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O Cinema Charlot – Auditório Municipal reabre a 8 de junho com programação regular e capacidade limitada, depois de quase três meses encerrado na sequência das medidas de contenção da pandemia de Covid-19.


Com lotação reduzida, distanciamento físico e, por ser espaço fechado, com a obrigatoriedade de uso de máscara para os espetadores, o equipamento municipal, dotado de 260 lugares, apresenta, ao longo de junho, sessões regulares de cinema às 21h30 e aos sábados e domingos também às 16h00.

“Mosquito”, segunda longa-metragem de João Nuno Pinto, com João Nunes Monteiro, Sebastian Jehkul, Filipe Duarte, Josefina Massango e Filipe Duarte no elenco, e que abriu o International Film Festival Rotterdam 2020, apresenta-se no Cinema Charlot – Auditório Municipal nos dias 8, 9 e 10.

Dirigida a maiores de 14 anos, a obra dramática conta com a participação especial do fadista Camané e de Ana Magaia e centra-se em Zacarias, um jovem português enviado para África durante a Grande Guerra, inspirado pela vivência que o avô do realizador teve em Moçambique com o 4.º Corpo Expedicionário Português.

Na semana seguinte, a 11, é a vez de “Bacurau”, o filme com que Kleber Mendonça Filho e de Juliano Dornelles venceram o Grande Prémio do Júri na edição de 2019 do Festival de Cannes, chegar à sala do Cinema Charlot, ficando em exibição até dia 17.

Com Bárbara Colen, Thomas Aquino, Silvero Pereira, Sônia Braga e Udo Kierno no elenco, o filme de género brasileiro retrata a aventura de uma médica que volta à sua pequena e esquecida terra do sertão brasileiro para o funeral da avó e vê-se obrigada a ajudar a defender a população local de uma perigosa ameaça.

É que Bacurau, a aldeia, desapareceu do mapa e foi abandonada por tudo e por todos, escasseando água e cobertura da rede móvel. Uma sucessão de acontecimentos insólitos leva os habitantes a deduzir que se encontram sob ataque. Falta identificar o inimigo e criar coletivamente uma estratégia de defesa.

Ainda em junho, de 18 a 24, é a vez de “Quarto 212”, uma comédia de Christophe Honoré, com as atuações de Chiara Mastroianni, Benjamin Biolay, Vincent Lacoste, Kolia Abiteboul, Camille Cottin e Carole Bouquet.

Após duas décadas de casamento, Maria sai de casa, depois de confessar várias relações extraconjugais ao longo dos anos, e muda-se para o quarto número 212 do hotel do outro lado da rua onde sempre morou com o marido.

A partir da janela consegue observar o seu apartamento, o seu marido, o seu casamento, e questiona-se se terá tomado a decisão certa.

Já entre os dias 25 de junho e 1 de julho, o Cinema Charlot – Auditório Municipal passa “A Vida Invisível”, realizado por Karim Aïnouz, com a participação das atrizes Julia Stockler, Carol Duarte e Flávia Gusmão, num enredo passado no Rio de Janeiro na década de 1940.

Eurídice é uma jovem talentosa, mas bastante introvertida. Já Guida, a irmã mais velha, é o oposto do seu temperamento em relação ao convívio social. Ambas vivem num rígido regime patriarcal, o que faz com que trilhem caminhos distintos.

Guida decide fugir de casa com o namorado, enquanto Eurídice esforça-se para se tornar uma música, ao mesmo tempo que enfrenta as responsabilidades da vida adulta e um casamento sem amor.

Os bilhetes custam 4,5 euros para o público em geral e 3,5 para estudantes, para detentores de cartão jovem e para pessoas com mais de 65 anos.

A bilheteira do Cinema Charlot estará aberta a partir de 2 de junho para informações.