacente ao atual canil prevê-se a instalação de uma área vedada e destinada ao exercício físico dos cães que por diversas razões estão confinados ao pavilhão de alojamento. Esta zona será vedada com rede metálica revestida a PVC, incluindo prumos metálicos, esticadores braços metálicos no topo dos prumos com aplicação de três fiadas de arame e todos os acessórios com 2,10 m de altura.
    • Ação 02
      Implantação de Recinto de Alojamento em grupo
      Na área do CROAC Municipal propomos a instalação e uma área destinada á recolha de cães para adoção e cães idosos, com uma capacidade total média de 80 cães. Esta área está organizada em 14 parques, um Logradouro Espaço Central de acesso e exercício físico, sendo totalmente vedada e protegida de forma a evitar a fuga de animais. Esta zona será acessível a visitantes, prevendo-se criar duas entradas, uma para visitantes, situada a Norte, mais próxima da entrada principal do CROAC, e uma entrada a Sul, destinada apenas aos funcionários e onde se prevê a instalação de portão com acesso para viaturas, de modo a garantir as operações de gestão e manutenção. Nesta nova valência de canil os cães dispõem de sombra e luz naturais e de terreno para correr e escavar. Não estão sujeitos à humidade que existe num canil lavado com jato de mangueira diariamente (o espaço não necessita de lavagem diária, apenas recolha de dejetos sólidos com pá e balde). Prevê-se a instalação de 14 parques, com 70 m2 cada, que correspondem a parcelas vedadas, equipadas com um Box – Abrigo Modular (10m2) para pernoita e proteção, zona exterior com ensombramento, e equipadas com 2 bebedouros automáticos e dois comedouros em calha por parque. Cada parque destina-se a um “tipo” de cão, em função do seu porte e faixa etária, prevendo-se alojar 4 a 6 cães por parque, num total de 80 animais, todos eles sociáveis, adotáveis, esterilizados, vacinados e desparasitados, controlados por um programa de profilaxia veterinária anual.

Em função do porte e faixa etária, prevê-se agrupar os animais de acordo com as seguintes características semelhantes:

      • Cães pequenos < 10 kg;
      • Cães médios 10-25 kg;
      • Cães grandes > 25 kg;
      • Cães idosos pequenos;
      • Cães idosos grandes;
      • Cachorros/Cadelas Paridas.

Cada parque será equipado com dois comedouros para cães e dois bebedouros alumínio nível – pequeno para cães, permitindo assim disponibilizar água e alimentação a todos os animais. Os parques são posicionados de cada lado de um Logradouro / Espaço Central com 10 m de largura, no qual os animais podem ser soltos para exercício ou para interação com visitantes. Neste Logradouro existem zonas de abastecimento de água para ligação de uma mangueira de apoio. No logradouro está prevista a colocação de contentores de resíduos tipo MGB e kits de recolha de fezes (pá e ancinho de jardinagem) para proceder-se à recolha dos dejetos. Poderão ainda ser colocados equipamentos de lazer fixos ou móveis para os animais (de modo a que não interfiram com o acesso de uma viatura ao corredor/acesso aos parques) tais como troncos e palanques de escalada, pneus e percursos de obstáculos. Os parques e as zonas comuns possuem um pavimento de saibro, cuja camada superior pode ser renovada periodicamente, consoante as necessidades.

