“Em rigor, foram trinta horas, pois o evento começou seis horas antes, com um conjunto de atividades, culturais e desportivas, que serviram de prólogo para a corrida”, sublinha o presidente da Direção da delegação de Setúbal da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadãos Deficiente Mental, José Salazar.

A corrida de 24 horas teve início às 18h00 do dia 18 e só terminou às 18h00 do dia seguinte. Antes, entre as 10h00 e as 16h00, houve uma corrida preparatória do evento, destinada a estabelecimentos de ensino e instituições particulares de solidariedade social.

As “24 Horas a Correr Pela Deficiência”, organizadas pela União Desportiva para a Inclusão, da APPACDM sadina, em parceria com a Associação de Atletismo Lebres do Sado e a Câmara Municipal de Setúbal, desafiaram a população a correr, por turnos, durante 24 horas ininterruptas, num circuito delineado no Parque do Bonfim.

“Setúbal, como cidade inclusiva que é, aceita o desafio lançado nas 24 Horas a Correr pela Deficiência, uma causa solidária, cuja participação é feita ao ritmo de cada um”, sustenta o vereador com os pelouros do Desporto e da Inclusão Social na autarquia, Pedro Pina.

Esta iniciativa, considera o autarca, constitui igualmente “um evento de consciencialização, no qual a cidade, feita de todos e para todos, se mobiliza e participa”.

Em paralelo à corrida, desenrolaram-se várias atividades de divulgação e promoção de outras modalidades desportivas, adaptadas para pessoas com necessidades especiais, mas, neste caso, praticadas por todos sem exceção, exemplos do boccia e do basquetebol em cadeira de rodas.

“Isso é demonstrativo de que o desporto não só é uma componente extremamente importante na manutenção e melhoria da saúde do indivíduo, como também assume um papel determinante ao nível da sociabilização e da inclusão social”, frisa José Salazar, da APPACDM.

O responsável exemplifica com o caso do boccia, “uma modalidade criada a pensar nas pessoas com deficiências mentais”, mas que “é hoje praticada por todo o tipo de gente, tenha ou não algum tipo de deficiência”.

O dirigente associativo congratula-se por a sociedade estar atualmente sensibilizada para a prática do desporto e considerar que a atividade desportiva deve ser praticada por todos sem exceção.

“Hoje, todos os que queiram praticar desporto em Setúbal, seja qual for a sua condição, podem fazê-lo. Este é o resultado não apenas de um esforço da APPACDM, que também faz, naturalmente, o seu papel, mas de entidades com responsabilidades em todas as áreas sociais”, salienta José Salazar.

Esta foi a terceira edição das “24 horas a correr pela deficiência” e a adesão da população tem sido notória, com o presidente da APPACDM de Setúbal a destacar que se tem registado um aumento significativo de pessoas e de entidades que, a cada ano, se associa ao evento.

O montante recolhido com as inscrições, de quatro euros por participante, reverte na íntegra a favor da promoção e dinamização da atividade física e desportiva dos utentes da APPACDM de Setúbal.

“É uma iniciativa que demonstra e que procura sensibilizar a sociedade de que vivemos num mundo em que a diferença existe”, acentua o vereador Pedro Pina.

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