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A estreia de “Os Fantasmas de Luísa Todi”, com música original de Jorge Salgueiro, marca a fundação oficial, na noite de 4 de julho, no Fórum Municipal Luísa Todi, da Companhia de Ópera de Setúbal, projeto da Associação Setúbal Voz.


Que fantasmas nos atormentam além dos das loucuras patológicas? Os da infância, os da natureza, os do amor, os da segurança, os fantasmas da criação e da rejeição, os de confinamento e liberdade, os da guerra, os da perda, os da doença ou os da morte.

Disso nos dá conta a ópera poética “Os Fantasmas de Luísa Todi”, uma criação do maestro e compositor Jorge Salgueiro e da Companhia de Ópera de Setúbal, em cena a 4 de julho, pelas 21h30, no Fórum Municipal Luísa Todi.

O espetáculo, inspirado livremente nos fantasmas que atormentaram a célebre cantora lírica setubalense e que nos atormentam a todos, estabelece oficialmente a Companhia de Ópera de Setúbal, fundada pela Associação Setúbal Voz.

Este novo projeto “de grande fôlego” e “responsabilidade artística”, de acordo com aquela associação, nasce sustentado na formação do Coro Setúbal Voz e do Ateliê de Ópera de Setúbal e pretende funcionar regularmente a partir deste ano.

A ideia de fundar uma companhia de ópera em Setúbal, com produções próprias, surgiu durante os ensaios e as récitas para “O Purgatório”, que o coro setubalense coproduziu e apresentou com o Teatro O Bando.

Com participação via vídeo do Coro Setúbal Voz, “Os Fantasmas de Luísa Todi” tem como protagonistas Carina Matias Ferreira, Célia Inês Nascimento, Iolanda Rodrigues, João Mendonza, Juliana Telmo, Miká Nunes e Néu Silva, que seguem a direção artística de Jorge Salgueiro.

“Os Fantasmas de Luísa Todi” é a primeira ópera que o Fórum Municipal Luísa Todi nos oferece no período de desconfinamento, numa parceria com a Câmara Municipal e os apoios da Junta de Freguesia de São Sebastião, União das Freguesias de Setúbal, Secil e SetulGeste.

“Vamos apenas nascer, vamos abrir a boca de felicidade, vamos esticar as cabeças e metê-las dentro do futuro, vamos beijar-nos boca a boca e rebolar-nos no chão no primeiro frémito que se pareça com um tremor de terra. Nós é que precisamos da arte para nos sentirmos mais reais que a realidade”, refere Jorge Salgueiro sobre a peça.

Os bilhetes, à venda no Fórum Municipal Luísa Todi, têm o custo de 11 euros para as plateias e de 9 para o balcão.

Iolanda Rodrigues é responsável pela corporalidade e apoio na criação. Tela Negra assina o projeto de iluminação. Maria Madalena o cartaz e adereços.

 

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