    • Ação 03
      Boxes – Abrigos Modulares do Recinto de Alojamento em grupo
      Cada parque será equipado com uma Box – Abrigo Modular (10m2) para pernoita e proteção, construído em madeira com cobertura em telha cerâmica – modelo lusa. No interior dos abrigos vão ser colocadas camas de plástico (idênticas às já em uso no CROAC) e mantas (nos meses mais frios), que permitam a pernoita e estadia dos animais afetos a cada parque, num regime de liberdade de movimentos e de estadia. As Boxes possuem uma janela e uma porta de homem ambos alçado principal. A janela permite a entrada de luz direta para o interior do abrigo, a porta de homem possibilita o acesso quer dos funcionários quer dos animais. Em caso de necessidade de isolamento temporário ou em operações de manutenção e/ou gestão dos animais esta porta pode ser fechada com trinco. As Boxes serão todas idênticas, respeitando uma única tipologia. A área de implantação é de 9.90 m2 e útil de 9.75 m2. Estas Boxes foram concebidas como abrigos modulares, que poderão ser construídos ou adquiridos e/ou adaptados modelos existente no mercado.
    • Ação 04
      Requalificação Paisagística
      No sentido de garantir os objetivos traçados no Eixo 01. Mobilidade e Acessibilidade e no Eixo 02. Sustentabilidade ambiental é proposta em complementaridade à intervenção nas áreas de equipamentos, a reabilitação do espaço verde naturalizado adjacentes, bem como dos acessos a este equipamento que se pretende receber público.
      > Propõem-se a requalificação do acesso pedonal e rodoviário existentes com a retificação e regularização do traçado e do pavimento, e instalação de lugares de estacionamento.
      > Instalação de valas de drenagem com geodreno e poços drenantes em trincheiras drenantes e outras tipologias de drenagem naturalizada (WSUD / SUD) por forma a potenciar a infiltração natural nesta zona, configurando este espaço como uma área de recarga do aquífero na Bacia hidrográfica em que se insere.
      > Recuperação / Estabilização das áreas pavimento que estavam degradadas pela erosão superficial e pavimentação com pavimentos drenantes.
      > Recuperação das funções ecológicas e de biodiversidade deste espaço com o reforço da estrutura arbórea, nomeadamente através da plantação de maciços de árvores na entrada, envolvente do recinto de alojamento em grupo e junto do atual canil.

Esta zona possui uma estrutura arbórea bastante interessante com núcleos de sobreiros e Pinheiros mansos, mas apenas nas áreas envolventes, pelo que se propõem a diversificação com a instalação de novos núcleos arbóreos. Desta forma a área de implantação do CROAC, atualmente um prado naturalizado será reforçada com a plantação de árvores que vão desempenhar a dupla função de ensombramento e melhoria das condições de conforto bioclimático para os animais, visitantes e funcionários. Todas as áreas intervencionadas em que exista alteração da cobertura do solo ou que neste momento já se apresente degradada serão ressemeadas com prado de sequeiro naturalizado.

  • Vantagens da intervenção
    > Aumento da capacidade de resposta do CROAC atual em termos de recolha de cães, criando-se a instalação de uma área destinada a cães para adoção e cães idosos;
    > Promoção de um alojamento de longa duração em conformidade com o novo paradigma de bem-estar animal na gestão dos CROAC, para cães que nunca venham a ser adotados e tenham de permanecer toda a sua vida nas instalações municipais;
    > Assegurar a promoção de uma maior interação entre os visitantes e os animais;
    > Promoção da sociabilização dos animais, tendo em vista ampliar a respetiva taxa de adoção;
    > Promoção de uma melhor imagem municipal, como dinamizador de maior bem-estar animal e inovador relativamente a outros municípios;
    > Utilização eficiente dos recursos, nomeadamente promovendo o baixo consumo de água, garantindo, em simultâneo, boas condições de trabalho aos tratadores.
  • Informações complementares
CROAC | Plano geral
  • Início
    Janeiro de 2021
  • Conclusão
    Março de 2021
  • Investimento
    128.650,47 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Introdução
    Substituição das chapas de fibrocimento existentes nas coberturas das escolas em apreço, por uma solução de caráter definitivo, retirando por completo este material, dando cumprimento ao estipulado na legislação em vigor.

Retirada da cobertura em fibrocimento
Desmonte e transporte a vazadouros específicos das chapas de cobertura de acordo com o especificado no Decreto-Lei n.º 266/2007, de 24 de julho, tendo especial atenção aos equipamentos de proteção individual dos operários envolvidos nesta operação tais como o uso de máscara, fatos, botas e local (câmara de descontaminação) adequado para se equiparem e retirarem os equipamentos. Acresce ainda, por se tratar de trabalhos em altura a colocação de linhas de vida e utilização de arnês. Durante o transporte a vazadouro, indicado por lei, o material deverá ser convenientemente colocado tapado no veículo de transporte.

Intervenção
A nova cobertura é constituída por chapas de painel sandwich de policarbonato (espuma PIR), com 50 mm de espessura nas faces superior e, inferior, com 5 mm de espessura. A face superior é em cor de telha de barro a fim de evitar o reflexo e encadeamento pelo sol de residentes nos edifícios circundantes ao edifício das escolas. Deste modo será criada uma estrutura longitudinal (madres, vigas e apoios verticais com altura variável em relação às pendentes) em perfil de ferro IPE 140 a construir “in situ”. As madres serão galvanizadas. O apoio das madres foi feito também com perfil IPE 140 assente numa base de betonilha fixada à laje de esteira com buchas químicas. Verificou-se a necessidade de se proceder a remates de acabamentos: aos muretes da cobertura foram com acessórios tipo Remate de Predes Simples; Cumeeiras foram com acessórios tipo Cumeeira lisa; Beirados foram concluídos com acessórios tipo Remate Recortado de Beirado.

  • Vantagens da intervenção
    Solução de caráter definitivo da substituição das chapas de fibrocimento existentes nas coberturas das escolas em apreço, retirando por completo este material, dando cumprimento ao estipulado na legislação em vigor.
  • Informações complementares
  • Início
    Abril de 2021
  • Conclusão
    Setembro de 2021
  • Investimento
    307.635,96 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Requalificação da EB n.º 2 de Santa Maria da Graça, localizada na Praceta Vítor Vitorino. A escola foi construída em 1989, de acordo com o sistema Dominó, que era prática corrente na época. No ano de 2012 a cobertura em chapas de fibrocimento foi objeto de tratamento pelo método de encapsulamento. Com a presente intervenção deu-se resposta a questões de manutenção do edifício, melhoria do conforto e eficiência energética, reformulação da cozinha, mobilidade condicionada e imagem do edifício.
  • Vantagens da intervenção
    Consolidar o projeto educativo para o concelho de Setúbal, valorizando a escola pública e as condições do parque escolar municipal, reforçando a relação de proximidade com a comunidade educativa.
  • Informações complementares
  • Início
    Julho de 2021
  • Conclusão
    Setembro de 2021
  • Investimento
    95 540,00 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    A empreitada incluiu todos os trabalhos e materiais de qualquer natureza, bem como, demolições, remoção de excedentes e limpezas, necessários, a que no final da obra, toda a área de intervenção fique perfeitamente acabada e de acordo com os trabalhos previstos.
    A empreitada previu:
    | A montagem do estaleiro, de acordo com o DL 273/2003 de 29 de outubro;
    | A vedação das zonas de intervenção, bem como das zonas de depósito de resíduos incluindo a respetiva sinalização;
    | A elaboração e apresentação à Autoridade das Condições de Trabalho, ACT, do Plano de Trabalhos específico, para a realização da tarefa, de acordo com o estipulado no DL 266/2007 de 24 de julho;
    | A remoção da cobertura existente, bem como o acondicionamento, transporte e depósito em vazadouro autorizado, dos materiais provenientes da remoção;
    | O fornecimento e colocação da nova cobertura, assim como dos elementos de apoio necessários bem como cumeeiras, rufos e remates tal como o isolamento de caleiras e lanternins com tela armada com acabamento de xisto granulado, execução de ligações e tubos de queda;
    | A realização de medições da qualidade do ar, executadas por laboratório certificado, antes, durante e após a realização dos trabalhos.I. CoberturasA intervenção na escola básica em título teve como objetivo a substituição das coberturas dos Blocos de aulas. A cobertura em causa é composta por chapa de fibrocimento, solução que se apresenta degradada por ter atingido o fim de vida útil. Ao nível das caleiras de periferias é considerada também a substituição da solução atual (membranas betuminosas) por material idêntico.I.1. Remoção de cobertura existente
    A remoção da cobertura existente deverá dar cumprimento integral ao estipulado no Dec. Lei n.º 266/2007, de 24-07, incluindo a realização de medições da qualidade do ar, executadas por laboratório certificado, antes, durante e após a realização dos trabalhos. As intervenções de remoção de coberturas não abrangidas pelo diploma acima referido deverão dar cumprimento às normas estabelecidas para as operações de gestão de resíduos de obras (Dec.-Lei n.º 46/2008, de 12 de março, na sua redação atual).I.2. Coberturas
    Cobertura em painel sandwich 40. A cobertura em painel sandwich com isolamento térmico de 40 mm de espessura prelacado branco em ambas as faces com 0,5 mm de espessura, de 5 ondas, fixado mecanicamente a qualquer tipo de madre estrutural, incluindo cortes, sobreposições, parafusos e elementos de fixação, acessórios, juntas, remates perimetrais e outras peças de remate para o tratamento de pontos singulares, cumeeiras, cantoneira nos topos, beirados (fecho frontal dos painéis), retificação da parede na zona de apoio dos painéis e todo o material necessário para um bom acabamento, incluindo desperdícios, parafusos de fixação e vedantes, remates, cumeeiras, assim como todos os trabalhos preparatórios e complementares. Será evitado o contacto direto do aço, não protegido, com pasta fresca de gesso, cimento ou cal, madeira de carvalho ou castanho e águas procedentes de contacto com elementos de cobre, a fim de prevenir a corrosão. A natureza do suporte permitirá a ancoragem mecânica do elemento, e o seu dimensionamento garantirá a estabilidade, com flecha mínima, do conjunto. Cobertura laje inclinadaII. IMPERMEABILIZAÇÃO – Coberturas planas e CaleirasII.1. Primário
    Depois de limpas, secas e isentas de gorduras, aplica-se sobre as superfícies a recuperar, uma emulsão betuminosa com carga de borracha tipo IMPERKOTE L – com um rendimento de 3 kg/m², uma vez que desempenhará funções de barreira ao vapor.II.2. Sistema bi-capa
    Membrana inferior de betume modificado APP AVANCE com acabamento de filme de polietileno em ambas as faces tipo Polyplas 30. Membrana superior de betume modificado APP AVANCE com 4 kg/m², armadura de feltro de poliéster reforçado e acabamento na face inferior de polietileno e na face superior em granulado de ardósia de cor branca, tipo POLYXIS R 40.  A membrana superior deverá ser sempre completamente aderida, pela chama de maçarico, à membrana inferior. A aplicação das membranas é feita pelo seu aquecimento por meio de chama de maçarico apropriado até à fluidificação da sua face inferior, à medida que as mesmas vão sendo desenroladas sobre o suporte. A aderência total ao suporte é obtida por pressão exercida sobre a face superior das membranas. A membrana da segunda camada é totalmente aderida à primeira e a sua ligação assegurada pela soldadura com chama.II.3. Zonas ou pontos singulares
    Por estes entendem-se todas as zonas da cobertura que exigem trabalhos complementares de impermeabilização, nomeadamente juntas de dilatação, remates em zonas salientes da cobertura, platibandas, algerozes, tubos de queda, soleiras, etc.
  • Vantagens da intervenção
    Pretendeu-se através da substituição das chapas de fibrocimento existente na cobertura da escola em apreço, alcançar uma solução de caráter definitivo retirando por completo este material, dando cumprimento ao estipulado na legislação em vigor.
  • Informações complementares
  • Início
    Dezembro de 2019
  • Conclusão
    Maio de 2022
  • Investimento
    4.213.667,89 € (acresce o IVA à taxa legal em vigor)
  • Género
    Empreitada
  • Resumo da intervenção
    Na sequência das intervenções que a Câmara Municipal de Setúbal pretende implementar nas acessibilidades da envolvente da Estação de Comboios inclui-se o Interface de Transportes de Setúbal. O projeto representa a criação de um novo terminal rodoviário/interface de transportes junto da Estação de Comboios de Setúbal, na Praça do Brasil, e é constituída, além do terminal, por um parque de estacionamento subterrâneo, pelas respetivas áreas de apoio e as infraestruturas e equipamentos associados ao seu funcionamento.
  • Vantagens da intervenção
    Melhoria da mobilidade e acessibilidades na cidade, bem como, a promoção do transporte público.
  • Informações complementares
    Obra adjudicada à empresa Alexandre Barbosa Borges, S.A.